sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Minha terra, meu povo!



Sempre que se fala de mudança, uma das primeiras questões que geralmente é levantada, sem dúvida alguma, é a adaptação. Se desconsiderado, pode levar uma família missionária a mudar de campo mais rápido do que se possa imaginar. Conheço casos de mudanças em menos de um mês, conheço também permanências contrariadas datadas com mais de cinco anos. Assim, digo que a questão não é o tempo de permanência no campo, mas a disposição em estar lá!

Penso que chegando em um novo desafio, campo, igreja, cidade, povo, enfim, uma nova realidade, deve haver no vocacionado a firme disposição de fazer de tudo isso algo próprio, seu mesmo. Não é ignorar a vida ou os relacionamentos da última morada, mas entender que tudo pode ser melhor agora, no sentido de que os erros cometidos anteriormente não devem ser repetidos.

O aprendizado anterior fez do obreiro, necessariamente, alguém mais sensível às demandas do rebanho e às próprias. Seus limites foram testados e se houve afã em progredir, toda crítica foi muito bem vinda.

Mas voltando à adaptação, penso que uma das formas mais eficazes de encurtar essa fase tão crítica para alguns está na vontade. Ninguém se adapta se não quiser. Para quem não quer ficar, tudo é desculpa, tudo é ensejo!

Não sou "A SUMIDADE", mas posso compartilhar algumas impressões:
A chegada ao novo campo deve ser esperada, quase gerada, engravidar mesmo... durante "a gravidez", o amor pelo novo campo deve nutrir suas expectativas. Ah, muito importante... cuidado com pacotes prontos, uma vez que não conhece  o novo campo, levar algo desconsiderando a real necessidade local pode ser desastroso. Lembre-se, cada campo é único e precisa de um projeto particular.
Encontrará pessoas que esperam muito de você, talvez, até mais do que pode dar... não se preocupe, faça a sua parte. Observe, observe muito, mas não seja omisso... sua observação fará parte do plano de ação.
Não imponha simplesmente, sua autoridade precisa ser conquistada, afinal... está aberta a caça aos ditadores e creio que logo serão extintos... srsrsrsr!


Ame a terra como se a sua fosse, apaixone-se pelo povo, ouça-os, entenda-os e sobretudo... AME-OS!
O amor devotado a suas ovelhas só não pode ser maior ao que tributa à família. Encare a realidade de que você é passageiro, mas o campo, esse fica, se você não o enterrar... se algo prejudicar sua vida em família, querido irmão, não deixe que sua família sinta algo negativo em relação ao campo, à igreja ou aos irmãos... simplesmente SAIA! Ame seu campo, mas ame muuuuuuuuuito mais a sua família.

Que o Dono da Seara nos abençoe!




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