segunda-feira, 25 de junho de 2012

Ovelha, Bode ou "BODELHA"?

No último final de semana, estava no papeando com om pastor amigo meu, e esse compartilhou um assunto que considerei muito bom para um post. Então, o pastor escreveu , postou em seu blog (recomendo) e eu pedi pro "telhado"... minha única contribuição aqui está nas outras ilustrações, porque a da "equação" é dele! 
By Rev. Cleudson Gomes Corrêa



Em nossa caminhada ministerial, por vezes ouvimos reclamações de pessoas quanto aos pastores que nos antecederam, do tipo: “aquele pastor nunca foi pastor para mim ou para minha família”. Numa dessas ocasiões me surgiu a oportunidades de poder perguntar, com muito amor e carinho: “e você, será que foi ovelha para eles”?



Na Bíblia, encontramos menções de ovelhas, carneiros, cordeiros, animais que são conhecidos pela docilidade, dependência de seu pastor, sendo símbolos de mansidão, sujeição, submissão, sendo, o próprio Filho de Deus apresentado como cordeiro.


Encontramos também menção de cabritos e/ou bodes, que por natureza, são traiçoeiros, repentinos, impertinentes, que se alimentam de coisas imundas, não são dados a obediência.


Em Ezequiel 34.17 o Senhor anuncia que fará separação das ovelhas e dos cabritos, bodes, ou seja, dos bons e dos maus. Em Mateus 25.32-33 também vemos a mesma situação, em que O Senhor faz a separação dos cabritos e ovelhas.

Na Igreja encontramos os dois tipos desfrutando do mesmo ambiente, da mesma alimentação, disputando pelo mesmo espaço, contudo, um tem um coração submisso e outro uma natureza rebelde. E a Bíblia nos mostra que quem fará a separação é O Senhor.

Ás vezes fico inclinado a pensar que, por conta do relativismo e a luta pelo direito de igualdade, esteja acontecendo algo estranho no meio do rebanho do Senhor, tal como uma mutação transgênica, surgindo um “novo rebanho” de uma nova espécie com genes de bode e ovelha, que eu, aqui, chamo de “BODELHA”, com comportamentos, hora de bode, hora de ovelha e que por vezes têm desenvolvido características diferentes.


Ficamos assustados quando nos aproximamos das pessoas para cumprir nosso dever cristão de ensinar, exortar, discipular, disciplinar...
E o que é mais grave nisso tudo é que isso tem ensejado o surgimento de “igrejas” e “ministérios” totalmente voltados a atender aos interesses deste “novo rebanho” em detrimento ao dever de fazer a vontade de Deus.

As pessoas parecem não mais se importarem e/ou não acreditarem em conversões genuínas, no mover de Deus, na necessidade de serem novas criaturas, ou seja, ovelhas que ouvem ao pastor da Igreja e, acima de tudo, ao Supremo Pastor.
Existem, até, propostas de releituras relativistas do que é sagrado e o que não o é.

Meus amados irmãos, se verdadeiramente queremos servir o nosso Deus com zelo, seriedade e respeito, temos que voltar para as Escrituras Sagradas em sua inteireza, buscando aprender mais e mais sobre o que é agradável a Deus, caso contrário, o nosso culto não passará de culto de tolos.

Deus promove uma transformação em vidas, fazendo-as novas criaturas, para o louvor de Sua glória e não para a vontade dos homens. Ele não promove mutações transgênicas ele muda todo o ser.
E você, é uma ovelha genuína, uma “BODELHA”, ou é um bode?



O buraco.



Todo ser humano tem em si o profundo desejo de ser feliz. Todas as boas realizações e sucessos da vida acabam proporcionando uma sensação de satisfação. Ter um bom trabalho, uma família, amigos, diversão e prazeres preferidos, geralmente são usados como exemplos de felicidade. Outro fato que influencia bastante é ter pra quem voltar depois do trabalho, depois de uma viagem, enfim, alguém pra chamar de amor. Não firmo portanto, que a pessoa que não possui tudo o que já citei, seja infeliz por isso. Mas afirmo que de modo geral, essa é a compreensão. Muito pelo contrário, creio sim, que mesmo detentor de várias realizações, ainda assim, há a grande possibilidade de tristezas e angústias indizíveis. Como isso é possível, se tenho o que quero, se vivo do meu jeito e se conquistei tudo o que sempre quis? A resposta está implícita na própria pergunta. Explico: 

Embora não tenha curso de eletrônica, gosto muito do assunto, leio o que encontro e desmonto quase tudo aqui em casa. Até um tempo atrás, era comum sobrar peças ao final do serviço, problema resolvido com fotos e filmagem (rsrsrs). Assim, cheguei ao ponto de recuperar minha placa-mãe apenas trocando alguns capacitores. É claro que muitos dos  equipamentos por mim desmontados encontraram seu descanso final no lixo.  Mas a questão era sempre a mesma: Qual é o problema e como resolvê-lo? 

Como já disse, leio muito e descobri na internet um mundo de aprendizado. Nela encontro de tudo, inclusive manual do fabricante direcionado à assistência técnica, nele há tudo o que é preciso para reparar o tal aparelho, desde qual é defeito, onde está chegando até como fazer, muito diferente do manual do usuário, aquele que vem com o produto.

Conheci alguns técnicos eletrônicos que me confidenciaram não ler a maioria dos manuais, e tratam tudo de forma genérica, com excessão de alguns aparelhos carentes de cuidados e peças específicas. E mesmo quando seguem o manual em cima, às vezes, não é possível fazer coisa alguma na assistência. Esse tipo de defeito, geralmente tem duas causas primárias, o que chamamos de "defeito de fábrica" e/ou mal uso do equipamento. Desta forma, o aparelho deve retornar a fábrica/industria, pois o defeito é tão específico que somente lá encontra solução.

Cheguei onde eu queria, a resposta da pergunta. O grande problema na questão da angústia e felicidade, é o fato de procurarmos a resolução da nossa forma, no nosso tempo e com nossas capacidades. Neste caso, a tristeza virá da falta de realização na realização, ou seja, aquilo que seria suficiente para  ter alegria e paz não satisfaz, ou ainda, todas as conquistas, por maiores que tenham sido, não preencheram o enorme vazio. Lembrando da eletrônica, é preciso cuidado específico, um bom técnico que conheça bem o manual do fabricante ou por fim enviá-lo a quem pode resolver: o fabricante.

Certa vez, em resposta ao mesmo questionamento disse o seguinte: Em algumas situações das nossas vidas, a solução é muito simples, depende apenas de aplicar o que aprendemos durante nossa existência, outras vezes precisaremos aprender algo, então só depois conseguiremos a resolução, talvez seja o caso de pedir ajuda a alguém capacitado (um amigo ou alguém de confiança), ter e saber utilizar o manual de instruções (a Bíblia) ou finalmente, enviar ao fabricante (Deus).

O comportamento humano é algo que me chama muito a atenção. 
O filósofo italiano, chamado Maquiavel (1469-1527), escreveu: “O homem é um ser satisfeito e insatisfeito ao mesmo tempo”. Por isso, a todo o momento busca preencher o vazio interior, provocado pela insatisfação causada e herdada pela desobediência dos primeiros pais. Quem nunca sentiu um vazio terrível dentro de si mesmo? Este vazio só pode ser preenchido pelo amor de Deus, mas muitos buscam na droga, no sexo sem responsabilidade, etc. Todos os homens (seres humanos) sofrem desse mal. Sabemos bem que para a resolução de um problema, é necessário antes reconhecê-lo. Assim sendo, fingir que nada ocorre, ignorando o tremendo buraco e o grito da alma é terrivelmente perigoso, quase "kamikaze", suicida mesmo!   


A vida deve ser aproveitada com tudo o que pode oferecer, inclusive as dores do "crescimento". 


Concluo dizendo que Deus, em Cristo Jesus, nos proporciona a ÚNICA maneira de tapar, encher, fechar o "buraco"... é isso mesmo... o tal "buraco", o vazio, a angústia que insiste em  apoderar-se de muitos, só poderá ser totalmente preenchido por Deus, Seu amor, graça e misericórdia! Se assim não fosse, Jesus jamais teria enfatizado o objetivo de sua encarnação e não teríamos o verso dez do décimo capítulo do Evangelho segundo descreveu João. Palavras de Cristo: " Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" 


Porém, lamentavelmente, não é incomum encontrar quem fuja dessa realidade.
Oremos pelos que sofrem!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Dando a "Cezar" o que a "ele" pertence!

Diferente do que muita gente pensa, ser pastor em tempo integral não coisa fácil. Quando o assunto é "a família do pastor", é ainda mais complicado. 
Devido ao senso de responsabilidade e grandeza do Ministério que me é proposto, me sinto tentado a negligenciar "meu porto seguro", meu lar, minha família. Não é incomum chegar em casa matutando sobre algo ocorrido no gabinete, ou em visita, ou ainda sobre uma questão pontual e de resolução difícil. Reconheço que não consigo dicotomizar o que faço do que vivo e que por vezes levei, desnecessariamente, tensões para o lar.  

Tenho uma linda esposa para cuidar e um rapazinho (Rafael) de quase 6 anos que precisa da minha presença e do meu convívio, ele está na fase das referências e tudo o que deseja, é que eu esteja presente, o tanto que for possível. Tenho trabalhado muito em apresentações do PREZI e no novo site da igreja (click aqui e conheça o antigo), o que me leva grande parte do tempo, além de precisar de uma conexão razoavelmente rápida, o que na rede compartilhada da igreja é impossível. Assim, uma vez por semana, geralmente na quinta-feira, na parte da manhã, não estou no templo, mas no escritório em casa. 

Notei no meu filho algo que me chamou a atenção; como o escritório fica na edícula (casinha menor, na verdade um quarto e banheiro que transformei em escritório), não é fácil notar que estou em casa. Então, num desses dias foram notar que eu estava em casa às 11:00h, hora que via de regra, chego para o almoço. "PAI, EU NÃO SABIA QUE VOCÊ ESTAVA EM CASA, VOCÊ NEM ME FALOU!" dizia ele num misto de alegria e lamento, quase um pedido de desculpas. Na próxima semana, por volta das 9:00h, adivinhem quem apareceu? Isso mesmo, o Rafa, e sabem o que ele falou na quela empolgação ensurdecedora: "PAI EU SABIA QUE VOCÊ ESTAVA AQUI!"... sentou-se no meu colo e ali ficou sem nada dizer, quietinho por quase uma hora (quem o conhece sabe que vê-lo inerte é muitíssimo improvável). Em suma... além do pastor, ele precisa muito mais do pai. Percebi o quanto ele fica feliz em estar perto de mim. Mesmo que eu não possa brincar com ele naquele momento, ele está satisfeito por saber que estou ali.
Lembro-me de Jesus falando aos discípulos sobre o dinheiro do Império Romano ser usado para os devidos fins, não devendo os mesmos sonegar impostos... dariam ao Imperador o que a ele pertencia. 

Resumindo: Decidi priorizar o que é prioritário, é evidente que com essa postura não enfatizo uma suposta inferioridade do Ministério em relação à família, mas não roubarei, nem trocarei o pouco tempo que tenho com os meus... Esposa e filho agradecem.

Que o Senhor me ajude nessa decisão!