quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O pastor perdeu o foco... a agora?

Realmente é muito bom para uma congregação saber que seu pastor está focado no Reino de Deus, na pregação fiel das Escrituras e com uma vida de contrição. 
Pastor focado em Deus é rápido em rechaçar o pecado, trazendo o impenitente às responsabilidades e conclamando-o ao arrependimento, ainda que seja preciso o uso da disciplina eclesiástica. Pastor focado é preocupado com o pastoreio e sente as dores dos desassistidos, chora diante de Deus pelas ovelhas rebeldes, fica triste pelo pecado alheio, ainda que seja de alguém que lhe deseja o mal e ora fervorosamente por sua restauração. Pastor focado em seu chamado cumpre cabalmente seu Ministério.

Mas infelizmente, percebemos que há, para tristeza nossa, pastores que são totalmente opostos, ao supracitado, destes me poupo, por ora. Porém, meu maior lamento é quanto aos que começaram muito bem, com vontade de servir a Deus, focado nas necessidades de suas ovelhas e por algum motivo se distraíram, pendendo-se no caminho e levando consigo congregações inteiras ao esfriamento e morte. Quando observo tais casos, me ponho a pensar o que teria causado tão grande desastre, o que faria o "sal perder o sabor" ou qual motivo justificaria que se coloque uma "lamparina sob a cama".
Vario motivos aparecem:
*Esfriamento;
*Perda do zelo;
*Cansaço;
*Apego ao Status (quando em igreja grande, central municipal ou de grande centro urbano);
*Politicagem;
*"Amor" ao salário;
*Super valorização de títulos (Pós, Mestrados, Doutorados e afins, esquecendo que são apenas ferramentas para o Ministério Sagrado e não o fim em si);
 Quanto mais penso sobre, mais a lista cresce, bom parar por aqui!

A questão aqui é o malefício à igreja. Sim, quando um pastor perde o foco, a igreja sofre.
Certa vez, vi uma congregação sofrer devido uma aventura sexual de seu líder. Há mais de uma década, ainda no meu estado, o Rio de Janeiro,  acompanhei de perto o caso de um pastor que dividiu a igreja para literalmente, ganhar sozinho. Sei de casos em que "pastores" mais antigos e politicamente influentes ameaçam recém-formados para que entrassem em seus "esquemas".  Conheço uma comunidade que mesmo tendo em suas fileiras pessoas sérias, zelosas na fé e prática, encontra-se moribunda, com questões que se arrastam por anos sem resolução, sob a irresponsabilidade e omissão de alguém que saiu do rumo. 

Sei que é muito triste falar de coisas como essas, mas me ponho no lugar de quem precisa ser pastoreado, cuidado e que não pode ser vitimado por tal sandice. Quão avassaladoras são as afirmações que encontramos em Ezequiel 34, não acham?

O que a ovelha desassistida pode fazer?
Não é fácil agir quando o faltoso é justamente quem deveria ser exemplo. Porém, é fácil agir dentro dos padrões de piedade, seriedade e cuidado que a situação exige.
Quando falamos de crente de verdade, o que se espera que o pastor seja, não haverá dificuldade dele reconhecer sua falta quando arguido. A ovelha precisa ter em mente que a questão não é o faltoso, mas a falta, "o bebê lavado fica limpo e cheiroso, mas, água suja, essa precisa ser descartada. Ninguém joga um bebê no lixo por estar com a fralda cheia!" Creio que o pastor que admite sua falta, arrepende-se e pede perdão, é curado por Deus (Salmo 32.5-6), transmite graça e a mensagem correta de que não existem super-crentes, sendo a vigilância um resguardo.
Entretanto, há "pastores" que cercam-se com névoa de superioridade e não podem admitir publicamente suas falhas. Esses, quando confrontados em seu delitos, são capazes de inclusive, fabricar ocasiões que lancem as atenções pra bem longe de si. Há também, líderes que entendem o confronto como algo pessoal, buscará desqualificar o denunciante por não conseguir ir contra os fatos alegados, além de uma grande prova de imaturidade, aponta o despreparo para administrar conflitos.

Tendo conversado, confrontado amorosamente, porém sem qualquer mudança o disposição que leve a entender que algo será feito, nesse caso meu irmão, sugiro dois caminhos:
1 - Procure um lugar onde há pastoreio de fato. Não sofra por falta de cuidado!;
2 - Permaneça, cale-se e ore muuuito. Coloque o líder diante de Deus em oração, peça a Deus que tenha misericórdia da igreja. Algo acontecerá! O líder pode ser transformado ou substituído, Deus fará o melhor!

Se você, assim como eu, é verdadeiramente pastoreado ou mentoreado, glorifico a Deus por seus líderes e forma como sua igreja provavelmente viceja. Porém, conclamo a todos, pastoreados ou não, que juntamente orem para que, em detrimento dos "lobos disfarçados", o Senhor cuide do Seu Povo.

UM LÍDER QUE NÃO CONFRONTA NÃO É LÍDER

"Aqueles que vêem o conflito como pecado se concentram na dor emocional gerada pelo conflito. Com medo de ferir os outros, o conflito é evitado bem como o pecado. As pessoas ficam extremamente relutantes em confrontar, repreender, discordar ou ofender. São como corredores que chegam diante de um obstáculo e param, esperando que o obstáculo desapareça, ou dão a volta, em lugar de saltá-lo, prejudicando todos os outros corredores no processo. Conflitos não resolvidos não desaparecem. Tornam-se causa de mais divisão e resultam em sofrimento mais profundo." (Jim Van Yperen, Líderes em Ação)

Postado originalmente em: 
http://www.institutojetro.com/conselho-de-jetro/um-lider-que-nao-confronta-nao-e-lider/

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER

DA ESCRITURA SAGRADA

I. Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência manifestam de tal modo a vontade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, todavia não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e de sua vontade, necessário à salvação; por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e... Leia na íntegra no "Pensamentos de Westminster".

Novidade no blog: "NEOLOGISMO GOSPEL"


Inauguro hoje mais uma opção no cardápio do blog, chama-se "NEOLOGISMO GOSPEL".
Antes, porém, compartilho a definição de neologismo publicado no site SIGNIFICADOS:

Neologismo é o processo de criação de uma nova palavra na língua devido à necessidade de designar novos objetos ou novos conceitos ligados às diversas àreas: tecnologia, arte, economia, esportes, etc.
Um neologismo é criado através de processos diversos como: justaposição, aglutinação, prefixação, sufixação, abreviação, importação de vocábulos existentes em uma outra língua ou ainda, através de um novo sentido dado a uma palavra já existente.
Faz parte de toda língua viva a criação de novas palavras. Com o tempo, esses neologismos são adicionados ao dicionário e passam a fazer parte do léxico.
O "neologismo popular" é criado pelos próprios falantes, seja nas conversas espontâneas do dia-a-dia, com o uso frequente de gírias, seja na Internet, nas comunicações eletrônicas (chat).
Quando a ciência é responsável pela atribuição de nomes aos novos aparelhos e máquinas inventados, e de introduzir novos termos técnicos na linguagem, dá-se o nome de "neologismo científico" ou "neologismo técnico".
O "neologismo literário" é a criação de novas palavras por escritores, compositores de música e poetas.
"Neologismo estrangeiro" ou "estrangeirismo" são as palavras de outro idioma incorporadas à língua. Algumas são "aportuguesadas", ou seja, muda-se a maneira de escrever original para ser compreendida por todos. Exemplo: futebol (do inglês football), bebê (do inglês baby).
Um neologismo pode também ser classificado de "neologismo completo" (criado de acordo com a forma e o sentido da palavra, por exemplo, microfone) e de "neologismo incompleto" (palavras já existentes no idioma e que tomam novos significados, por exemplo, papudo).
Pegando carona na definição supra citada, digo:
Neologismo Gospel é o processo de criação de uma nova palavra devido à necessidade de designar novos usos para objetos, novos conceitos teológico e novas práticas ligados à bizarrice gospel, assim como, oriundos do crentês (Olha o primeiro aí!).

Crentês: Deriva de crente; popularmente ligado ao nicho cristão evangélico, mais usado para designar dialeto gospel.