sábado, 1 de dezembro de 2012

Crente Denorex!

Irmãos, admito que meu coração anda atribulado deveras. Às vezes, a tristeza me arrebata de tal forma que é difícil respirar, não raramente me pego pedindo a Justiça Divina no lugar da graça e da misericórdia, como se eu não pecasse..srsrsrs! O evangelicalismo atual tem me enojado, não tenho palavras pra qualificar o que vejo. 
Esses dias, conversando entre família, falávamos do rumo do mundo, homossexualismo, ateísmo, seitas e todo tipo de coisa que durante muito tempo me tiraram o sono. Porém, hoje, o motivo dos meus ais é a igreja, ou melhor  aquilo que tem se denominado igreja  e foi justamente sobre o que falei. Tenho dado um exemplo de fácil assimilação e que demonstra a forma como vejo as coisas. Vejamos:
Se uma pessoa diz que gosta de beber veneno em suas refeições, está ciente que a morte será o resultado, em mais ou menos tempo. Nesse caso, há total consciência da ingestão de algo nocivo ao organismo, correto? 
Mais um: Se alguém diz não crer na existência de Deus e em Jesus, certamente estamos diante de um ateu. Sinceramente? Não me preocupo com ele, já deixou bem claro o que é no que crê. E se alguém nos ensina que veneno é bom, saudável e até gostoso? E se crescemos acreditando nisso? E se aquilo quem tem sido apresentado como cristianismo não for? Já parou pra pensar nisso?
Essa semana apresentei "Matrix" ao meu filho, que em sua doce inocência, me perguntou: "Pai, então tudo o que a gente vê é de mentira?" Quem dera se todo crente se questionasse quanto aos ensinamentos recebidos. Quem dera se todos tomassem a "pilula vermelha", vissem o quão perdido estão e de fato se arrependessem, que glorioso seria! Mas o que observamos, infelizmente, são alguns que enxergam as coisas como são, mas estão cercados de uma imensa massa de manobra, caminhando para onde o mestre, profeta, apóstolo, patriarca, querubim e sei lá o que mais apontar. 
Igrejas inteiras... alienadas por um pseudo evangelho que nada mais faz além de afastá-los daquele a quem pensam seguir, Cristo. Denominam-se cristãos, vivem uma vida de severa religiosidade onde a Verdade Única e Absoluta não tem vez. A Bíblia é resumida em alguns trechos favoritos, que de forma alguma podem apontar suas devassidões e pecados habituais. Se algum ponto nevrálgico é tocado, logo uma interpretação particularmente tendenciosa surge. Alguns considerados líderes são tão cegos quanto alguém que nunca viu a LUZ, outros sabem exatamente o quanto expõem a fé do povo à prostituição cultual... apenas não ligam! Há quem finja não perceber o erro e prefira ignorá-lo, alguns "pastoreiam" por ambição e sórdida ganância, e ainda há quem prefira matar uma comunidade inteira ao invés de abandonar seu orgulho e arrogância. 
Como pensar nos que são "mentoreados" por esses  e não  lamentar? NÃO SEI! Queria não me incomodar tanto com isso, mas NÃO CONSIGO! 
Sabem por quê? Os "crentes" citados primeiramente são produtos desses últimos!  
Em suma: todos parecem cristãos, mas NÃO são! 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

"Descobri como não fazer!"

Desde muito novo, sempre fui "o curioso de plantão". O funcionamento de tudo me intrigava. Queria saber como era o mecanismo que movia os relógios, como objetos poderiam mover-se sem que fossem empurrados, o que havia dentro das pilhas que realizavam tais "milagres" e coisas do gênero. Imagine só, como tudo isso fervilhava na cabeça de um menino que aos 3 anos, já tinha um ficha corrida que ia de arrebentar as cordas dos instrumentos dos amigos do pai, fuga de "Velotrol" até um enorme incêndio que movimentou a vila da cidade natal, Nilópolis.
O fato é que sempre futuquei as coisas, desmontar era, ou melhor, ainda é um habito que me tem rendido alguns sucessos, alguns fracassos e muito aprendizado.


Robot Arthur (arranquei a cabeça e tudo que vi por dentro)

















     
Stratus (Desmontei no dia em que ganhei, imaginem a surra!)















Tudo o que fosse mecânico ou eletrônico, certamente seria uma vítima da minha curiosidade.
Hoje as coisas não mudaram muito, a última vítima foi um iPad 2. Enquanto substituía o screen, forcei a saída de um cabo e danifiquei o receptor do mesmo grudado na placa mãe. Agora só na assistência...srsrsrs! Estou prontinho para o iPad 3!
Chega a ser engraçado como a tentativa e o erro me ajudaram, pois sempre levo o conhecimento adquirido para o próximo desafio. O mesmo acontece no Ministério. Uma caminhada humilde nos livra do ego inflamado à medida que percebemos que não somos os donos da Verdade, mas portadores Dela e responsáveis por todo ato impensado e/ou vaidoso por nós cometido. Creio que uma das evidências de sabedoria é aprender com os próprios erros e como dizem por aí: "Bom mesmo é aprender com o erro dos outros!"
Em suma, todo ato falho, seja ele qual for, touxe consigo a seguinte certeza: "Descobri como não fazer!"   



Síndrome de Peter Pan

Quem no mundo desconhece a história infantil do menino que vivia na "Terra do Nunca" com "Sininho", sua fadinha?
Diz o conto, que depois de grandes aventuras contra o "Capitão Gancho", depois de levar Wendy e seus irmãos de volta para casa, Peter é convidado por Wendy a ficar ali com eles. Como todos sabem Peter retornou para o lugar onde nunca cresceria, vivendo eternamente como criança.
Lembro-me das exortações de Paulo na primeira carta aos Coríntios. Os crentes daquela localidade, mesmo ouvindo sermões após sermões e tendo já um bom tempo de vivência na igreja, não atingiam a maturidade. Sinceramente, creio ser decepcionante ver quem poderia voar, engatinhando. Principalmente quando a indolência é voluntária.
De modo geral, acompanhamos uma infantilização de quase tudo. Os relacionamentos são tão frágeis quanto eram no início da adolescência. Tirando por mim, lembro-me de tanta gente desde que entrei para a escola, mas hoje, tenho contato com uns 6 daquele tempo. Notei também, que enquanto crescia, a qualidade dos relacionamentos melhorava e a maioria dos amigos que tenho hoje cultivei na adolescência. Enfim, a maturidade refina coisas boas. No entanto, não consigo entender pessoas com mais idade do que eu (34) agindo como crianças irresponsáveis. Homens que largam sua esposa e família, apenas para viver aventuras; mulheres que há muito passaram dos 30, vivendo como se tivesse 15 anos; Cônjuges que querem viver "livres" como solteiros; Pais que vivem como se não fossem; Jovens recusando-se a sair de uma adolescência que cronologicamente já foi faz tempo.
A crise observada pode refletir o medo do fim, o medo da morte. Peter Pan não queria envelhecer, ser responsável, ter filhos... e morrer! Inconscientemente, os que assim vivem, pretendem fazer o impossível e parar o tempo, evitando assim, o inevitável.
Sendo cidadão daqui e do céu, você tem crescido, há evidência de maturidade nos seus dias, ou sofres da "Síndrome de Peter Pan"?
Certamente deves conhecer pelo menos um caso desses. Compartilhe conosco para que possamos detectar em nós possíveis traços do referido mal!
Deus os abençoe!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O pastor que não quero me tornar!


Minha caminhada no cristianismo protestante começou cedo, lembro-me da saudosa "Vó (paterna) Nita"  e o "Vô (materno) Matias" me levando à Igreja do Evangelho Quadrangular ou na Igreja do Nazareno quando eu tinha por volta de 5 à 6 anos. Isso durou até o falecimento da Don'Ana (Vó Nita), pouco depois do "Vô Matias" e eu tinha 10 anos. Até os 16/17 anos fui uma criança e adolescente 'normal', sem Cristo, mas profundamente influenciado pela doutrina espírita, a qual aprendi com Dona Sônia (Mamãe)... e sempre ia a uma ou outra igreja, quer convidado por amigos crentes, ou atrás de alguma irmã.... só a graça mesmo..srsrsrs! E na transição para a maior idade fui encontrado pelo Evangelho. 


Graças ao bom Deus, tive a felicidade de conhecer alguns homens comprometidos com a causa do Evangelho. Esses, os tenho na mais alta estima, são mentores e exemplos de vida e Ministério genuínos. É impossível não citar aquele que considero como um pai, falo do Reverendo Roney Protes Faria, a quem respeitosamente chamo de "Rev". Tenho outras grandes referências, mas sem dúvidas o "Rev" se destaca, pois grande parte do Ministro que sou, devo a graça de um Deus que me proporcionou nesse santo homem, falho e pecador como eu, um pastor, professor, tutor, amigo, confidente, parceiro de muito choro e oração, quase um pai mesmo. É emocionante lembrar do cuidado demonstrado, não só para comigo, mas também para com toda a igreja; conselhos, oração, grandes puxões de orelhas (demonstrando sempre o mesmo amor e preocupação)... como aprendi a valorizar a disciplina! Enfim, é claro que meu objetivo, antes de qualquer coisa, sempre será honrar a Deus, isso é evidente. Mas admiro muito e tento imitar o que vi e vivi em 6 dos mais de 20 anos que pastoreia a IPB-Aimorés, em Minas Gerais. É justamente por saber o que é realmente um pastor, que me recuso a aceitar um ministério conveniente.

Como nem tudo é florido e há muitos "ministros de plástico" por aí, tive a também a felicidade, isso mesmo, FELICIDADE de topar com muito líder dissimulado, mentiroso, político, manipulador, adúltero, vi sinais fortíssimos que poderiam evidenciar duas coisas: Impiedade (não conversão) ou perda de foco ministerial. O pior é notar que esse tipo está em toda parte, desde de comunidades com práticas espúrias até berços de cátedra. O cristianismo protestante contemporâneo está repleto de pastores ímpios e/ou desfocados. Embora seja ultrajante observar o picadeiro feito do Ministério Sagrado, não posso deixar de expressar além de profunda tristeza, uma tremenda gratidão, pois pela misericórdia de Deus, vejo diante dos meus olhos o pastor que não quero me tornar e isso faz tudo valer a pena!

"Sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito."  (Romanos 8:28)


Não esqueça de deixar um comentário, opinião ou crítica!
Deus o abençoe!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Reflexões de uma "raqui"

Após a cirurgia, deitado na recuperação e ainda sob os assustadores efeitos de uma raquidiana, me vi refletindo sobre o que é  o homem, o quanto é difícil não ter controle motor dos membros inferiores (incluindo excretores e reprodutivo). Pensei na vidas dos "ex-paralíticos" da Bíblia e na forma como foram milagrosamente curados. De forma mais específica, lembrei-me do episódio em Cafarnaum, quando quatro homens conduziram o amigo a Cristo. Disse Jesus: "Filho, os seus pecados estão perdoados" (Mc. 2.5). Os escribas acharam absurda a ideia de Jesus perdoar pecados. Jesus perguntou o que era mais difícil, perdoar pecados ou curar da paralisia e o curou em seguida.... "toma o teu leito e anda" (v.9).
Me questionei: Se eu sofresse um acidente automobilístico ou qualquer coisa ocorresse que me deixasse paraplégico ou tetraplégico?

Bem irmãos, fiz a maior descoberta de toda a minha vida... ainda assim, paralisado eu seria grato a Deus, pois me é suficiente a Salvação e a certeza de uma eternidade em Sua gloriosa presença. Imaginem que imediatamente senti meu corpo queimar com essa verdade, meus olhos marejaram e a enfermeira, uma irmã em Cristo perguntou: "Tá doendo pastor?" Eu disse: Não minha irmã,  estou apenas conversando com Deus e sendo confortado no Seu amor.
Gosto de andar e tudo o mais que uma postura ereta me confere, mas não me revoltaria se as coisas se invertessem. Afinal, Ele me deu a Vida Eterna através do sacrifício de Cristo Jesus.
Sabe irmãos, posso dizer que pela Graça de Deus, uma "raqui" fez de mim um cristão melhor, totalmente satisfeito Nele!
Deus os abençoe!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

"Crente do r@$% quente"

Antes de mais nada, quero pedir perdão pelo termo usado. Mas nada é mais adequado do que a infeliz imagem que se quer passar da mulher cristã, mais diretamente das protestantes. Nesse intento, a Rede Globo de televisão (ou manipulação) tem se especializado, como fez mais uma vez em uma de suas novelas. Quem me conhece, sabe que não vejo novelas globais há muitos anos, não só por serem globais, pois faço o mesmo com qualquer coisa que tenha compromisso com o que milito contra. Fico indignado, pois a coisificação da mulher brasileira segue tão furiosamente rápida que não deixou de fora as 'frequentadoras de igrejas', explico: Digo frequentadoras, porque os estereótipos da teledramaturgia são incapazes de apresentar vida genuinamente piedosa, justamente por não trazerem audiência. Esse tipinho é caracterizado pela superficialidade e devoção hipócrita, aliás a origem da palavra ator/atriz é hipócrita. Vive em oculto o que esconde com uma máscara piedosa. Estão sempre prontas a envergonhar o Evangelho e a Cristo. Podem "se segurar" por algum tempo, mas... fatalmente cairão.... e notem, SEMPRE HÁ CONOTAÇÃO SEXUAL!
Sabe qual é o problema? Nossas igrejas estão repletas disso!!!
Me entristece o espírito quando vejo que há quem vá a igreja com roupas dignas de balada universitária. Saias apertadas que fico imaginando como respira com tanto aperto, curtas que fica impossível dar mais de dois passos sem que seja preciso puxá-la para baixo novamente; blusas que tornam impossível a conversa se o irmão não focalizar um ponto bem no meio da testa da moçoila; transparências indizíveis... e pra quê, qual objetivo se esconde em tal artifício.... já há, infelizmente até "piriguete gospel".
Não estou tentando tapar sol com peneira, nunca fiz e nunca farei. É bem certo que o naipe em questão é cada vez mais visto a caricatura fica cada vez mais real. Mas não posso me calar enquanto mulheres honradas e verdadeiramente cristã são comparadas àquela coisa televisiva. Ainda que não seja árbitro da salvação alheia, mas "pelos frutos se conhecerá a árvore". deixemos algo bem claro, e é bom que guarde isso no coração, é melhor ainda que se propague isso.... essas NÃO SÃO CRENTES, NÃO CONHECERAM A GRAÇA E REDENÇÃO DA CRUZ, NÃO TEM PARTE NO REINO, PENSAM SER... MAS NÃO SÃO CRISTÃS...... pronto falei!
Completo dizendo que no fundo, no fundo, até gostei do noticiado.... assim os que ainda tem algum jeito e creio que são muitos, percebem que esta historinha de festival promessas, de artista gospel (ai, que asco!) na Som Livre e as "crentes de r@$% quente" nada tem haver com anúncio do Evangelho. A emissora platinada que apenas sua audiência.... ou melhor, o seu dinheiro! Quanto aos outros... bem esses já estão embriagados, sem consciência, rendidos e impotentes, não só continuam dando mais e mais audiência, como brigam "pelos esforços evangelísticos" em questão! 
Para reflexão:
Qual das estrelinhas de gizuiz, a galerinha gospel da Som Livre, quem divulgou uma nota de repúdio que fosse realmente convincente?
Te respondo.... "MAMON É REI"
Deus tenha misericórdia de sua Igreja!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Tem um real?



Um dia, quando o pai retornava do trabalho, o filho perguntou-lhe com voz tímida:
- Papai, quanto o senhor ganha por hora?
O pai, com voz severa, respondeu:
- Escuta aqui meu filho, isto nem sua mãe sabe. Não me amole, estou cansado.
O menino, no entanto, insistiu:
-Mas, pai, por favor, me diga quanto o senhor ganha por hora?
Menos severo, porém desejando encerrar logo a conversa, o pai respondeu:
- Três reais por hora.
- Então, papai, o senhor poderia me emprestar um real?
O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade respondeu:
- Então era essa a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me amole mais, menino aproveitador!
Já era tarde quando aquele pai começou a meditar sobre o que havia acontecido e sentiu-se culpado. “Talvez, quem sabe, o filho precisa comprar algo”, pensou. Querendo aliviar sua consciência doída, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:
- Filho, está dormindo?
- Não papai.
- Olhe, aqui está o dinheiro que você me pediu. Um real.
- Muito obrigado – disse o menino, levantando-se. Pegou uma caixinha que estava debaixo da cama, retirando dela dois reais, que juntou ao que seu pai lhe dera, e disse:
- Agora já completei papai. Tenho três reais. O senhor poderia me vender uma hora do seu tempo?
(Extraído da revista "O Evangelista" - Jul-Ago-Set/99)


Que o Senhor nos ajude na valorização do tempo dos nossos!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

34 anos!



Hoje é um dia muito especial para mim, comemoro o meu 34° aniversário (tá faltando uma quantidade considerável de velas nesse bolo aí!). Como passaram rápidos os últimos 18... srsrsrs! Pois é, muita coisa aconteceu: Fui encontrado por Cristo (o melhor de tudo), fui impactado com a Santa Vocação, fiz amizades inesquecíveis, reafirmei antigas, tive esperanças, certezas, decepções, derrotas, vitórias, ri muito, chorei até, estudei muuito, cursos vários, várias cidades... Nesse período morreu muita gente que eu amava, mas outros nasceram!
Sou imensamente grato a Deus por me fazer como sou... completo!
Amo meus pais, e olha que tenho duas mães... srsr! Meus irmãos são lembranças constantes e saudades que nunca passam, de coisas que não se esquecem... (chorei!) “pisei no xixi, pisei no cocô...” “de leste a oeste, de norte ao sul...”.  Todos, motivo de minha oração!                    Pensar na minha esposa me lembra a cada dia o quanto Deus me ama e cuida de mim; olhar meu filho é ver um sonho outrora perdido.... REALIZADO! (chorei outra vez!).
Meditando sobre extravagante graça de Deus, não sei quantos mais se sentem como eu, totalmente inadequados. Creio que é por isso que não estou disposto a transigir no que aprendi sobre Ministério, no tempo em que estive no IBEL... Ética Cristã e Administração pastoral fizeram toda a diferença, tive professores ótimos e sou grato a todos, especialmente ao que me instruiu sem sequer me escrever uma linha.
Chego aos 34 anos com “n” arrependimentos e muito aprendizado, grato a Deus por tudo o que sei fazer.
Não sei quantos ainda virão, não tenho grandes expectativas quanto a isso. Mas sei que o tempo restante está franqueado ao Pai, que me viu morto e me amou quando eu não olhava para Ele.


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Ovelha, Bode ou "BODELHA"?

No último final de semana, estava no papeando com om pastor amigo meu, e esse compartilhou um assunto que considerei muito bom para um post. Então, o pastor escreveu , postou em seu blog (recomendo) e eu pedi pro "telhado"... minha única contribuição aqui está nas outras ilustrações, porque a da "equação" é dele! 
By Rev. Cleudson Gomes Corrêa



Em nossa caminhada ministerial, por vezes ouvimos reclamações de pessoas quanto aos pastores que nos antecederam, do tipo: “aquele pastor nunca foi pastor para mim ou para minha família”. Numa dessas ocasiões me surgiu a oportunidades de poder perguntar, com muito amor e carinho: “e você, será que foi ovelha para eles”?



Na Bíblia, encontramos menções de ovelhas, carneiros, cordeiros, animais que são conhecidos pela docilidade, dependência de seu pastor, sendo símbolos de mansidão, sujeição, submissão, sendo, o próprio Filho de Deus apresentado como cordeiro.


Encontramos também menção de cabritos e/ou bodes, que por natureza, são traiçoeiros, repentinos, impertinentes, que se alimentam de coisas imundas, não são dados a obediência.


Em Ezequiel 34.17 o Senhor anuncia que fará separação das ovelhas e dos cabritos, bodes, ou seja, dos bons e dos maus. Em Mateus 25.32-33 também vemos a mesma situação, em que O Senhor faz a separação dos cabritos e ovelhas.

Na Igreja encontramos os dois tipos desfrutando do mesmo ambiente, da mesma alimentação, disputando pelo mesmo espaço, contudo, um tem um coração submisso e outro uma natureza rebelde. E a Bíblia nos mostra que quem fará a separação é O Senhor.

Ás vezes fico inclinado a pensar que, por conta do relativismo e a luta pelo direito de igualdade, esteja acontecendo algo estranho no meio do rebanho do Senhor, tal como uma mutação transgênica, surgindo um “novo rebanho” de uma nova espécie com genes de bode e ovelha, que eu, aqui, chamo de “BODELHA”, com comportamentos, hora de bode, hora de ovelha e que por vezes têm desenvolvido características diferentes.


Ficamos assustados quando nos aproximamos das pessoas para cumprir nosso dever cristão de ensinar, exortar, discipular, disciplinar...
E o que é mais grave nisso tudo é que isso tem ensejado o surgimento de “igrejas” e “ministérios” totalmente voltados a atender aos interesses deste “novo rebanho” em detrimento ao dever de fazer a vontade de Deus.

As pessoas parecem não mais se importarem e/ou não acreditarem em conversões genuínas, no mover de Deus, na necessidade de serem novas criaturas, ou seja, ovelhas que ouvem ao pastor da Igreja e, acima de tudo, ao Supremo Pastor.
Existem, até, propostas de releituras relativistas do que é sagrado e o que não o é.

Meus amados irmãos, se verdadeiramente queremos servir o nosso Deus com zelo, seriedade e respeito, temos que voltar para as Escrituras Sagradas em sua inteireza, buscando aprender mais e mais sobre o que é agradável a Deus, caso contrário, o nosso culto não passará de culto de tolos.

Deus promove uma transformação em vidas, fazendo-as novas criaturas, para o louvor de Sua glória e não para a vontade dos homens. Ele não promove mutações transgênicas ele muda todo o ser.
E você, é uma ovelha genuína, uma “BODELHA”, ou é um bode?



O buraco.



Todo ser humano tem em si o profundo desejo de ser feliz. Todas as boas realizações e sucessos da vida acabam proporcionando uma sensação de satisfação. Ter um bom trabalho, uma família, amigos, diversão e prazeres preferidos, geralmente são usados como exemplos de felicidade. Outro fato que influencia bastante é ter pra quem voltar depois do trabalho, depois de uma viagem, enfim, alguém pra chamar de amor. Não firmo portanto, que a pessoa que não possui tudo o que já citei, seja infeliz por isso. Mas afirmo que de modo geral, essa é a compreensão. Muito pelo contrário, creio sim, que mesmo detentor de várias realizações, ainda assim, há a grande possibilidade de tristezas e angústias indizíveis. Como isso é possível, se tenho o que quero, se vivo do meu jeito e se conquistei tudo o que sempre quis? A resposta está implícita na própria pergunta. Explico: 

Embora não tenha curso de eletrônica, gosto muito do assunto, leio o que encontro e desmonto quase tudo aqui em casa. Até um tempo atrás, era comum sobrar peças ao final do serviço, problema resolvido com fotos e filmagem (rsrsrs). Assim, cheguei ao ponto de recuperar minha placa-mãe apenas trocando alguns capacitores. É claro que muitos dos  equipamentos por mim desmontados encontraram seu descanso final no lixo.  Mas a questão era sempre a mesma: Qual é o problema e como resolvê-lo? 

Como já disse, leio muito e descobri na internet um mundo de aprendizado. Nela encontro de tudo, inclusive manual do fabricante direcionado à assistência técnica, nele há tudo o que é preciso para reparar o tal aparelho, desde qual é defeito, onde está chegando até como fazer, muito diferente do manual do usuário, aquele que vem com o produto.

Conheci alguns técnicos eletrônicos que me confidenciaram não ler a maioria dos manuais, e tratam tudo de forma genérica, com excessão de alguns aparelhos carentes de cuidados e peças específicas. E mesmo quando seguem o manual em cima, às vezes, não é possível fazer coisa alguma na assistência. Esse tipo de defeito, geralmente tem duas causas primárias, o que chamamos de "defeito de fábrica" e/ou mal uso do equipamento. Desta forma, o aparelho deve retornar a fábrica/industria, pois o defeito é tão específico que somente lá encontra solução.

Cheguei onde eu queria, a resposta da pergunta. O grande problema na questão da angústia e felicidade, é o fato de procurarmos a resolução da nossa forma, no nosso tempo e com nossas capacidades. Neste caso, a tristeza virá da falta de realização na realização, ou seja, aquilo que seria suficiente para  ter alegria e paz não satisfaz, ou ainda, todas as conquistas, por maiores que tenham sido, não preencheram o enorme vazio. Lembrando da eletrônica, é preciso cuidado específico, um bom técnico que conheça bem o manual do fabricante ou por fim enviá-lo a quem pode resolver: o fabricante.

Certa vez, em resposta ao mesmo questionamento disse o seguinte: Em algumas situações das nossas vidas, a solução é muito simples, depende apenas de aplicar o que aprendemos durante nossa existência, outras vezes precisaremos aprender algo, então só depois conseguiremos a resolução, talvez seja o caso de pedir ajuda a alguém capacitado (um amigo ou alguém de confiança), ter e saber utilizar o manual de instruções (a Bíblia) ou finalmente, enviar ao fabricante (Deus).

O comportamento humano é algo que me chama muito a atenção. 
O filósofo italiano, chamado Maquiavel (1469-1527), escreveu: “O homem é um ser satisfeito e insatisfeito ao mesmo tempo”. Por isso, a todo o momento busca preencher o vazio interior, provocado pela insatisfação causada e herdada pela desobediência dos primeiros pais. Quem nunca sentiu um vazio terrível dentro de si mesmo? Este vazio só pode ser preenchido pelo amor de Deus, mas muitos buscam na droga, no sexo sem responsabilidade, etc. Todos os homens (seres humanos) sofrem desse mal. Sabemos bem que para a resolução de um problema, é necessário antes reconhecê-lo. Assim sendo, fingir que nada ocorre, ignorando o tremendo buraco e o grito da alma é terrivelmente perigoso, quase "kamikaze", suicida mesmo!   


A vida deve ser aproveitada com tudo o que pode oferecer, inclusive as dores do "crescimento". 


Concluo dizendo que Deus, em Cristo Jesus, nos proporciona a ÚNICA maneira de tapar, encher, fechar o "buraco"... é isso mesmo... o tal "buraco", o vazio, a angústia que insiste em  apoderar-se de muitos, só poderá ser totalmente preenchido por Deus, Seu amor, graça e misericórdia! Se assim não fosse, Jesus jamais teria enfatizado o objetivo de sua encarnação e não teríamos o verso dez do décimo capítulo do Evangelho segundo descreveu João. Palavras de Cristo: " Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" 


Porém, lamentavelmente, não é incomum encontrar quem fuja dessa realidade.
Oremos pelos que sofrem!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Dando a "Cezar" o que a "ele" pertence!

Diferente do que muita gente pensa, ser pastor em tempo integral não coisa fácil. Quando o assunto é "a família do pastor", é ainda mais complicado. 
Devido ao senso de responsabilidade e grandeza do Ministério que me é proposto, me sinto tentado a negligenciar "meu porto seguro", meu lar, minha família. Não é incomum chegar em casa matutando sobre algo ocorrido no gabinete, ou em visita, ou ainda sobre uma questão pontual e de resolução difícil. Reconheço que não consigo dicotomizar o que faço do que vivo e que por vezes levei, desnecessariamente, tensões para o lar.  

Tenho uma linda esposa para cuidar e um rapazinho (Rafael) de quase 6 anos que precisa da minha presença e do meu convívio, ele está na fase das referências e tudo o que deseja, é que eu esteja presente, o tanto que for possível. Tenho trabalhado muito em apresentações do PREZI e no novo site da igreja (click aqui e conheça o antigo), o que me leva grande parte do tempo, além de precisar de uma conexão razoavelmente rápida, o que na rede compartilhada da igreja é impossível. Assim, uma vez por semana, geralmente na quinta-feira, na parte da manhã, não estou no templo, mas no escritório em casa. 

Notei no meu filho algo que me chamou a atenção; como o escritório fica na edícula (casinha menor, na verdade um quarto e banheiro que transformei em escritório), não é fácil notar que estou em casa. Então, num desses dias foram notar que eu estava em casa às 11:00h, hora que via de regra, chego para o almoço. "PAI, EU NÃO SABIA QUE VOCÊ ESTAVA EM CASA, VOCÊ NEM ME FALOU!" dizia ele num misto de alegria e lamento, quase um pedido de desculpas. Na próxima semana, por volta das 9:00h, adivinhem quem apareceu? Isso mesmo, o Rafa, e sabem o que ele falou na quela empolgação ensurdecedora: "PAI EU SABIA QUE VOCÊ ESTAVA AQUI!"... sentou-se no meu colo e ali ficou sem nada dizer, quietinho por quase uma hora (quem o conhece sabe que vê-lo inerte é muitíssimo improvável). Em suma... além do pastor, ele precisa muito mais do pai. Percebi o quanto ele fica feliz em estar perto de mim. Mesmo que eu não possa brincar com ele naquele momento, ele está satisfeito por saber que estou ali.
Lembro-me de Jesus falando aos discípulos sobre o dinheiro do Império Romano ser usado para os devidos fins, não devendo os mesmos sonegar impostos... dariam ao Imperador o que a ele pertencia. 

Resumindo: Decidi priorizar o que é prioritário, é evidente que com essa postura não enfatizo uma suposta inferioridade do Ministério em relação à família, mas não roubarei, nem trocarei o pouco tempo que tenho com os meus... Esposa e filho agradecem.

Que o Senhor me ajude nessa decisão!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Irmãos Batistas em ação - Parte 2 - O Protesto!

Leia antes "Irmãos Batistas em ação - Parte 1 - Glórias a Deus"
Nós protestamos.
Protestamos contra a dança e a coreografia no culto que prestamos a Deus e em nossas igrejas batistas. O culto que agrada a Deus não é estético, é espiritual; não é profano, é sacro; não é fundamentado na sociologia e na antropologia, mas na teologia.

Protestamos contra as igrejas batistas que transformaram suas plataformas de púlpito, obreiros e músicos em palcos para a realização de espetáculos! O culto não é show!

Protestamos contra aqueles que defendem os dons de sinais como contemporâneos às igrejas. Protestamos contra os atuais profetas de igreja, contra aqueles que dizem receber revelações extra-bíblicas, contra aqueles que dizem ter "ministrações" em português ou em línguas estranhas.

Protestamos contra a teologia da prosperidade, que invade a nossa teologia e os nossos cultos, escravizando o povo ao mero sucesso financeiro em detrimento da verdadeira riqueza celestial!

Protestamos contra as unções que inventaram para a atualidade! Nós não cremos - e desafiamos quem crê -   a mostrar-nos nas Escrituras Sagradas as tais "unção de primogenitura", "unção de conquista", unção apostólica" ou quaisquer outras!

Protestamos contra a existência de apóstolos modernos, pois não houve nem sucessão nem restauração deste ministério. Eles, os bíblicos, foram suficientes e foram escolhidos por Cristo. Nós somos apenas auxiliares do Supremo Pastor, nada mais que isso. Não há mais apóstolos!

Protestamos contra sistemas de crescimento de igreja que tendem a transformá-las em fábrica de adeptos ou postos de venda de grandes indústrias religiosas. Protestamos contra esquemas mirabolantes de ampliação e de modificação de igrejas, à luz de supostos líderes evangélicos que mantém fé dúbia e pouco ortodoxa! Protestamos contra G12, M12, contra Igrejas Com Propósitos ou qualquer outro sistema que queira impor uma eclesiologia diferente a uma igreja batista!

Protestamos contra o pastorado feminino! Mulheres e homens são iguais perante Deus; mulheres e homens têm livre acesso ao Senhor. Mas mulheres têm funções diferentes das dos homens e nas páginas da bíblia não foi confiado às mulheres o ministério pastoral. Isto não as desmerece diante dos homens. Deus nos criou com ministérios diferentes e nós  ainda cremos na Bíblia sem precisar mudá-la, ampliá-la ou adaptá-la! Não reconhecemos o ministério pastoral feminino batista!
Cremos na Bíblia como única Palavra de Deus, inerrante, verdadeira, fiel, isenta de manchas ou erros. Nós cremos na Bíblia e só na Bíblia. Não precisamos de novos intérpretes, novas versões ou traduções contemporâneas para compreender qual é a Palavra de Deus revelada. Protestamos contra as versões modernas e adulteradoras da Palavra e não aceitamos a chamada re-leitura das Escrituras!

Protestamos contra o culto antropocêntrico, que faz do homem e de suas necessidades a razão de ser das atividades eclesiásticas e religiosas. Protestamos também contra todo culto que não seja direcionado a Deus! Protestamos contra o culto que exalta o homem e que busca a glória humana!

Rejeitamos o ecumenismo e não admitimos uma fé misturada com paganismos, tradições, modismos e  com opiniões meramente humanas. Protestamos contra igrejas batistas que perderam os seus distintivos, os seus princípios, as suas raízes e se tornaram meras agremiações liberais religiosas!

Protestamos contra as organizações eclesiásticas dominadoras, que querem transformar as igrejas em entidades dirigidas por uma convenção ou associação. Nós ainda cremos na autonomia das igrejas locais e na independência das igrejas! Cremos na cooperação dos batistas, mas não na intromissão das entidades na administração local. Protestamos contra a tendência atual de bispado e de sedes eclesiásticas para batistas!

Protestamos contra o modernismo religioso, contra o liberalismo teológico, contra o evolucionismo e neopentecostalismo que já encontramos em nossas literaturas batistas e em nossos seminários infiéis.

Sim. Somos protestantes.
E, à luz do nosso protesto, anunciamos aos colegas, aos pastores que ainda vêem com seriedade o ministério cristão batista: criamos uma nova ordem alternativa de pastores. Uma ordem baseada em nossa comunhão batista clássica, em nossas raízes e aspectos distintivos, em nossa comunhão cristã ortodoxa e sem liberalismo. Uma comunhão de pastores concordes, que pensam da mesma maneira, que lutam a mesma batalha, que possuem a mesma opinião. Uma ordem que nos dê um rumo, uma luz, um norte, que seja um referencial, que tenha a seriedade de assumir posições, que sirva de organização em nível geral de colegas de opiniões semelhantes. Que seja uma entidade com VEZ e VOZ, que expresse aquilo que muitos de nós gostaríamos de dizer mas que, infelizmente, nem sempre poderíamos ser ouvidos isoladamente. Uma ordem de pastores batistas clássicos, conservadores, tradicionais, bíblicos.

"Andarão dois juntos se não houver entre eles acordo?" Amós 3.3.

Esta ordem terá critérios claros para os seus membros. Os critérios seriam exatamente aqueles que foram foco do protesto que fizemos logo acima, fruto da observação de todas as coisas que nos causam tanto aborrecimento e perplexidade.

Esta ordem se transformará num autêntico "selo de qualidade de obreiro batista". Quem for associado dela terá uma recomendação muito boa a seu respeito, pois seus membros serão reconhecidos como bem doutrinados, conhecedores da Palavra de Deus, de moral ilibada e de vida espiritual reconhecida. Assim eram os pastores da Ordem dos Pastores antigamente.  A nossa carteirinha, à moda antiga, com páginas para carimbo.

Esta Ordem promoverá a comunhão entre os obreiros de mesma opinião. Tal comunhão seria conseguida através de correspondências, encontros, redes sociais, amizades verdadeiras,  discipulados, "pastoreamento" entre os colegas, bem como o compartilhamento de experiências.

Também preparará novos obreiros. É bom que se diga que não é o seminário que faz o bom pastor. Muitos dos nossos pioneiros eram autodidatas, não fizeram cursos formais de teologia. Infelizmente, hoje há seminários que mais estragam os candidatos do que os preparam para o ministério. A nossa ordem poderá desenvolver o seu próprio preparo teológico para os seus obreiros, com seminário à distância, e/ou presencial, publicação e recomendação de boas literaturas teológicas para os seminaristas. No caso de concílios, poderemos ser consultados pelas igrejas dos colegas, para o exame dos mesmos e a sua recomendação ao ministério pastoral. Os nossos critérios serão claros e não políticos.

A nova Ordem poderá promover CONGRESSOS DE DOUTRINAS BATISTAS. Prepararemos um currículo e um curso apostilado de nossa Ordem, para que os colegas ensinem às igrejas as matérias concernentes ao assunto. Será uma excelente contribuição ao trabalho batista.

A nova Ordem poderá trazer à comunhão obreiros decepcionados com o sistema. Não somos os únicos. Somos apenas uma pequenina parcela de pastores que ficaram aquém da máquina denominacional. Há muitos colegas que não participam mais e não falam mais, pois divergem do que vem acontecendo. Tais colegas, ao tomar conhecimento de nossa agremiação, poderão motivar-se a cooperar, a contribuir, a participar e, assim, a acrescentar sua boa experiência a serviço de nosso ministério.

A nossa Ordem terá uma página na internet. Nessa página teremos tudo a nosso respeito: a nossa história, os nossos distintivos, a nossa agenda, os nossos associados, os nossos artigos, as nossas igrejas, as nossas propostas, as nossas opiniões, enfim, será uma autêntica SALA DE IMPRENSA ao grande público, mormente à denominação batista, que, queira ou não, terá que nos ouvir e terá que nos respeitar.

A nossa Ordem poderá editar lições bíblicas para a EBD e publicar livros sobre o ministério e ciências bíblicas. Seremos uma espécie de ressurreição da Casa Publicadora Baptista, com jornal e tudo. Por que não? Não foi com 16 hinos que Salomão Luiz Ginsburg começou um hinário chamado CANTOR CRISTÃO?

Nós, os pastores batistas concordes e convocados para esta momento, organizamos uma aliança de pastores, nos dizeres de José de Souza Marques em 1940 ou uma ordem de pastores batistas, nos dizeres de Salvador Farina Filho em 1942.

Trilharemos o caminho de volta aos valores antigos, às origens, às publicações clássicas antigas, ao procedimento pastoral bíblico e trabalharemos com afinco neste propósito, dando a nossa parcela de contribuição à denominação, num contraponto à situação terrível que o ministério pastoral batista se encontra.

Criamos a ORDEM DOS PASTORES BATISTAS CLÁSSICOS DO BRASIL, mas poderemos estendê-la a todos os pastores batistas conservadores lusófonos pelo mundo. Nossa agremiação pode acolher outros colegas que assinem o mesmo manifesto e aceitem as mesmas condições e não se exige dos seus membros abdicação ou desfiliação da OPBB ou outras instituições afins.

Este é o nosso manifesto. Que Deus nos ajude!

Carapicuíba, São Paulo, Brasil, 26 de maio de 2012

Assinam este documento:

Pastor Wagner Antonio de Araújo
Pastor da Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel, em Carapicuíba, São Paulo, Brasil
bnovas@uol.com.br

Pastor Messias José dos Santos
Pastor da Primeira Igreja Batista em São José do Rio Pardo, São Paulo, Brasil
pr.messiassantos@gmail.com

Pastor Gilson Celestino dos Santos
Pastor da Primeira Igreja Batista Holística de Vila Formosa, São Paulo, Brasil
ibhvf@yahoo.com

Pastor Samuel Lima de Oliveira
Pastor da Primeira Igreja Batista em Jardim Fortaleza, Vargem Grande do Sul, São Paulo, Brasil
eunice_vgsul@hotmail.com

Pastor Marcos Gesiel Laurentino
Pastor da Igreja Batista Fundamental em Araguari, Minas Gerais
marcosgesiel@yahoo.com.br

Pastor Ibraulino Batista de Souza
Membro da Primeira Igreja Batista da Penha, São Paulo, Brasil
ibraulino@uol.com.br

Pastor Eliseu Lucas
Pastor da Missão Batista Raízes em Guaxupé, Minas Gerais,
congregação da Primeira Igreja Batista em Mococa, São Paulo, Brasil
eliseulucas@gmail.com
Pastor Wilson Pereira Martins
Pastor da Igreja Batista do Bairro do Limão, São Paulo, Brasil
prwilsonmartins66@gmail.com

Pastor Aparecido Donizete Fernandes
Pastor da Igreja Batista Sinai, São Paulo, Brasil
pastorfernandes1@gmail.com

Aos pastores batistas interessados e a quem
queira maiores informações:
E-mail da OPBCB: opbcb2012@gmail.com

Irmãos Batistas em Ação - Parte 1 - Glórias a Deus!

Queridos, esta notícia alegrou e muito meu coração. Já há muito tempo vejo igrejas batistas sendo inauguradas, porém, sem nada do cerne Batista, a não ser o Batismo. Pois bem, leiam:
No último sábado, dia 26 de maio de 2012 foi organizada a ORDEM DOS PASTORES BATISTAS CLÁSSICOS DO BRASIL. A reunião ocorreu nas dependências da Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel em Carapicuíba, São Paulo, Brasil. O encontro, além de criar a organização, gerou um manifesto, o qual transcrevemos a seguir, autorizando toda a mídia interessada a publicar o texto para o conhecimento da coletividade evangélica:

Há menos de cinqüenta anos havia um jeito próprio de ser batista. Na ortodoxia doutrinária tínhamos uma mesma hermenêutica para a interpretação bíblica. Havia seminários credenciados no preparo de pastores. Havia editoras confiáveis para a aquisição de literatura teológica de alto nível. Havia confissão doutrinária nas instituições de ensino teológico. Não havia discussão pneumatológica. Éramos todos conservadores: não aceitávamos o falar em línguas estranhas como dom atual do Espírito Santo, não tínhamos curandeiros na prática de supostas curas, não admitíamos profecias ou revelações extra-bíblicas e não possuíamos pastoras ou apóstolos no rol de obreiros eclesiásticos.

A liturgia de culto era do tipo reformada. O púlpito ficava no centro das atenções, pois a pregação bíblica tinha importância crucial. A música era religiosa, era sacra, direcionava a igreja no ato da adoração, transmitia mensagens cantadas e apelava evangelisticamente ao pecador inconverso. Não havia "números especiais", mas "participações no culto". Não havia "equipes de louvor", mas músicos, cantores, orquestra, coro e instrumentistas. Os oficiais mantinham reverência, uma postura de formalidade sagrada, apresentando-se bem trajados, pois compreendiam estar realizando algo sublime.

Os pregadores buscavam a excelência, numa linguagem sadia e rica, numa prédica bem lógica e num sermão bem formatado, pois criam estar formando opiniões e entendiam que seus auditórios eram compostos de pessoas inteligentes e sensatas, que cresceriam na cultura e no conhecimento bíblico.

As relações entre igrejas eram de, no mínimo, entre "co-irmãs", isto é, que tivessem o máximo de pontos de igualdade e o mínimo de divergências. Assim, era comum o intercâmbio entre igrejas batistas, às vezes entre batistas e protestantes, mormente presbiterianos, mas praticamente nunca com igrejas pentecostais.

Os ritos de oração eram ordeiros: alguém orava e outros acompanhavam com "amém" intercalado, ou diziam pequenas frases baixas, para não atrapalhar nem quem orava e nem o auditório. Os crentes possuíam ética comportamental por onde iam: não participavam de danças ou bailes, suas filhas não celebravam aniversários de quinze anos em programação idêntica a das debutantes seculares, não iam a cinemas e teatros com programa e auditório indecentes, não bebiam nem em casa e nem socialmente, não falavam palavrões, não contavam piadas chulas, não participavam de arruaças, não compartilhavam de cultos ecumênicos, não assistiam novelas imorais.

Os pastores tinham postura diferenciada na sociedade: não faziam dívidas que não pudessem pagar; andavam decentemente trajados e não participavam de diversões que colocassem em risco sua postura sóbria e solene de ser; eram hospitaleiros e queridos; buscavam aprimorar sua cultura; tinham sólida formação teológica e sabiam defender a sua fé; eram leais no matrimônio, cordatos nas relações, graves em suas colocações; não compactuavam com os pecados do rebanho, mas disciplinavam com coragem e determinação; não pregavam auto-ajuda, mas anunciavam o "assim diz o Senhor".

Pastores batistas não participavam de organizações pentecostais, não aceitavam ceder a fé em prol do convívio pacífico com outros cristãos. Eram leitores contumazes, eram mestres do bem, eram elegantes em suas colocações, eram destacados na sociedade.

A Ordem dos Pastores funcionava como um centro de reciclagem teológica, de recuperação espiritual, de convívio com os pares e de referência para o ministério. Seus encontros eram todos considerados solenes, não havendo espaço para transformá-los em meras reuniões informais de amigos. Tudo era visto com extrema importância e valor.

Mas meio século se passou. O tempo trouxe mudanças radicais na sociedade, nas regras sociais, e, para surpresa e decepção nossas, nas igrejas e na postura pastoral dos batistas.

A hermenêutica tornou-se de múltipla escolha. Hoje a filosofia que impera na interpretação bíblica é a relativista: o que vale para uma igreja, ministério, pastor, época ou situação podem variar inesgotavelmente. Cada um interpreta a bíblia a seu bel-prazer.

Não há mais um seminário ou uma rede de seminários dignos para preparar os pastores; hoje qualquer um busca preparo onde desejar, independentemente da confissão de fé que a instituição tenha. Assim, há pastores formados em instituições pentecostais, ecumênicas, fundamentalistas, protestantes e batistas liberais. A literatura evangélica consultiva tornou-se extensa e comercial.  A cada mês surgem novas versões bíblicas, novas teorias da Alta Crítica, novas filosofias de ministério, novas propostas de crescimento de igreja, novos sistemas mirabolantes de revolução eclesiástica, e nossos obreiros, seduzidos pelo crescimento rápido, fácil e abundante, cedem ao canto da sereia e à lábia da serpente.

Hoje é "pecado" dizer-se cessacionista. Mais da metade dos pastores batistas crêem em manifestações pentecostais, ainda que veladas, ainda que não confessadamente como sinais do Batismo do Espírito Santo. Outros, muito mais ousados, transformaram suas igrejas em autênticas agências neopentecostais, com cópias malfeitas do sistema dessas seitas: noite dos empresários, sessão de descarrego, quebra de maldições etc.

Há igrejas batistas com ações tão pentecostais que chegam a assustar os próprios membros de igrejas carismáticas.  Há pastores que procuram "açucarar" a questão pentecostal, tolerando quem faz suas investidas em casa ou em reuniões de grupos pequenos, sem causar tumulto no ato público geral. Outros tentam conciliar o irreconciliável, tecendo longos discursos inócuos que não dizem absolutamente nada. Há ainda os que se sentem tão doutos, tão gabaritados nas línguas mortas que crêem ser os próprios oráculos da fé, aptos para interpretar a pneumatologia à luz de sua própria auto-suficiência.

O púlpito foi para o canto ou transformou-se em apetrecho desnecessário. A plataforma das igrejas transformou-se em palco para shows. Normalmente os instrumentos musicais, equipamentos eletrônicos e outros elementos de mídia ocupam todo o espaço. Não há diferença dos palcos de programas televisivos.  Geralmente, o pastor é o animador de auditório. Há os dançarinos, que ocupam a parte de baixo, rapazes e moças, com roupas de balé ou de candomblé (esvoaçantes e de tecidos soltos) fazendo coreografias de acordo com o ritmo, com o tema ou com o momento vivido no culto.

Os músicos seguem a moda: ou tocando rock ou músicas chamadas de "comunidade, louvor e adoração" ou emotivas como as dos mantras da Lagoinha. Geralmente há as "ministrações" que são simulacros de manifestações pneumatológicas, onde os dirigentes dizem receber mensagens, falando "assim diz o Senhor". Há também aqueles "ministradores de louvor" que fazem pequenos sermões entre músicas, ocupando praticamente o culto todo. Na hora do sermão do pastor não há mais o que pregar ou não há mais tempo ou não há mais paciência para ouvi-lo. Na verdade diluiu-se o púlpito em cápsulas de nada.

Hoje se paga para alguém louvar a Deus. Convidam-se grupos de sucesso, cantores de mídia ou "testemunhadores" profissionais que consigam atrair grande público, aos quais se paga um bom cachê, além de dividir a oferta da noite; práticas essas neopentecostais declaradas, que se transformaram em praxe moderna de cultos protestantes.

Os pregadores perderam a homilética, transformando-a em prática de palestras seculares de auto-ajuda. Não há mais diferença entre prédica, sermão, oratória sacra e palestra de auto-ajuda. A tecnologia, que deveria ser apetrecho para auxiliar os palestrantes, tornou-se moda e muleta, pois os pregadores modernos não sobem ao púlpito sem um notebook e uma tela para datashow. Seus sermões estão cheios de cliparts, de powerpoints, de músicas de Yanni ao fundo, um misto de paganismo com palestra empresarial. E os seus temas? "Matando sete leões por dia", "como vencer as barreiras", "a arte de transformar derrotas em vitórias" etc. Geralmente, seus compêndios preparatórios são as publicações da internet, são os ícones da mídia evangélica que publicam em pequenas quantidades as suas adaptações do que aprendem em palestras de hotéis e cursos de vendas. Há pastores que se limitam a comentar as manchetes dos jornais do dia ou ler as orelhas dos últimos livros da editora preferida ou então tecem críticas sobre política, novelas,  esportes ou ainda sobre eventos denominacionais.  Falar sobre Céu, Inferno, salvação, perdição, moral, espiritualidade, ética, tudo isso fica para alguma resenha no boletim ou algum suposto curso teológico para leigos, que geralmente não passa de um livreto americano mal traduzido e mal aplicado. Resultado: igrejas às vezes até cheias, porém fracas, sem bíblia, sem doutrina, sem espiritualidade.
A linguagem no púlpito tornou-se também coloquial. No afã de transformar a prédica em algo inteligível para todos, ousou-se mudar também a língua, rebaixando-a ao seu mais ínfimo nível. Assim, não é raro ouvir palavrões na pregação. Palavras feias, chulas, frases de mídia, chavões, português mal aplicado, tudo ao gosto da modernidade. Assim como a mídia faz questão de trazer a linguagem dos antros e dos redutos da imoralidade para a tela e para os lares, os púlpitos refletem também a mesma pobreza, mau gosto e qualidade: púlpitos feios, chulos e pecaminosos.

As igrejas batistas passaram a não se distinguir mais em seus distintivos. Assim, intercambiar ou fazer coisas com igrejas de qualquer fé e ordem transformou-se em algo normal. Já é possível ver vigílias entre igrejas batistas, pentecostais e neopentecostais. É comum ver igrejas batistas e igrejas católicas realizando atos sociais e cultos ecumênicos. Tornou-se prática habitual a realização de "marchas para Jesus" ou "louvorzões" ou "congressos", com "ministrações" pentecostais em seu bojo. Pastores batistas, inclusive pessoas da diretoria da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil e das convenções brasileira e estaduais, participam de organizações de pastores ecumênicos, onde seus presidentes são "apóstolos" ou "bispos", sem o menor constrangimento. Numa convenção estadual, o seu executivo é tesoureiro de uma organização ecumênica de pastores. Com efeito, os limites do aceitável e do não recomendável transformaram-se em nada!

O ministério pastoral batista transformou-se de forma aviltante. Hoje nós já temos apóstolos. Sim. O que era considerado heresia há cinqüenta anos (era consenso geral que apóstolos foram as testemunhas oculares do ministério de Jesus, incluindo sua morte e ressurreição e estava restrito aos doze, ou, quando muito, ao grupo próximo dos doze),  hoje transformou-se, pela atual ciência da má interpretação bíblica, uma "opção ministerial", uma "restauração do ministério cristão". Tomou-se o termo, deu-se a tradução e aplicou-se de forma contemporânea a sua eficácia. Então, temos hoje, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, os primeiros apóstolos batistas convencionais.

Não diferindo na má interpretação hermenêutica, temos atualmente pastoras. Mulheres, que antes serviam a Deus nas qualificações e ministérios bíblicos claros e definidos, agora invadiram o pastorado também. Claro, sob a ótica e a égide dos tempos modernos, das supostas "conquistas", as mulheres precisavam tomar também esse "reduto machista", que é o ministério pastoral. Já temos mais de duzentas pastoras batistas convencionais. Os seminários batistas não apenas aceitam a realidade como já mantém cursos específicos para suprir essa "demanda eclesiástica". Há cinqüenta anos isso era impensável, porém hoje se considera "pecado" e "opinião politicamente incorreta" ser contra o pastorado feminino.  Nossas instituições cooperativas posicionam-se cada vez mais favoráveis. E os pastores que mantém sua fé cristã batista ortodoxa são cada dia mais execrados, sem espaço, sem opinião, fadados e relegados ao ostracismo e à marginalidade funcional.

Com tudo isso, a nova moralidade também tomou conta de nossas igrejas. Não há mais limite entre o sacro e o profano. Hoje há bailes dentro das igrejas. Há festas de fantasias. Há "baladas". Casamentos há que terminam seus festejos com verdadeiras discotecas nos salões sociais. A bebida alcoólica transformou-se em coisa comum. O sexo entre jovens e adolescentes agora é tolerado. Há igrejas distribuindo preservativos às uniões de jovens.  Há acampamentos que terminam em  bebedeira. Há igrejas batistas que participam do Carnaval com escolas de samba e com bailes de máscaras. Estamos numa situação tão ridícula que custa-nos a acreditar. Já há sex-shop gospel!

Junto a isto, soma-se o grave pecado dos "teólogos da corte", frase cunhada por um padre católico ortodoxo. É a mistura entre a Igreja e o Estado, a troca de favores, o recebimento de terrenos do Estado para a construção de igrejas; os pastores a transformar seus púlpitos em plataformas políticas ou em trampolins para se lançarem candidatos a funções públicas, igrejas que se tornam meros centros de convivência social a serviço da política, congregações que recebem verbas do governo para realizar aquilo que deveriam fazer às suas próprias expensas. É o mesmo que aconteceu com Israel no passado, é o mesmo que aconteceu com a igreja romana e Constantino, e é o mesmo que acontece agora entre batistas e os partidos trabalhistas ou governamentais desta época. Religião e política misturadas.

A nossa Ordem de Pastores está realmente representando o ministério pastoral batista? Está ela contribuindo para a nossa edificação, reciclagem teológica, fundamentação bíblica e compartilhamento fraterno sadio? Ou estaremos nos tornando "peixes fora d'água" no meio de um oceano de novidades e de práticas incompatíveis com os ensinamentos bíblicos que recebemos e nos quais cremos? 

A impressão que se tem é que temos que pedir desculpas aos colegas cada vez que nos afirmamos cessacionistas ou que não apoiamos o ministério pastoral feminino ou que não cremos em apóstolos modernos ou que não aceitamos sistemas mirabolantes de crescimento ou que divergimos de campanhas esdrúxulas de 40 dias, de 100 dias, de semanas ou de novenas.

Parece que é crime ser batista tradicional e clássico no meio dos colegas modernos, que são a vasta maioria.  Somos considerados retrógrados, quadrados, ultrapassados, imbecis, xiitas, conservadores, fundamentalistas, reacionários, museus ambulantes, doentes mentais etc. Para um bom convívio, temos de dizer que "juntos somos mais" ou  "minha vida, impacto para as nações". Temos que receber os dvds das juntas missionárias cheias de coreografias e aceitar isso como bom. Temos que cantar a mesma música, rezar na mesma cartilha, praticar a mesma campanha, bajular os mesmos ícones, ler as mesmas aberrações, tudo em nome do "bom convívio e da harmonia". E bem sabemos: não seremos convidados sequer para fazer uma oração silenciosa, uma vez que os cargos são marcados, numerados e direcionados a quem aglutina, a quem bajula, a quem aceita tudo.

Não foi isso que os saudosos pastores Salvador Farina Filho e Rubens Lopes, em São Paulo, e José de Souza Marques, na Bahia, pensaram, ao criarem as ordens de pastores batistas de São Paulo e do Brasil, respectivamente (1942 e 1940).

Sem nenhum cunho separatista ou de cisão pela cisão, queremos registrar o nosso protesto contra toda essa situação teratológica que vivemos neste início do século XXI e fazer uma proposta para ações concretas de retorno à sensatez, à sã doutrina e aos valores basilares de nossas instituições.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

CARTA DE UM JOVEM PASTOR DO ZIMBÁBUE


Carta encontrada no escritório de um jovem pastor do Zimbábue, na África, depois de seu martírio pela fé em Cristo. Cito essa carta textualmente: 
“Sou parte da fraternidade dos que não se envergonham. Tenho o poder do Espírito Santo. A sorte foi lançada. Ultrapassei a linha. A decisão foi tomada - sou discípulo dele. Não olharei para trás, não darei trégua, não diminuirei o ritmo, não retrocederei e não ficarei parado. Meu passado está redimido, meu presente faz sentido, meu futuro está assegurado. Não aguento mais vida medíocre, andar pela visão, joelhos macios, sonhos sem cor, visões amansadas, conversa mundana, doação barata e alvos minimizados. 
Não mais preciso de proeminência, prosperidade, posição, promoções, aplausos ou 
popularidade. Não tenho de estar certo, ser o primeiro, o maioral, o reconhecido, louvado, querido ou premiado. Vivo agora pela fé, reclino-me em sua presença, ando por paciência, sou elevado pela oração e obro com poder. 


Meu rosto está decidido, minha marcha é acelerada, meu alvo é o céu, meu caminho é estreito, minha estrada acidentada, meus companheiros poucos, meu Guia confiável, minha missão clara. Não posso ser comprado, dissuadido, desviado, seduzido, mudado de rumo, iludido ou atrasado. Não recuarei diante do sacrifício, não hesitarei na presença do inimigo, não me entregarei aos valores da popularidade e não perambularei no labirinto da mediocridade. 
Não desistirei, não me calarei e não darei trégua até que tenha, à última medida, permanecido, acumulado, orado, pagado à vista e pregado pela causa de Cristo. Sou discípulo de Jesus. Devo ir em frente até que ele venha, doar-me até esgotar-me as forças, pregar tudo que sei, e trabalhar até que ele me detenha. E, quando Ele vier por si mesmo, não terá problema em me reconhecer [...] minha bandeira estará clara”.

sábado, 7 de abril de 2012

Jovem chinês que trocou um rim por um iPad 2 está morrendo!

Li agorinha na folha que o rapaz que vendeu um dos rins para comprar um iPad2 está com insuficiência renal e deteriorando-se (leia a notícia aqui). Em suma... não valeu a pena!Há quase um ano, escrevi sobre esse rapaz... nem precisa dizer que é o "hit" de acessos do blog. Pois é infelizmente, o rapaz voltou e com péssimas notícias!
Não posso deixar de notar o preocupante estado em que vive a juventude atual, sempre querendo novidade... em todas as áreas da existência:
Se meu telefone não tem o último Andróid... compro outro que tenha! (mesmo não tendo como pagar); Se minha namorada não faz o que quero...  arrumo outra!
O maior problema é ver isso reproduzido por jovens que se dizem cristãos, explico!
Se na minha igreja não tem "poder" (queria muito uma definição pra isso!)... vou em uma que tem!
Se meu pastor puxa a minha orelha... corro para onde me deixam fazer o que quero e como eu quero!
Se as coisas não são como eu quero... eu dou um jeito!
O imediatismo tem feito vítimas novas todos os dias... muitos abortos e gravidez não planejadas seriam evitadas se houvesse uma firme decisão de esperar a hora certa para o sexo (casamento); não haveria um número tão grande de CPF's no SPC se todos esperassem até que realmente pudessem comprar e pagar; nenhum pregador negociaria a pregação genuína para obter popularidade (sem falaar na grana); ninguém desistiria de uma faculdade por ser longa; não haveria tanto desentendimento e brigas se as parte envolvidas não fossem tão ligeiras em expressar seus desagrados... Enfim, o imediatismo permeia a maior parte de nossas vidas e a menos que reconheçamos isso, seremos sempre, obrigados a lidar com as consequências de nossas pressas!
Que o mau exemplo do rapaz chinês que deve falecer em pouco tempo fique em nossa memória para sempre e que o Senhor nos ajude a vencer o imediatismo.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Eli e seus filhos



Eli era sacerdote e juiz em Israel. Ocupava as posições mais elevadas e de maior responsabilidade que havia entre o povo de Deus. Como homem divinamente escolhido para os sagrados deveres do sacerdócio, e posto no país como a autoridade judiciária mais elevada, era ele olhado como um exemplo, e exercia grande influência sobre as tribos de Israel. Mas, embora tivesse sido designado para governar o povo, não governava a sua própria casa. Eli era um pai transigente. Amando a paz e a comodidade, não exercia a sua autoridade para corrigir os maus hábitos e paixões de seus filhos. Em vez de contender com eles ou castigá-los, submetia-se à sua vontade e os deixava seguir seu próprio caminho. Em vez de considerar a educação de seus filhos como uma das mais importantes de suas responsabilidades, tratou desta questão como se fosse de pequena relevância. O sacerdote e juiz de Israel não foi deixado em trevas quanto ao dever de restringir e governar os filhos que Deus dera aos seus cuidados. Mas Eli recuou deste dever, porque o mesmo implicava contrariar a vontade de seus filhos, e tornaria necessário puni-los e repudiá-los. Sem pesar as terríveis conseqüências que se seguiriam à sua conduta, condescendeu com seus filhos no que quer que desejassem, e negligenciou a obra de os habilitar para o serviço de Deus e para os deveres da vida.


De Abraão disse Deus: “Eu o tenho conhecido, que ele há de ordenar a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para obrarem com justiça e juízo” Gênesis 18:19. Eli, porém, permitiu que seus filhos o governassem. O pai se tornou sujeito aos seus filhos. A maldição da transgressão foi visível nas corrupções e males que assinalaram a conduta de seus filhos. Estes não tinham a devida apreciação do caráter de Deus nem da santidade de Sua lei. Para eles o Seu serviço era uma coisa comum. Desde a infância se haviam acostumado ao santuário e aos seus serviços; mas em vez de se tornarem mais reverentes perderam toda a intuição da santidade e significação do mesmo. O pai não lhes corrigira a falta de reverência para com a sua autoridade; não impedira ao desrespeito deles pelos serviços solenes do santuário; e, quando chegaram à maioridade, estavam cheios dos frutos mortíferos do ceticismo e da rebelião.


Se bem que totalmente incapazes para o ofício, foram postos como sacerdotes no santuário para ministrarem perante Deus. O Senhor dera as instruções mais específicas com relação à oferta de sacrifícios; mas estes homens ímpios levaram ao serviço de Deus o seu desrespeito à autoridade, e não deram atenção à lei das ofertas, que deveriam ser feitas da maneira mais solene. Os sacrifícios, que apontavam à morte de Cristo, no futuro, estavam destinados a conservar no coração do povo a fé no Redentor vindouro; daí o ser da máxima importância que as determinações do Senhor com relação aos mesmos fossem estritamente atendidas. As ofertas pacíficas eram especialmente uma expressão de ações de graças a Deus. Nestas ofertas apenas a gordura devia ser queimada no altar; certa porção especificada era reservada aos sacerdotes, mas a maior parte era devolvida ao ofertante, para ser por ele e seus amigos comida em uma festa sacrifical. Assim todos os corações deveriam ser com gratidão e fé encaminhados ao grande Sacrifício que deveria tirar o pecado do mundo.


Os filhos de Eli, em vez de se compenetrarem da solenidade deste serviço simbólico, apenas pensavam como poderiam dele fazer o meio para a satisfação própria. Não contentes com a parte que lhes tocava das ofertas pacíficas, exigiam uma porção adicional; e o grande número desses sacrifícios apresentados nas festas anuais dava aos sacerdotes oportunidade de se enriquecerem, à custa do povo. Não somente reclamavam mais daquilo a que tinham direito, mas recusavam-se mesmo a esperar até que a gordura estivesse queimada como oferta a Deus. Persistiam em reclamar qualquer porção que lhes agradasse, e, sendo-lhes negada, ameaçavam tomá-la pela violência.
A irreverência por parte dos sacerdotes logo despojou o serviço de sua significação santa e solene, e o povo “desprezava a oferta do Senhor” 1 Samuel 2:12-36. O grande sacrifício antitípico para o qual deveriam olhar em antecipação, não mais era reconhecido. “Era pois muito grande o pecado destes mancebos perante o Senhor.”


Esses sacerdotes infiéis também transgrediam a lei de Deus e desonravam o ofício sagrado pelas suas práticas vis e degradantes; todavia, continuavam a poluir com sua presença o tabernáculo de Deus. Muitos dentre o povo, cheios de indignação ante o corrupto procedimento de Hofni e Finéias, deixaram de subir ao lugar designado para o culto. Assim o serviço que Deus ordenara era desprezado e negligenciado porque se achava ligado com os pecados de homens ímpios, ao mesmo tempo em que aqueles cujo coração era inclinado ao mal se tornavam audazes no pecado. A impiedade, a dissolução, e mesmo a idolatria, prevaleciam em terrível extensão.


Eli tinha errado grandemente em permitir que seus filhos ministrassem no ofício santo. Desculpando a sua conduta, sob um pretexto ou outro, tornou-se cego aos seus pecados; mas chegaram afinal a um ponto em que não mais ele podia cerrar os olhos aos crimes dos filhos. O povo se queixava das suas ações violentas, e o sumo sacerdote ficou pesaroso e angustiado. Não ousou permanecer em silêncio por mais tempo. Mas seus filhos haviam crescido sem a idéia de consideração para com qualquer pessoa a não ser para consigo mesmos; e agora não se preocupavam com quem quer que fosse. Viam a mágoa do pai, mas seus duros corações não se comoviam. Ouviam-lhe as brandas admoestações, mas não se impressionavam, tampouco modificavam sua má conduta, embora advertidos das conseqüências de seu pecado. Se Eli houvesse tratado com justiça seus ímpios filhos, teriam sido rejeitados do ofício sacerdotal, e punidos de morte. Temendo assim trazer a ignomínia e a condenação pública a seus filhos, manteve-os nos mais sagrados cargos de confiança. Permitiu também que misturassem sua corrupção com o santo serviço de Deus, e infligissem à causa da verdade um dano que os anos não poderiam apagar. Quando, porém, o juiz de Israel negligenciou sua obra, Deus tomou a questão em Suas mãos.


Veio um homem de Deus a Eli, e disse-lhe: Assim diz o Senhor: Não Me manifestei, na verdade, à casa de teu pai, estando eles ainda no Egito, na casa de Faraó? E Eu o escolhi dentre todas as tribos de Israel para sacerdote, para oferecer sobre o Meu altar, para acender o incenso, e para trazer o éfode perante Mim; e dei à casa de teu pai todas as ofertas queimadas dos filhos de Israel. Por que dais coices contra o sacrifício e contra a Minha oferta de manjares, que ordenei na Minha morada, e honras a teus filhos mais do que a Mim, para vos engordardes do principal de todas as ofertas do Meu povo de Israel? Portanto, diz o Senhor Deus de Israel: Na verdade tinha dito Eu que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de Mim perpetuamente; porém agora diz o Senhor: Longe de Mim tal coisa, porque aos que Me honram honrarei, porém os que Me desprezam serão envilecidos. [...] E Eu suscitarei para Mim um sacerdote fiel que obrará segundo o Meu coração e a Minha alma, e Eu lhe edificarei uma casa firme, e andará sempre diante do Meu ungido” 1 Samuel 2:27-30, 35.


Deus acusou Eli de honrar seus filhos mais do que ao Senhor. Eli permitira que a oferta designada por Deus como uma bênção a Israel se tornasse coisa desprezível, e isto em vez de levar seus filhos a envergonhar-se por suas práticas ímpias e abomináveis. Aqueles que seguem suas próprias inclinações, com uma afeição cega para com seus filhos, condescendendo com eles na satisfação de seus desejos egoístas, e não fazem uso da autoridade de Deus para repreender o pecado e corrigir o mal, tornam manifesto que estão honrado seus ímpios filhos mais do que a Deus. Estão mais ansiosos por defender a reputação deles do que glorificar a Deus; mais desejosos de agradar a seus filhos do que comprazer ao Senhor e guardar o Seu serviço de toda a aparência do mal.


Deus responsabilizou Eli, como sacerdote e juiz de Israel, pela condição moral e religiosa de Seu povo, e, em sentido especial, pelo caráter de seus filhos. Ele devia a princípio ter tentado restringir o mal por meio de medidas brandas; mas, se estas não dessem resultado, devê-lo-ia ter subjugado pelos meios mais severos. Incorreu no desagrado do Senhor por não reprovar o pecado e executar a justiça no pecador. Não se pôde contar com ele para que Israel fosse conservado puro. Aqueles que têm muito pouca coragem para reprovar o mal, ou que pela indolência ou falta de interesse não fazem um esforço ardoroso para purificar a família ou a igreja de Deus, são responsáveis pelos males que possam resultar de sua negligência ao dever. Somos precisamente tão responsáveis pelos males que poderíamos ter impedido nos outros pelo exercício da autoridade paterna ou pastoral, como se esses atos tivessem sido nossos.


Eli não dirigiu sua casa segundo as regras de Deus para o governo da família. Seguiu seu próprio juízo. O extremoso pai deixou de tomar em consideração as faltas e pecados dos filhos, em sua meninice, comprazendo-se com o pensamento de que após algum tempo eles perderiam suas más tendências. Muitos estão hoje a cometer erro semelhante. Julgam que conhecem um meio melhor para educar os filhos do que aquele que Deus deu em Sua Palavra. Alimentam neles más tendências, insistindo nesta desculpa: “São muito novos para serem castigados. Esperemos que fiquem mais velhos, e possamos entender-nos com eles.” Assim os maus hábitos são deixados a se fortalecerem até que se tornam uma segunda natureza. Os filhos crescem sem sujeição, com traços de caráter que são para eles uma maldição por toda a vida, e que podem reproduzir-se em outros.


Não há maior desgraça para os lares do que permitir que os jovens sigam o seu próprio caminho. Quando os pais tomam em consideração todo desejo dos filhos, e com estes condescendem no que sabem não ser para o seu bem, os filhos logo perdem todo o respeito para com os pais, toda a consideração pela autoridade de Deus e do homem e são levados cativos à vontade de Satanás. A influência de uma família mal dirigida é dilatada, e desastrosa a toda a sociedade. Acumula uma onda de males que afeta famílias, comunidades e governos.


Por causa da posição de Eli, sua influência era mais vasta do que se ele fora homem comum. Sua vida familiar era imitada em todo o Israel. Os funestos resultados de seu proceder negligente e amante da comodidade, eram vistos em milhares de lares que se modelaram pelo seu exemplo. Se se condescende com os filhos em práticas ruins, ao mesmo tempo em que os pais fazem profissão de religião, a verdade de Deus é levada ao opróbrio. A melhor prova de cristianismo de uma casa é o tipo de caráter gerado pela sua influência. As ações falam mais alto do que a mais positiva profissão de piedade. Se os que professam a religião, em vez de aplicarem esforços ardorosos, persistentes e diligentes para manter um lar bem dirigido em testemunho dos benefícios da fé em Deus, forem frouxos em seu governo, e condescendentes com os maus desejos de seus filhos, estarão a fazer como Eli, e trarão injúria à causa de Cristo e ruína sobre si e suas casas. Mas, por maiores que sejam os males da infidelidade paterna sob qualquer circunstância, são eles dez vezes maiores quando existentes nas famílias daqueles que são designados para ensinadores do povo. Quando estes deixam de governar sua casa, estão, pelo seu mau exemplo, transviando a muitos. Sua culpa é tanto maior do que a dos outros quanto sua posição é de maior responsabilidade.


Fora feita a promessa de que a casa de Arão andaria diante de Deus para sempre; mas esta promessa fora dada sob a condição de que se dedicassem eles à obra do santuário com singeleza de coração, e honrassem a Deus em todos os seus caminhos, não servindo ao eu, nem seguindo suas próprias inclinações perversas. Eli e seus filhos tinham sido provados, e o Senhor os encontrara inteiramente indignos da exaltada posição de sacerdotes ao Seu serviço. E Deus declarou: “Longe de Mim” 1 Samuel 2:30. Ele não pôde cumprir o bem que tencionara fazer-lhes, porque deixaram de desempenhar a sua parte.


O exemplo dos que administram em coisas santas deve ser de maneira que incuta no povo a reverência para com Deus, e o receio de O ofender. Quando os homens, servindo de embaixadores “da parte de Cristo” (2 Coríntios 5:20) para falar ao povo acerca da mensagem de misericórdia e reconciliação, enviada por Deus, fazem uso de sua vocação sagrada qual manto para encobrir a satisfação egoísta ou sensual, constituem-se eles os agentes mais eficazes de Satanás. Como Hofni e Finéias, fazem com que os homens desdenhem a oferta do Senhor. Podem prosseguir com sua má conduta, em segredo, por algum tempo; mas, quando finalmente é apresentado seu verdadeiro caráter, a fé do povo recebe um abalo de que muitas vezes resulta a destruição de sua confiança na religião. 


Fica na mente uma desconfiança contra todos os que professam ensinar a Palavra de Deus. A mensagem do verdadeiro servo de Cristo é recebida com dúvida. Surge constantemente a pergunta: “Não se mostrará este homem ser como aquele que julgávamos tão santo, e achamos tão corrupto?” Assim a Palavra de Deus perde o seu poder sobre as pessoas.


Na reprovação de Eli a seus filhos acham-se palavras de uma significação solene e terrível - palavras que todos os que ministram em coisas sagradas bem fariam em ponderar: “Pecando homem contra homem, os juízes o julgarão; pecando, porém, o homem contra o Senhor, quem rogará por ele?” 1 Samuel 2:25. Houvessem seus crimes lesado unicamente seus semelhantes, e poderia o juiz ter feito a reconciliação, indicando uma pena, e exigindo a devida restituição; e assim os transgressores poderiam ter sido perdoados. Ou, se não tivessem eles sido culpados de um pecado de presunção, uma oferta para o pecado poderia ter sido apresentada por eles. Mas seus pecados estavam de tal maneira entretecidos com seu ministério de, na qualidade de sacerdotes do Altíssimo, oferecerem sacrifício pelo pecado, e a obra de Deus foi de tal maneira profanada e desonrada perante o povo, que nenhuma expiação por eles poderia ser aceita. Seu próprio pai, embora fosse sumo sacerdote, não ousou interceder em favor deles; não os podia defender da ira de um Deus santo. De todos os pecadores, são os mais culpados os que lançam o desdém aos meios que o Céu proveu para a redenção do homem - pecadores estes que “de novo crucificam o Filho de Deus, e O expõem ao vitupério” Hebreus 6:6.