quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Tem um real?



Um dia, quando o pai retornava do trabalho, o filho perguntou-lhe com voz tímida:
- Papai, quanto o senhor ganha por hora?
O pai, com voz severa, respondeu:
- Escuta aqui meu filho, isto nem sua mãe sabe. Não me amole, estou cansado.
O menino, no entanto, insistiu:
-Mas, pai, por favor, me diga quanto o senhor ganha por hora?
Menos severo, porém desejando encerrar logo a conversa, o pai respondeu:
- Três reais por hora.
- Então, papai, o senhor poderia me emprestar um real?
O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade respondeu:
- Então era essa a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me amole mais, menino aproveitador!
Já era tarde quando aquele pai começou a meditar sobre o que havia acontecido e sentiu-se culpado. “Talvez, quem sabe, o filho precisa comprar algo”, pensou. Querendo aliviar sua consciência doída, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:
- Filho, está dormindo?
- Não papai.
- Olhe, aqui está o dinheiro que você me pediu. Um real.
- Muito obrigado – disse o menino, levantando-se. Pegou uma caixinha que estava debaixo da cama, retirando dela dois reais, que juntou ao que seu pai lhe dera, e disse:
- Agora já completei papai. Tenho três reais. O senhor poderia me vender uma hora do seu tempo?
(Extraído da revista "O Evangelista" - Jul-Ago-Set/99)


Que o Senhor nos ajude na valorização do tempo dos nossos!

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