domingo, 24 de setembro de 2017

Culto ou Encenação

Chegou o domingo, primeiro dia da semana, dia em que a esmagadora maioria da cristandade reune-se para adorar coletivamente a Deus. Pelo menos deveria ser assim. No entanto, o que posso observar em uma parcela significadamente grande, é que a adoração passa muito longe do objetivo central de se estar em uma igreja.
Creio que peças teatrais têm sido encenadas domingo após domingo, por muitos frequentadores. Sei que este escrito parece uma tentativa tosca de arbitrar o "foro íntimo", mas sinceramente digo, NÃO É! É fruto da observação que faço em toda ocasião de culto.
Na igreja em que trabalho e congrego, nós os pastores, tomamos assento em lugares próximos ao púlpito, de onde faço minhas observações e em alguns casos, anotações.
O que vejo lá de cima, às vezes, me faz pecar. Não entendo, não consigo entender o que faz uma pessoa chegar 30, 40 minutos, até uma hora depois do início do culto. Não entendo a "levantação" continua para ir ao banheiro ou beber água. Não entendo a conversação interminável que algumas pessoas tecem durante a pregação (se pelo menos comentassem do sermão). Não entendo o fato de estarem tão focados nos momentos musicais e tão dispersos na hora do "filé mignon". Não consigo entender a enorme ansiedade para o termino, isso é, quando não saem bem antes do culto terminar. 
O culto no primeiro dia da semana, dia em que o Senhor Jesus ressuscitou, deveria ser o ponto alto de uma semana vivida para a Glória de Deus. Se as pessoas agem assim no dia e local em que sua reverência deveria aparecer com mais clareza e exuberância, o que ocorre durante a semana?

A resposta parece muito óbvia, ENCENAÇÃO, PEÇA TEATRAL!

E você, o que tem feito? 
Tem oferecido a Deus um culto reverente, racional (Rm 12:1-2), fruto de uma semana em que buscou glorifica-Lo em tudo?   
Ou apenas coloca sua "roupinha de ver Deus" e encena um grotesco pastelão dos mais sem graça?

Que sua opção seja a primeira, para o seu bem, segurança e alegria!

Soli Deo Gloria

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Discipulado não é mágica!

Desde 2004 invisto bastante tempo em discipulado pessoal. Nesse período conheci várias literaturas com o tema ou alusivos a ele, aproveitei muita coisa, reutilizei outras tantas, reciclei idéias, elaborei materiais e depois disso tudo, quase 11(onze) anos, uma certeza: "Não existe mágica no discipulado!" 

Tendo visto tanto material, a grande tentação é sucumbir a tirania do pragmatismo de resultados rápidos e adotar métodos enlatados de ministérios e/ou igrejas ao redor do mundo, que até podem ter dado certo naquele contexto e com muita sorte dará certo fora dele; o mais interessante é que nem precisa ser método estrangeiro para falhar em outras aplicações. Num país continental como o nosso, um método pensado para a região norte, por exemplo, certamente terá dificuldades no sul/sudeste. Desta forma, conhecer o povo com quem se trabalha é o primeiro e mais importante passo que alguém interessado em desenvolver um trabalho eficaz de discipulado pode tomar. Sem isso, não importa o quão bem sucedido o método A, B, C ou D, tenha sido em seus propósitos, muito menos a experiência e tempo de ministério do proponente, e menos ainda sua boa vontade, sem conhecer o seu povo, o discipulado é apenas um programa a mais, mais uma agenda na vida já sobrecarregada dos nosso dias.

O tempo para adquirir tal conhecimento depende totalmente do comprometimento do líder com o povo. Em média, quase um ano andando junto, observando, aprendendo, experimentando, sentindo o povo, entendendo sua forma de pensar, agir, expressar, grau de escolaridade, interesses, hábitos de diversão e tantas outras situações ... enfim, é impossível aplicar algo sem saber a real necessidade do povo. 

Sei que a necessidade geral e o que se busca com o discipulado é que pareçam cada vez mais com Jesus. Mesmo com um propósito tão fixo e claramente definido, a forma de comunicar os conceitos que devem ser adotados varia muito de contexto para contexto. 

Haverá pouco sentido num programa focado em fomentar oração em contexto onde não há dificuldades com oração, da mesma maneira, será inócuo um programa focado no serviço dos crentes onde o trabalho for uma marca patente. Por isso, observar é obrigatório. Se não houver paciência para observar, é melhor que tente outra coisa, o discipulado não acontecerá de maneira correta e seus resultado não serão duradouros!

Como período inicial, dando ensejo para o que falei anteriormente, tenho utilizado estudos expositivos da primeira carta de João, parágrafo por parágrafo, versículo por versículo, um verdadeiro manual de vida e prática cristã. Altamente confrontador, o estudo expositivo da carta tem como objetivo gerar crises, isso mesmo, CRISES! Todas visando CRESCIMENTO E MATURIDADE. Os discipulandos são desafiados todo o tempo para que vivam de modo digno, submetam-se a Deus, Sua Palavra, fechem as brechas encontradas, além é claro, de preparar-se para em momento posterior, discipular outros.

*Para uma boa compreensão do texto sugerido, é interessante conhecer e ter bons comentários bíblicos. 

Contudo, comece pela oração. Seja disposto às mudanças e acredite, ocorrerão! Em seguida, vá para o texto, leia os 5 (cinco) capítulos da carta diariamente até que você mesmo seja confrontado e desafiado. Anote tudo, revise e seja ensinável. Você não ensinará antes que aprenda!

Lembre-se: Discipulado não é mágica!

terça-feira, 5 de maio de 2015

Bom dia moçada!

    05/05/2015                                     
    Gênesis 3. 2-7                                                                                           
“...Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante. E o Senhor disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.”

Todos nós em certa medida somos desafiados e tentados diariamente e por vezes nos vemos assaltados pela ira. Caim, num misto de inveja e descuido... 

leia mais em:

http://juventudedevocional.blogspot.com.br/

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A "Gospelândia" pira!

    Esse post nasceu em resposta a um leitor, que preservarei com a alcunha de "JABULANI". Aproveito e deixo registrado (mais uma vez) o repúdio que tenho pelo movimento que produziu "fã clubes", "astros" com "cachês" astronômicos, "estrelinhas" cercadas por seguranças, intitulando-se adoradores (do próprio ventre, talvez). Prossigamos ao "post/resposta":
Me desculpe JABULANI, mas jamais deixarei de expor algo que minha consciência acuse, não peço às pessoas que leiam meus escritos, não escrevo no afã de agradar quem quer que seja.
Se aprovei algo que Palavra reprova ou reprovei algo que Ela aprova, por favor meu irmão, me diga, será edificante perceber se cometi falha ou excesso. Agora, se sua indignação provém do fato de participar de alguma comunidade que goste do que denuncio, e espero que não, nada posso fazer além de encorajá-lo ao estudo profundo das Escrituras, respeitando o Texto e o contexto. Qualquer um que assim fizer, perceberá que o que escrevo trata do zelo simplesmente, por favor, não confunda com legalismo. Nunca, jamais me curvarei para o movimento gospel, é um lixo antropocêntrico que tem apenas uma serventia, massagear egos já inflamados e por consequência final, afastar o homem de Deus!
Quanto ao amor, queria que destacasse quando faltei com ele. Minhas denúncias contra a "gospelândia" são justamente o reflexo do amor que tenho pela Palavra, pela Obra, e pelas ovelhas que me foram confiadas.
Deixo aqui duas porções da Escrituras que norteiam minha labuta diária na denúncia do falso e anúncio do verdadeiro:
JABULANI, não sei como você vê o Ministério Pastoral, mas eu sei de onde vim, o que Deus fez na minha vida e o que Ele requer de mim. Se tem algo que não quero sobre minhas mãos, é o sangue alheio pela omissão covarde do politicamente correto.

"Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel." (1Co 4:1-2)

"Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!"(1Co 9.16)