quinta-feira, 28 de abril de 2011

Espiritualidade Neo-Pentecostal e Crise Existencial



Partindo da observação dos fatos, tenho insistido em dizer que a teologia e prática neo-pentecostal tem fomentado uma geração inteira de crente imaturos. Pessoas que pela pregação triunfalista foram aliciados a entender que, se estiverem com Deus e sem pecado, (como se isso fosse possível aqui) mal  algum lhes alcançará.

"A prosperidade material seguirá os que crêem". O que dizer daquele senhor que cata latinhas pra viver? Segundo os defensores de tal "teologia", o irmão, coitado, está em pecado. Se não tiver o carro do ano e a casa pretendida, há algo de errado da vida do indivíduo (um encoxxxto). Se a doença lhe abater, dizem eles: faltou fé ou há pecado não confessado. Note que o argumento é muito interessante, pois lança toda a culpa no coitado do crente. Não quero aqui, minimizar a pontencialidade destruidora do pecado, sabemos que o pecado gera a morte (Rm 6.23). Mas isso não quer dizer que todo pecado vai gerar alguma doença, caso contrário, não haveria ímpio na terra, concorda? 
Assim, o pobre do crente, subjugado no nicho em questão, começa a questionar o motivo da aflição. Onde teria errado para que tal ocorresse? 
É nesse ponto que constatamos o pior. A pressão psicológica gerada, não só pela liderança, e membresia que passa a ver o irmão como um menos santo, de menos valia, alguém fraco ou sem fé, mas também, cobrado por si, que depois de sondar-se e não detectando o "ponto fraco", encontra-se na mais terrível das crises, a existencial. O grande perigo aqui é seguinte, não encontrando o motivo em si, Deus é o culpado.

Creio, cada vez mais, que precisamos nos preparar para receber, muito em breve, os feridos por tal atrocidade. 
Nossa responsabilidade estará na fidelidade ao expor as Antigas Doutrinas da Graça, em mostrar-lhes que espiritualidade vai muito além de obedecer regras morais ou condutas denominacionais e principalmente, demonstrar a beleza da liberdade cristã a quem pensando ser livre, viveu em cadeias.

Se o irmão tem algo a somar, compartilhe, faça uma comentário, critique, só não finja que não leu!

Que o Senhor nos ajude!

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