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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Reformados e Reformando

"E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12.2)

A população brasileira deu no início do semestre uma demonstração de sua indignação, pleiteando as mais diversas pautas. Algumas vitórias foram alcançadas, outras porém, necessitam de mais empenho e tempo. Digo tempo pelo seguinte fato: ao clamar por justiça, por reformas e o fim da corrupção, a maioria não se deu conta que o grande problema não são os que governam, mas a própria população, o indivíduo é corrupto. A conseqüência é percebida quando de forma inconsciente, o indivíduo, leva sua corrupção a quaisquer coisa que faça. Recebendo troco errado, fica com o excedente, traem, mentem, mantém ligações clandestinas de água, luz, telefone, internet, tv, a lista é interminável! Porém, mesmo assim, se acha no direito de pedir mudanças nas estruturas de governo, quando melhor seria mudar a si.

Algumas vezes, acontece também com alguns irmãos nos arraias de Cristo, o culto não segue da forma que lhe agrada, o instrumento "tal" o incomoda, o repertório é brega ou pop em demasia, acha que um determinado assunto poderia ser mais focado nas pregações, o encontro do grupo pequeno não o satisfaz, pensa que deveria haver mais oração, mais leitura bíblica, enfim, uma NOVA REFORMA.
É possível que haja legitimidade em alguma alegação, ou quem sabe, em todas. Porém, não podemos ignorar a orientação bíblica "transformais-vos pela renovação da vossa mente". Creio que aponta sim, para o inconformismo diante de uma situação desconfortável, mas também, traça o caminho da resolução. A REFORMA COMEÇA EM NÓS! 


Se desejamos que a igreja ore mais, trabalhe mais, receba melhor, seja mais amável, haja mais comunhão, seja mais consagrada e santa, mesmo sendo bom e legítimo o nosso desejo, talvez tenhamos nos esquecido de um detalhe importantíssimo, NÓS SOMOS A IGREJA!
Que o Espírito Santo gere em nós e partindo de nós, a REFORMA que desejamos!




quinta-feira, 1 de março de 2012

Ui, maldição hereditária!



Pr. Laerton


O alvo do nosso estudo será a falsa doutrina do Evangelho da Maldição, que é um dos produtos da confissão positiva Neo-Pentecostal, e que é também chamado de Quebra de Maldições, Maldições Hereditárias, Maldição de Família e Pecado de Geração.
  1. Conceitos Heréticos Sobre Maldição Hereditária
Definição de Maldição Hereditária: "A maldição é a autorização dada ao diabo por alguém que exerce autoridade sobre outrem, para causar dano à vida do amaldiçoado... A maldição é a prova mais contundente do poder que têm as palavras. Prognósticos negativos são responsáveis por desvios sensíveis no curso da vida de muitas pessoas, levando-as a viver completamente fora dos propósitos de Deus... As pragas se cumprem." Jorge Linhares, em Bênção e Maldição, Pg. 16.
Resumindo – Essa teoria antibíblica tem a maldição como uma entidade em si mesma que precisa apenas que alguém desencadeie o processo inicial, que é um pecado cometido por uma pessoa num passado remoto ou recente; depois disso, passa a agir com total independência. Não Lega em conta a responsabilidade pessoal. Diz Marilyn Hikey, em seu livro Quebre a Cadeia da Maldição Hereditária: "...mas a maldição da sua terra não foi transmitida pelo pecado pessoal deles ou mesmo dos ancestrais, mas pelos habitantes anteriores (os índios sioux)."

A maldição, segundo a doutrina em questão, opera cegamente atingindo qualquer um ao seu alcance; vai se transmitindo indefinidamente através do tempo, até que um especialista em quebra de maldições a quebre; usa como meio receptor e transmissor um local, um objeto, uma pessoa, uma família, uma cidade, um país etc...; como uma energia maligna invisível, vai se espalhando [conforme os milhares de "testemunhos" baseados em experiências subjetivas e desmentidas pela Bíblia]. A maldição em certas circunstâncias parece operar por si mesma, como um mal invisível que tem personalidade própria e poder de se autodeterminar; já em outras circunstâncias parece ser uma energia maligna operacionalizada por demônios, que são chamados de "espíritos familiares". Essa maldição tem que ser quebrada pela intervenção humana num ritual que difere de especialista para especialista.

Os diferentes elementos do ritual herege da quebra de maldição:
  • Busca de palavras de conhecimento e de revelações extra-bíblicas para se descobrir a causa específica das maldições hereditárias. Na busca das causas da maldição, vale até entrevista com demônios. Marilyn Hickey conta: "Certa vez expulsamos um espírito mau de uma mulher. Perguntamos a ele: ‘Quando você entrou aí?’ Ele respondeu com alguma coisa jocosa. Então indagamos: ‘Por que você está aí?’ Ele respondeu: ‘Porque se eu a peguei, pego também o filho dela!’ Aquela mulher foi liberta!"

  • Declaração de que não se aceita os problemas porque são fruto de maldição;

  • Oração a Deus e Profissão de Fé ao Diabo. Marilyn Hickey narra um caso desses: "Amado Pai Celestial, Tu me amas! Tu enviaste Teu Filho para quebrar esta maldição... Tenho o Seu Nome... Nome que protege. Seu sangue me purifica de imediato. Estou liberto pelo sangue. No Nome de Jesus, amém. Agora, em voz alta, faça esta profissão de fé: ‘Satanás! Tu e os teus maus espíritos do alcoolismo ouviram a oração que acabo de fazer! Tiveste a tua chance, mas o teu poder está quebrado... Em Nome de Jesus, a tua maldição está quebrada... Por isso, diabo, afasta-te daqui e não tornes nunca mais!".

  • Exorcismo com palavras de ordem amaldiçoando a Satanás para amarrá-lo e livrar a geração por ele amaldiçoada. Marilyn Hickey diz: "O diabo é o valente. O que temos de fazer a ele? Amarrá-lo. E depois? Nós lhe tomamos a casa – ou aquela geração! Nós dizemos: Ei, diabo, espere um minuto! A minha geração não pertence a você porque eu o amarrei em Nome de Jesus, e você não vai fazer isso! É isso que fazemos: Rompemos a maldição em Nome de Jesus."

  • Aqui encontramos uma maneira simplista, mística, ilusória, e ineficiente de se enfrentar problemas causados por pecado. Essa é uma fantasiosa vitória sobre o pecado. A fórmula correta de vitória sobre o pecado é arrependimento contínuoque conduz a uma vida de piedade caracterizada por temor a Deus, desejo de Deus e amor a Deus, ou seja, um sincero e humilde cultivo da santidade na dependência do Espírito Santo e obediência da Bíblia.

  • Mudança no Conceito de Pecado: Pecado passa a ser mais uma coisa que herdamos de nossos ancestrais e portanto não somos culpados, do que uma coisa na qual somos responsáveis diretamente.

  • Arrependimento não bíblico: Depois de ser protagonizado e ensinado todo esse confuso e anti-bíblico ritual acima, Marilyn Hickey insatisfeita e insegura de sua metodologia acrescenta a única coisa que era necessária desde o início: "O que quebra a maldição é o arrependimento." – Bastaria o arrependimento, e nada das invenções seria necessário.

2. Heresias Específicas da Doutrina da Maldição Hereditária
a) Antropocentrismo e o Poder Onipotente das Palavras Humanas: Anulação da soberania divina e caos na terra.
  • O poder divino das palavras humanas - As palavras do Evangelho da Maldição têm poder em si mesmas: São comparadas às sementes, que tem dentro de si mesmas o poder para germinar. – "As palavras são como sementes que, caindo em solo próprio, achando as condições favoráveis, germinam, crescem, frutificam..." "Nossas palavras podem alimentar ou anular a ação de Satanás." "Convidei-a para orarmos juntos. Pedimos a Deus a solução dos conflitos emocionais e depois, de comum acordo, quebramos e anulamos a maldição das palavras de zombaria. Naquele momento, o Senhor a libertou." Jorge Linhares, Pgs. 16, 11, 12.

  • Incoerência – Pedem a Deus a solução do problema e depois como se fossem oniscientes e onipotentes decretam a solução desse mesmo problema.

  • Humanismo Mal Disfarçado: O homem é que coloca maldições mediante suas palavras de praga e outro homem, mediante palavras de oração a Deus e repreensão do diabo, quebra essas maldições. Deus entra apenas como ator coadjuvante, com um papel secundário e quase dispensável.

  • Um exemplo de Heresia: Mãe define o futuro da filha por dizer-lhe palavras impensadas – "Quando você se casar e tiver filhas não haverá paz em sua casa. Eles serão contenciosos e a discórdia será uma constante. Depois de algum tempo ela se casou. Vieram os filhos, e a maldição cumpriu-se plenamente. A casa virou um inferno... tivemos um tempo de aconselhamento e oração, e a maldição foi quebrada." Linhares, Pg. 15

  • Teoria Que Implica Caos do Universo – No caso das palavras duras da mãe em relação ao futuro da filha, se é verdade que o lar da moça se tornou um inferno por causa da maldição da mãe, isso seria terrível, pois isso implicaria que o destino das pessoas e do universo estariam no poder das palavras de pecadores inconseqüentes, falíveis e imprevisíveis. Isso geraria um caos e um descontrole total da vida na terra. Isso anularia a própria soberania de Deus no Universo. Isso tiraria o governo das mãos de Deus e o colocaria na boca dos homens. Isso é ridículo, antropocêntrico e anti-bíblico.

b) Deus Depende das Palavras Humanas Para Agir?
  • Um Deus dependente do homem – Este é o Evangelho da Confissão Positiva e do Evangelho da Maldição – "Palavras produzem bênção... [ou] maldição... Palavras negativas... dão lugar a opressão demoníaca... ...Palavras positivas (confissão positiva), amorosas, de fé, de confiança em Deus, liberam o poder divino para desfazer a opressão..." Linhares, Pg. 16, 18
  • Uma caricatura do Deus da Bíblia – Essa afirmativa deixa Deus dependente das palavras humanas para liberar seu poder. É quase como se Deus precisasse de autorização humana para agir. Esse não é o Deus da Bíblia, é, sim, uma grotesca caricatura do Deus da Bíblia. De fato, um Deus destronado pelo homem, que proclama as suas pretensões à divindade quando imagina que suas palavras podem fazer tudo acontecer.
  • Psicoterapia Freudiana Mistificada – ou Doutrina da Transferência de Culpa do Pecador para seus ancestrais. Consiste na transferência da culpa e da responsabilidade do comportamento pecaminoso pessoal de alguém para parentes, amigos, professores etc... que no passado disseram algo impensado.
  • Tentar ajudar alguém, aliviando a sua culpa por transferi-la para "maldições" herdadas da família é apenas uma variação maligna da técnica criada pelo ateu Sigmund Freud, que, em vez de usar "maldição", usa os termos "complexos" e "doença mental" para explicar comportamentos anormais e erros das pessoas, lançando a responsabilidade de seus pecados e crimes em seus parentes e professores de um passado distante..
  • O Evangelho da Maldição é um Processo Sutil de Transferência de Culpa – Seus mentores atribuem todos os pecados à maldição hereditária: "...comecei a perceber nos testemunhos de prostitutas, homossexuais, ladrões e assassinos, que quase sempre seu envolvimento nesses tipos de vida irregular fora precedido por palavras de maldição, proferidas principalmente pelos pais." Linhares Pg.29
Marilyn Hickey diz: "Essas coisas que nos perturbam e apoquentam são, realmente, maldições de famílias ou de gerações – problemas que começaram com os nossos ancestrais e vieram até nós. E o que é pior: eles não vão parar aqui; podem ser transmitidos aos nossos filhos e aos filhos dos nossos filhos!"

O pecador que pela sua natureza decaída já gosta de arrumar desculpas para os seus pecados lançando ou transferindo a sua culpa para outros, encontra nesta teoria diabólica um meio fajuto de aliviar sua consciência por lançar sua própria culpa sobre os outros. Adão, após a queda, transferiu sua culpa para Eva, e Eva, para a serpente (Gn 3).
O tremendo mau que o ateu Freud fez através da psiquiatria no mundo secular os defensores da maldição hereditária de família estão fazendo no meio evangélico, criando um bando de gente irresponsável pelos seus próprios pecados.
  • O Evangelho da Maldição usa os ancestrais como bodes expiatórios das culpas presentes dos pecadores. Deus abomina essa inversão maligna: "O que justifica o perverso e o que condena o justo são abomináveis para o Senhor, tanto um quanto o outro." Pv 17.15. A seguir damos exemplos do que acabamos de falar:
Culpar os pais por comportamento homossexual – "depois de ser tanto amaldiçoado, acabei me envolvendo com homossexualismo". (Linhares, Pg. 13).
Confrontação invertida – Mais adiante no livro, Linhares confronta o pai de um jovem homossexual com as seguintes palavras: "...ele [o gay] é homossexual por sua culpa [do pai]... O senhor como pai o amaldiçoou desde pequeno, chamando-o de mulherzinha." Pg. 31.
Responsabilidade invertida – Na confrontação acima ainda diz para o pai: "Tudo pode mudar. Depende de você [se referindo ao pai]." (Pg. 31). O ridículo e anti-bíblico nessa confrontação invertida e absurda de pecados é que Linhares diz que a mudança da situação de homossexualismo do jovem gay depende do pai por quebrar a maldição proferida por ele, e não do rapaz em pecado.

Arrependimento, e não quebra de maldição – Em vez de ficar procurando um bode expiatório no passado para lançar a culpa do pecador, deve-se seguir o processo bíblico de levar o pecador a assumir pessoalmente toda a culpa por seu comportamento pecaminoso, iniciando assim um processo genuíno de arrependimento e restauração.
c) O pacto com o diabo à revelia do consentimento da pessoa. Essa doutrina coloca o diabo como centro de todos os problemas humanos. Podemos fazer um pacto com o diabo entregando outra pessoa a ele? Isso sem que aquele que fez o pacto e o que é entregue saber ou fazer isso conscientemente?
  • O caso de entrega de uma pessoa ao diabo motivada pela maldição da mãe. – A mãe disse para a filha: "Sua burra, preguiçosa, o diabo que te carregue." Em seguida Linhares diz: "Mesmo sem intenção, [essa mãe] entregara a filha ao diabo.(Livro "Benção e Maldição, Pg. 19).
O homem de Corinto é entregue a Satanás por causa de seus próprios pecados, e não porque alguém com raiva dele decidiu fazer isso (1 Co 5.1-5). A decisão de entrega espiritual de vida tem de ser algo individual e intransferível.
Essa pseudo-guerra contra o diabo é um espetáculo de supervalorização dele com desvalorização da soberania de Deus. Deus é o soberano absoluto do Universo, o sumo bem, e faz o que lhe apraz (Sal 135:6).

d) A Palavra de Deus versus as Palavras do Homem.
As palavras humanas têm poder em si mesmas para realizar aquilo que dizem? A resposta é não. As palavras que têm poder em si mesmas são as palavras de Deus, escritas na Bíblia.
Quanto poder têm as palavras humanas? Somente o poder que Deus queira lhes dar conforme o Seu propósito. A palavra humana que tem poder é aquela que é falada em nome de Deus, como no caso dos profetas bíblicos, ou dos pregadores da Palavra escrita na Bíblia.

"Assim veio a Palavra do Senhor por intermédio do profeta Jeú, filho de Hanani, contra Baasa e contra a sua descendência." 1 Re 16.7 - "disse a Elias: Nisto conheço agora que tu és homem de Deus e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade." 1 Re 17.24
A palavra que não volta vazia sem cumprir o seu propósito é a palavra de Deus e não a palavra dos homens: "assim será a palavra que sair da minha boca: Não voltará para mim vazia mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei." Is 55.11.
O poder e efeito das palavras do homem são como a flor que murcha, mas a palavra de Deus é diferente: "seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente." Is 40.8. Portanto, não é a palavra dos homens que devemos temer, mas a Palavra de Deus.
Quanto poder tem a "Palavra de Fé" ou pronunciado com fé, conforme Marcos 11.21-24? – O que é de errado com a "confissão positiva"?

"Então, Pedro, lembrando-se, falou: Mestre, eis que a figueira que amaldiçoaste secou. Ao que Jesus lhes disse: Tende fé em Deus; porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz assim será com ele. Por isso, digo-vos que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco."
Os defensores da Confissão Positiva interpretam mal esse texto, como se Deus estivesse dando total soberania e poder irrestrito às palavras do homem (poder para conseguir qualquer coisa, bastando para isso pronunciar, declarar ou confessar o que se quer], e a chave dessa soberania seria a fé. Mas o que seria essa fé em Mc 11.21-24? É fé centralizada em Deus: "Tende fé em Deus." (v. 22); é fé que não carece de sinais visíveis (Jo 20.29; II Co 5.7).
O que essa fé não é: não é fé na fé – ou seja, como se a fé fosse algo em que se deva confiar. Não se deve confiar no poder da fé, mas na pessoa de Deus (Mc 11.22); não é fé no homem – "Maldito o homem que confia no homem." – isso é confiar em si mesmo. (Jr 17.5); não é fé que funciona independentemente da vontade de Deus – "E esta é a confiança que temos para com ele: que se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade ele nos ouve." 1 Jo 5.14.

Conclusão – Um confronto entre verdade e erro.
Os autores dos livros examinados dão várias fórmulas para se quebrar a maldição hereditária de famílias. Essas fórmulas contém coisas bíblicas, outras anti-bíblicas, e ainda outras inventadas simplesmente por incredulidade dos autores, que gostam de andar pela vista e não pela fé.

É verdade – Que o pecado gera maldição [castigo] na vida do sujeito autor desse pecado. "a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do Senhor [pecado], vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno..." "Aquilo que o homem semear ele ceifará." (Gal. 6:7,8)

Exemplos de pecados específicos causadores de maldição ou castigo divino ao pecador: Gostar de amaldiçoar, praguejar, e desejar mal aos outros (Sl 109.17; Rm 12.14); idolatria (Dt 27.14,15); Feitiçaria (Dt 18.10-14); Rebeldia contra os pais (Dt 27.16); Mudar os marcos da terra (Dt 27.17); Crueldade com deficientes (Dt 27.18); Imoralidade Sexual (Dt 27.20-23) etc...

É mentira – Que a maldição de outra pessoa, conseqüência dos seus pecados, seja transmitida como herança a seus familiares; cada um dará conta do seu pecado. "Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus." Rm 14.12

É verdade – Que as conseqüências do pecado de alguém afetam indiretamente seus familiares e conhecidos, pois ninguém peca para si só. As conseqüências atingem a todos. "No seu caminho há destruição e miséria." Rm 3.16.

É mentira - Que os problemas (espirituais, psicológicos e de saúde) dos filhos são conseqüência de maldição herdada dos pais. Por exemplo: a sífilis em uma criança pequena é resultado da maldição ou castigo da prostituição do pai, porém, não é a maldição em si mesma, mas sim é resultado da maldição dos pais. E neste caso a sífilis da criança não é uma maldição a ser quebrada, mas uma doença a ser curada. "A alma que pecar essa morrerá." - e não outra que não pecou. (Ez 18.4)

É verdade – Que as palavras humanas podem se tornar muito destrutivas. Joseph W. Stowell resume bem o poder destrutivo das palavras: "as palavras podem ser destrutivas em três aspectos. Elas podem destruir (1) nosso relacionamento com Deus, (2) nosso relacionamento com aqueles que amamos e até (3) nosso relacionamento conosco mesmo." Depois acrescenta: "Ter uma língua é como Ter dinamite entre os dentes: é preciso pensar nisso." [O Controle da Língua – Pg.14 – Editora Batista Regular].
Tiago nos adverte: "a língua é fogo; é mundo de iniqüidade... contamina o corpo inteiro... põe em chamas toda a carreira da existência humana, como é posta ela mesma em chamas pelo inferno." Tg 3.6. Não que elas tenham um poder místico nelas próprias para destruir, mas que podem promover destruição pelos efeitos causados pela reação negativa e anti-bíblica de pessoas muito sensíveis.
Minha esposa (Carmita) diz algo muito sábio acerca de agressões verbais. Ela diz: "quem é dono de sua boca diz o que quer; eu sou dona dos meus ouvidos e escuto o que quero." Em resumo, as palavras humanas de maldição só terão poder em quem vier a escutá-las com temor, e venham a se deixar impressionar psicologicamente pelas mesmas. Vejamos Eclesiastes 7.21,22 – "Não apliques o coração a todas as palavras que se dizem, para que não venhas ouvir o teu servo amaldiçoar-te, pois tu sabes que muitas vezes tu tens amaldiçoado a outros."

Charles Spurgeon também aconselhava as pessoas a terem um ouvido surdo, e dizia: "Não dês o coração a todas as palavras ditas – não as leve ao coração ou não lhes dê importância, não atentes para elas, nem procedas como se as tivesse ouvido. Você não pode deter a língua das pessoas; portanto, a melhor coisa é deter os seus próprios ouvidos, e não ligar para o que digam. (Lições aos meus alunos – Pg. 174 – Publicações Evangélicas Selecionadas)
Outra mentira é dizer que as palavras de maldição têm poder em si mesmas. As palavras dos amaldiçoadores são como eles próprios: "vento" (ocas, vazias ou sem poder em si mesmas), porém voltarão para eles como um bumerangue, pois quem deseja o mal aos outros está desejando para si mesmo. – "Até os profetas não passam de vento, porque a palavra [de Deus] não está com eles; as suas ameaças [maldições] se cumprirão contra eles mesmos." Jr 5.13.
Ainda as palavras e as maldições dos prognosticadores ou profetas que não são inspirados por Deus são consideradas como PALHA – sem nenhum valor, ou possibilidade de se cumprir – Jr 23.28-31.
Aqueles que amaldiçoam o seu próximo estão ignorantemente se colocando em curso de colisão com a própria maldição que proferem, não porque as suas palavras tenham poder em si mesmas, mas porque Deus os fará colher a maldição que está plantando para outros. – "Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois tudo aquilo que o homem semear também ceifará." "Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam assim fazei-o vós a eles." (Gl 6.7; Mt 7.12).
Ainda é mentira dizer que o homem tem a prerrogativa de autorizar o diabo a cumprir maldição de suas palavras na vida de outros.
Aqui há uma inversão conceitual, pois conforme a Bíblia é a humanidade que "jaz no maligno" e não "o maligno jaz na humanidade". O mínimo que um homem pode fazer é "dar lugar ao diabo" em sua própria vida, ou seja, fazer ou dizer coisas que darão progressivo controle de Satanás sobre sua vida. Porém, a Bíblia nunca diz que podemos autorizar o diabo a executar maldições na vida de outros. (1 Jo 5.19; Ef 4.27).
Essa definição veio da feitiçaria e da bruxaria. Na feitiçaria lançar feitiço eqüivale a lançar malefício ou maldição de feiticeiro.
De fato, não há real base bíblica e teológica para as definições e práticas da maldição hereditária. Quando Jorge Linhares, Marilyn Hickey e outros defensores dessa heresia usam versículos da Bíblia, usam textos que falam do poder das palavras, e de maldições, mas tirando-os do contexto, manipulando-os e adulterando o sentido da Palavra de Deus, e, para apoiar a sua doutrina insustentável biblicamente, usam um grande número de supostos testemunhos, com interpretações subjetivas e falaciosas. O fato é que os textos usados por eles não dá respaldo à teoria humanista e mística da maldição hereditária da família defendida por eles e por muitos outros.

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sábado, 24 de setembro de 2011

A lenda da liberdade humana

Vivemos numa sociedade puramente egocêntrica, onde é bonito falar que não tem do que se arrepender. É comum à algumas "personalidades" questionadas sobre algum arrependimento na vida, a seguinte resposta: "Só me arrependo do que não fiz!". São louvados e seguidos em seu "discurso livre" e geralmente citam algo que não conhecem o significado, a total liberdade humana, ou a lenda do "Livre Arbítrio". É precisamente aqui que entro!

 Vamos falar de liberdade?
 Farei uso de silogismo categórico regular, acompanhe:

O homem possui livre arbítrio.
Livre arbítrio é total liberdade de escolha.
Logo, o homem decide tudo livremente 


Parece lógico, mas é a maior conversa fiada que pode existir. A neuro ciência já desmontou o mito que muitos insistem em adotar como dogma e expressão de fé. Antes de prosseguir, veja a reportagem da "Super Interessante" - *"O Livre Arbítrio não existe".

Então, o resumo é o seguinte: antes mesmo de tomarmos alguma decisão "o nosso cérebro" nos engana e condiciona o que achamos decidir, baseado em informações já dispostas. A harmonia com o ensino bíblico reformado é espantosa. É claro que o resguardo das proporções evita a extensão disso para a "pré-queda". Mas é realmente impressionante!

Concordo com o relato científico e testes conclusivos, precisamos ter maturidade suficiente para tal. Afinal, não me parece inteligente demonizar a ciência quando essa desmonta mitos. Nossa busca é sempre pela verdade, não importa quem diga, desde que seja verdade.

Biblicamente falando, é necessário ter em conta dois períodos distintos que norteiam e limitam a extensão da liberdade humana, vejamos:

Pré-queda:
Antes da queda o homem era totalmente livre, não havia nele qualquer desejo interno, para o bem ou para o mal. Não havia qualquer inclinação subjetiva que o direcionasse ao acerto ou ao erro. Mas houve uma instrução clara, uma determinação de Deus para a obediência, e fazendo uso e sua liberdade, o homem escolheu a desobediência. Veio a queda!

Pós-queda:
Na queda as coisas mudam de figura, o homem não é mais livre para decidir, pois está marcado pelo pecado que permeia toda volição humana. Assim, toda a decisão passa antes por crivos e é tocada pelo pecado que habita o ser humano. Ele pode decidir sobre vários aspectos, qual cor de blusa ou calça usar, virar à direita ou à esquerda, comer maça ou pera, etc. Mesmo assim, está pré-disposto a uma preferência, da qual é subjetivamente prisioneiro. Mas, para questões morais, sempre lutará com a inclinação pecaminosa, pois é escravo cabal dela. Falando de bem espiritual, não há como decidir pelo que é bom, já que está morto espiritualmente.


Como a minha opinião não importa muito, na verdade, nada importa, olhemos para quem tem autoridade no assunto,  A BÍBLIA SAGRADA:


*Deus criou o homem livre, aqui sim havia livre arbítrio. 
E tomou o SENHOR Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.
E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente,
Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. (Gênesis 2:15-17)


*A queda anulou o poder de vontade do ser humano quanto a qualquer bem espiritual.
Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.
Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim. (João 6:44-45)



Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.                            (1 Coríntios 2:14)


E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,
(Efésios 2:1)



Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),
(Efésios 2:5)



Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros.
Mas quando apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens,
Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo 
(Tito 3:3-5)



* A Graça restaura parcialmente a liberdade do ser humano.
Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.
E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.
De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.
Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.
Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.
Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.
Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo.
Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus;
Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. 
(Romanos 7:15-23)



Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. 
(1 João 1:8)



Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. 
(1 João 1:10)



* A vontade humana precisa ser submetida à direção do Espírito Santo
Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito.
Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.
Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.
Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.
Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.
E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça.
E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.

De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne.
Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.
Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.
Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.
O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. 
(Romanos 8:5-16)



Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.
Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis.
Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.
Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia,
Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,
Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.
Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
Contra estas coisas não há lei.
E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.
Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito.
(Gálatas 5:16-25)



De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor;
Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.
Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas;
Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo;
Retendo a palavra da vida, para que no dia de Cristo possa gloriar-me de não ter corrido nem trabalhado em vão.
(Filipenses 2:12-16)



*Somente na glória a vontade do ser humano será plena e livre.
Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.
(1 João 3:2)



Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória,
Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém.
(Judas 1:24-25)



Hoje podemos dizer que homem tem escolhas, mas não são livres. Há sempre a pré-disposição e a preferência. Portanto, ainda que o ser humano tome decisões, essas nunca, jamais estão isentas de inclinações, sejam elas quais fores. Assim, dizer que possuímos livre arbítrio, principalmente quanto a bem espiritual é ignorar o básico, somos marcados por inclinações pecaminosas que nos traem e por elas jamais chegaríamos a qualquer conclusão boa quanto a Deus e a nós mesmos.

A única conclusão que o homem caído pode chegar sema interferência prévia de Deus é à aclamada popularmente e já citada anteriormente: "Só me arrependo do que não fiz!"


A grande questão aqui é egocêntrica... que o Senhor nos livre disso!


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

2Pe 3.9 - Deus quer salvar a todos?



"O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se" (2Pe 3:9).

Freqüentemente quando uma pessoa ouve um sermão sobre a doutrina da eleição pela primeira vez, ela pergunta: "Mas, que tal 2Pe 3:9?"

Aquele que faz essa pergunta pensa que todos os versículos sobre a eleição são respondidos e silenciados por este versículo. O versículo é tão popular quanto difícil. É difícil para muitos aceitarem o fato Bíblico de Deus "ter elegido desde o princípio" alguns "para a salvação" (2Te 2:13). Para algumas pessoas parece impossível aceitar este versículo (2Te 2:13) e harmonizá-lo com 2Pe 3:9.

A Bíblia realmente é harmoniosa e 2Pe 3:9 harmoniza-se com 2Te 2:13; Ef 1:4, 5; Jo 6:37 e incontáveis versículos. Pedro escreveu "que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação" (2Pe 1:20). A Escritura deve ser harmonizada. Ninguém deve colocar Escritura contra Escritura.

O escritor pede ao leitor para se unir a esta procura pela harmonia da Palavra de Deus. Isto necessita o mínimo de preconceito possível. Harmonizar estas supostas contradições requer oração, a direção do Espírito Santo e um desejo sincero para aprender o seu verdadeiro significado sem perverter qualquer porção da Palavra Santa de Deus.

O PROBLEMA CENTRA-SE EM "TODOS"

As palavras que geram polêmica no texto (2Pe 3:9) são: "todos", "alguns", "conosco", e "querendo". A maior polêmica concentra-se na palavra "todos", daí ser necessário investigar o seu significado.

UM ESTUDO SOBRE A PALAVRA "TUDO" E "TODOS"

A palavra "todos" é traduzida do grego PAS. Thayer, um lexicógrafo renomado, diz que a palavra significa "todos de um grupo particular" ou "um número". A situação em que uma palavra como essa está sendo considerada determinará as particularidades do seu significado.

Considere a palavra "tudo" como ela é usada em At 1:1. Lucas declara que no seu tratado anterior (O Evangelho de Lucas) ele tinha escrito "de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar."

Lucas quis dizer que no seu relatório sobre o ministério de Cristo ele tinha mencionado tudo o que aquele Jesus começou a fazer e a ensinar? Se a pessoa interpreta este versículo como muitos insistem que devemos interpretar 2Pe 3:9 temos que concluir que Lucas trata de tudo, cada coisa, sem exceção de nenhuma, que Jesus começou a fazer e a ensinar.

Se tudo quer dizer cada coisa sem exceção em At 1:1, temos que perguntar-nos por quê Lucas se negligenciou mencionar tantas coisas feitas por Jesus. Por exemplo, ninguém duvidará que o primeiro milagre feito por Jesus foi muito importante. "Jesus principiou assim os seus sinais em Cana de Galiléia, e manifestou a sua glória" (Jo 2:11). Mesmo quando Lucas declara que ele escreveu "de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar" ele não faz nenhuma menção deste primeiro sinal, este sinal com o qual Jesus "principiou" os seus sinais.

Logo após o seu primeiro milagre, Jesus assistiu a sua primeira Páscoa durante o seu ministério pessoal (Jo 2:13-25). Lucas não menciona este evento importante. De fato, Lucas não menciona a segunda Páscoa assistida por Jesus durante o seu ministério pessoal (Jo 5:1). Somente a terceira Páscoa é mencionada por Lucas. Nesta ocasião Cristo foi crucificado.

Todos têm que concordar que o dialogo com Nicodemos foi um evento muito importante durante o ministério de Cristo. Neste grande dialogo inclui-se a importância e a necessidade absoluta do novo nascimento. Também inclui-se Jo 3:16, aquele versículo que a maioria das crianças que vão para igreja aprendam desde cedo a citar. Contudo, Lucas não faz nenhuma menção a este assunto que é extremamente importante, embora ele dissesse que ele escreveu de tudo aquilo que Jesus "começou a fazer e a ensinar."

Outros eventos não mencionados por Lucas são:

1. a cura do filho do homem nobre (Jo 4:46-54).

2. o encontro com a mulher Samaritana (Jo 4:1-45).

3. a cura do homem no tanque de Betesda (Jo 5:2-9).

4. Jesus ter andado sobre as águas (Jo 6:15-21).

5. Jesus ter ressuscitado Lázaro (Jo 11).

Lucas mentiu?

Quando Lucas declarou que o seu primeiro tratado foi um relatório "de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar" (At 1:1) ele mentiu? Ele quis dizer que somente o seu relatório acerca do ministério de Cristo era correto? Como pôde ele dizer "cada coisa sem exceção de nenhuma" quando João escreveu: "Há porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevesse. Amem." (Jo 21:25)?

Lucas usou a palavra tudo com o significado "um grande número". Ele realmente contou um grande número das coisas "que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar" mas se fossem escritas "cada coisa sem exceção de nenhuma" "nem ainda o mundo todo poderia conter os livros" que Lucas teria escrito. Está claro que Lucas e o Espírito Santo, que o inspirou a escrever At 1:1, não pretendiam que os leitores tomassem a palavra "tudo" com o significado de "cada coisa em detalhe" ou "a totalidade" de "tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar".

A palavra toda também se encontra em Mt 3:5-6. "Então ir ter com ele Jerusalém, e toda a Judéia, e toda a província adjacente ao Jordão; e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados". A frase "toda a Judéia" quer dizer que cada habitante da Judéia foi batizado por João no rio Jordão? A frase "toda a província adjacente ao Jordão" inclui a "totalidade" dos habitantes da região próxima ao rio Jordão? Marcos diz: "toda a província da Judéia e os de Jerusalém iam ter com ele; e todos eram batizados por ele no rio Jordão" (Mc 1:5). De fato Jerusalém faz parte da Judéia e é logicamente claro que toda a Jerusalém seria incluída em "toda a Judéia". Mateus, Marcos e o Espírito Santo pretendem que nós acreditemos que cada homem, cada mulher, cada menino, cada menina e cada criança lactante iam ter com João, confessando os seus pecados, e eram batizados por ele no rio Jordão?

Dr. Albert Barnes escreveu: "Toda da Judéia. Muitas pessoas da Judéia, não significa que todas as pessoas literalmente foram, mas grandes multidões" (anotações de Barnes, Matthew and Mark, 1964, página 25). Das frases "todos de Jerusalém", "toda a Judéia" e "toda a província adjacente ao Jordão" João Gill comentou que significam "um número muito grande deles; um grande número das pessoas de todas as partes da região. Toda, aqui, vale a "muitos" (Gills Commentary, Vol. 5, 1980; pág. 17).

Aquele que insiste que a palavra "toda", nas Escrituras, quer dizer "todos em totalidade", sem excluir absolutamente ninguém, tem que aceitar o batismo de crianças ou tem que fazer o argumento prepóstero e absurdo de que não havia nenhum bebê em todo daquele país. O Senhor nos proíbe essa tolice absurda!

Através dos versículos em que João recusou o batismo aos "muitos dos Fariseus e Saduceus" daquela região e que vinham ao seu encontro, entende-se que esse argumento é absurdo. As palavras "toda" em Mateus 3:5-6 devem ser interpretadas como "um grande número" ou "muitos". Não pode ser interpretada com raciocínio bíblico, significando "a totalidade" das pessoas daquela área.

Considere a promessa de Deus dada em Joel 2:28-29 e cumprida em Atos 2. No versículo 17, de Atos 2, Lucas registra a citação de Pedro acerca da promessa de Deus assim: "Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne". Deus quis dizer a totalidade de toda e qualquer carne? Deus quis dizer a carne dos homens, a carne dos peixes, a carne das aves e a carne dos animais (1Co. 15:39)? Quis Deus dizer cada homem, menino, mulher e menina desde a mais jovem até a mais velha? Ele se referia a todo e qualquer bode, babuíno, urubu e sardinha? O mundo dos não Cristãos não pode receber o Espírito. "O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita com vós, e estará em vós." (João 14:17). Essa promessa se limita significativamente a aqueles que Deus chama à salvação. "Porque a promessa vos diz a respeito a vós, a vossos filhos, e a todos que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar" (Atos 2:39).

É muito evidente que a palavra "toda" nos versículos 17 e 39, de Atos 2, tem aplicação limitada. É limitada aos Cristãos. É limitada "a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar" e "vede irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados." (1Co 1:26). A frase "toda a carne", de Atos 2:17, é limitada aos "que são chamados" (1Co 1:24). A promessa mencionada no versículo não aponta aos judeus que vêem o Cristo crucificado como um"escândalo ", ou para os gregos (Gentios), que vêem o Cristo crucificado como "loucura" (1Co:23). A promessa é "para os que são chamados, tanto judeus como gregos" que vêem "Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus" (1Co 1:24). Por favor lembre-se que esse é um caso onde a palavra "toda", de fato, refere-se à uma porcentagem pequena da totalidade da carne do homem, de ave, de peixe e de animais. Aqui, a frase "toda a carne" se refere a todos daqueles que fazem parte de uma classe ou grupo em particular ! todos os Cristãos, todos os chamados.

Uma Determinação Necessária

Deve ser determinado agora se as palavras "todos" e "alguns", em 2Pe 3:9, fazem referência a todas as pessoas do mundo em sua totalidade absoluta, sem uma única exceção. A palavra "todos" inclui aqueles homens "que já antes estavam escritos para este mesmo juízo" e aqueles "como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos" (Jd 4; 2Pe 2: 12)? A palavra "todos" inclui"os vasos da ira, preparados para a perdição" como também os "vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou" (Rm 9:22,23)? Deve determinar se a palavra "conosco", para quem Deus está longânimo, quer dizer cada pessoa que está no mundo ou a uma classe ou grupo particular de pessoas?



O TEXTO DEVE SER CONSIDERADO COM O CONTEXTO EM QUE ELE É REVELADO NAS ESCRITURAS

Paulo declara que Deus "faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade;" (Ef 1:11). É verdade? Considerando que Deus faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade, segue-se que se ele não está querendo que ninguém da raça humana se perca, ninguem perecerá.

Deus enviou Nabucodonosor para o Seminário da Loucura. Deus fez que ele se matriculasse naquela instituição até que conhecesse "que o Altíssimo domina sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer" (Dn 4:32). Por sete anos ele era o único estudante desta grande escola do deserto. Ele dormiu com as bestas; seu jantar era grama junto o dos bois; o seu banho era o orvalho do céu; o cabelo dele cresceu como as penas das águias; as suas unhas eram como garras de um pássaro (Dn. 4:25, 32-33). Ao término dos sete anos de treinamento intensivo, Nabucodonosor formou-se no Seminário da Loucura com o Grau distinto D.E.S (Deus É Soberano). Sendo o único estudante a se formar, Nabucodonosor foi convidado a ser o paraninfo. Essa palestra foi registrada na Palavra de Deus em Dn 4:30-37 confirmando, assim, a verdade para sempre.

Uma das declarações significantes de Nabucodonosor expôs a natureza invencível da vontade de Deus. Acerca dessa vontade de Deus ele disse: "e segundo a sua vontade ele opera com o exercito do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?" (Dn 4:35).

De acordo com a verdade desta declaração, sobre a vontade invencível de Deus, faz-se necessário uma aplicação limitada à palavra "todos" em 2Pe 3:9. Há uma alternativa que uni-se àquelas que ensinam a salvação universal de todos os homens. Se Deus quer a salvação de qualquer pessoa do mundo, e age de acordo com a sua vontade entre os habitantes da terra, então "todas" serão salvas, a menos que a palavra "todos" tenha uma aplicação limitada em 2Pe 3:9, como tem em At 2:17 e nos outros versículos citados. Que tal 2Pe 3:9 em consideração à vontade invencível de Deus?

Complicando o problema ainda mais para aqueles que crêem que 2Pe 3:9 ensina que é o prazer e a vontade de Deus de salvar toda e qualquer pessoa do mundo são as declarações de Davi achadas em Sl 115:3 e Sl 135:6. Na primeira referência Davi declara: "Mas o nosso Deus está nos céus: fez tudo o que lhe agradou". Na segunda referência Davi disse: "Tudo o que o SENHOR quis, fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos." Adiciono a declaração inequívoca e explícita de Deus relativa à realização do seu querer: "O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade ... porque assim o disse, e assim o farei vir; eu o formei, e também o farei." (Is 46:10,11).

Se é o desejo de Deus salvar qualquer pecador desde o mais jovem até o mais velho existente no mundo sendo cada membro da raça humana, Ele fará exatamente isto, pois "o nosso Deus está nos céus: fez tudo o que lhe agradou".

Se é a vontade de Deus salvar cada representante da posteridade caída de Adão, então, cada um será salvo, pois Deus declarou explicitamente: "farei toda a minha vontade".

Não há nenhum ponto da criação de Deus que isenta a operação completa da sua vontade, pois: "Tudo o que o SENHOR quis, fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos."

Que tal 2Pe 3:9 contextualizado com a vontade realizada de Deus? Ela ensina a salvação universal ou a certeza da salvação de todos de um grupo particular - o eleito (1Pe 1:2)? Se for concluído que as palavras"conosco", "alguns" e "todos" neste versículo (2Pe 3:9) são universais e incluem a totalidade do gênero humano deduz-se então que todo o gênero humano será salvo. Considere os seguintes silogismos. Em qual se enquadra a posição da sua doutrina?

Primeiro Silogismo

Premissa principal: É o desejo de Deus salvar cada pessoa do gênero humano de acordo com 2Pe 3:9.

Premissa secundária: Deus fará a Sua vontade de acordo com Is. 46:10-11; Sl 115:13; e Sl 135:6.

Conclusão: Todo ser da raça humana será salvo.

Segundo Silogismo

Premissa principal: É o desejo de Deus salvar todos os eleitos de acordo com 2Pe 3:9.

Premissa secundária: Deus fará a vontade de acordo com Is. 46:10-11; Sl 115:3, e Sl 136:6.

Conclusão: Todos os eleitos serão salvos.

A premissa principal em um destes silogismos é falaciosa; por isso obtêm-se uma conclusão falaciosa. As Escrituras ensinam claramente que todo o gênero humano não será salvo, pois "quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicários, e aos feiticeiros, e aos idolatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte." (Ap 21:8). Também, "Os ímpios serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus." (Sl 9:17). Mais uma vez: "E aquele que não foi achado escrito no livro de vida foi lançado no lago de fogo" (Ap 20:15). A premissa principal do primeiro silogismo é falsa, então a sua conclusão também é falsa. A premissa principal do segundo silogismo é verdadeira e a sua conclusão também é verdadeira. A idéia de que as palavras "conosco", "alguns" e "todos" em 2Pe 3:9 se referem aos eleitos é consistente. Conclui-se que todos os eleitos serão salvos. Serão mesmo? Jesus disse: "Todo o que o Pai me dá virá a mim" (Jo 6:37). Ele também disse que as suas ovelhas perdidas que não eram Judias: "também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz" (Jo 10:16). Lucas escreveu sobre os Gentios que foram ordenados à vida eterna aos quais Paulo pregou em Antioquia da Pisídia. Daqueles que o ouviram, alguns foram ordenados à vida eterna, creram. At 13:48, "E os gentios, ouvindo isto alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna."

Ainda mais, para determinar quem são aqueles apontados pelas palavras "conosco", "alguns" e "todos" de 2Pe 3:9:


O VERSÍCULO DEVE SER CONSIDERADO DE ACORDO COM O SEU CONTEXTO

As palavras "conosco", "alguns" e "todos" de 2Pe 3:9 evidentemente referem-se às mesmas pessoas. "O Senhor ... é longânimo para conosco, não querendo que alguns (de nós) se percam, senão que todos (de nós) venham a arrepender-se". De quem Pedro está falando? É claro que no primeiro versículo ele está escrevendo aos mesmos da sua primeira epístola. "Amados, escrevo-vos agora esta segunda carta" (2Pe 3:1). Na sua primeira epístola ele os chama "Eleitos segundo a presciência (conhecimento prévio) de Deus Pai" (1Pe 1:2). A mesma palavra de At 2:23, ou seja, "de Deus Pai" (1Pe 1:2).

Deus agiu para com estes, como também agiu para com Pedro, e os "gerou de novo para uma viva esperança" (1Pe 1:3). Estas são as pessoas que têm "uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, ... guardados na virtude de Deus" (1Pe 1:4,5). Essa herança reservada eles obtiveram "havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade" (Ef 1:11). A fé qual Pedro menciona no versículo 5 é chamada por Paulo "a fé dos eleitos de Deus" (Tt 1:1). Pedro se refere a ela como a "fé igualmente preciosa" (2Pe 1:1), obtida "pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo".

Pedro também relaciona as palavras "conosco", "alguns" e "todos", em 2Pe 3:9, às pessoas a quem Deus"deu tudo o que diz respeito à vida e piedade" (2Pe 1:3). Pedro diz que Deus "nos deu" estas coisas e que Ele "nos chamou pela sua glória e virtude" (2Pe 1:3). Ele também "nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas" (v. 4). Ele nos fez "participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo." (v. 4). Estes mesmos irmãos têm tanto uma "chamada" quanto uma "eleição" das quais eles podem ser assegurados (2Pe 1:10).

Não é claro que o "nos" de 2Pe 1:1, 3, 4 é entendido como "conosco" de 2Pe 3:9 para quais Deus é longânimo "não querendo que alguns (de nós) se percam, senão que todos (de nós) venham a arrepender-se"?

Que tal 2Pe 3:9 quando é examinado na luz de seu contexto? Que 2Pe 3:9 se refere ao eleito é substanciado ainda mais quando


O VERSÍCULO SE HARMONIZA COM OUTRAS ESCRITURAS RELATIVAS AOS ELEITOS

Certamente Jesus "salvará" o seu povo dos seus pecados. E quando todos do seu povo vierem a ele, nunca os expulsarão porque ele não quer que ninguém que faça parte daquele povo pereça. 2Pe 3:9 se harmoniza perfeitamente com Mt 1:21.

Quem é "o Seu povo" que Ele "salvará", porque Ele não quer que alguns se percam? É aquele a quem Ele mesmo deu a vida eterna. "Assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste." (Jo 17:2).

Ele declarou ao Pai: "Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste" (Jo 17:6). Outra vez ele disse: "não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. E todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e nisso sou glorificado ... Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste" (Jo 17:9-11). "Pai, aquele que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo" (Jo 17:24).

Cristo deu a vida eterna àqueles que o Pai Lhe deu em resposta a oração de Cristo, o Pai os guarda porque Cristo falou: "os tens amados a eles como me tens amado a mim" e Deus amou a Cristo "antes da fundação do mundo" (Jo 17:23,24). Aqueles que estão em Cristo um dia estarão com Ele onde Ele está e verão a Sua glória. Ele não pediu estas coisas pelo mundo inteiro mas por aqueles quem o Pai Lhe deu (v. 9). A sua oração não se limita aos salvos que estavam com Ele naquele momento mas aos outros, que o Pai Lhe tinha dado e, segundo as palavras de Cristo: "que pela sua palavras hão de crer em mim" (Jo 17:20).

Que tal 2Pe 3:9 na luz da certeza da salvação daquelas pessoas que Deus deu a Cristo tendo em vista a salvação? Ele não quer que os seus se percam. Todos esses virão a ele, e nenhum será lançado fora ou perecerá.

Em conclusão consideraremos:


O VERDADEIRO SIGNIFICADO DE 2Pe 3:9 HARMONIZADO COM SEU CONTEXTO, A VONTADE DE DEUS E AS ESCRITURAS NUM TODO

Depois de harmonizar 2Pe 3:9 de várias maneiras fica evidente que as palavras "conosco", "alguns" e "todos" (de 2Pe 3:9) se referem a todos de um grupo específico de pessoas e não a todo o gênero humano na sua totalidade. 2Pe 3:9 ensina que Deus é longânimo, paciente e bondoso no Seu tratamento com as Suas ovelhas, Seus eleitos, que Ele deu a Cristo e quem Cristo "salvará dos seus pecados". 2Pe 3:9 ensina que Deus não quer que nenhuma ovelha de Cristo pereça, mas que todas venham ao arrependimento. Cristo irá em busca da ovelha perdida até que venha a acha-la (Lc 15:4) e achando-a, ele a porá sobre os seus ombros e a trará ao Seu lar, de forma que ela não pereça (Lc 15:5).

2Pe 3:9 ensina que todas as ovelhas perdidas de Cristo ouvirão a Sua voz, virão a ele, e entrarão no Seu aprisco (Jo 10:16). 2Pe 3:9 ensina que todas as suas ovelhas virão a Ele e Ele lhes dará a vida eterna, porque Deus não quer que nenhuma pereça.

Em resumo 2Pe 3:9 não é dirigido ao mundo perdido mas aos santos, para a sua segurança e a certeza da salvação de toda pessoa "co-eleita" em conjunto (1Pe 5:13).


UMA PALAVRA PARA OS PERDIDOS

Se você vier a Cristo, pelo arrependimento e fé, você também pode ter a garantia proporcionada por 2Pe 3:9. Deus te tratará como um Pai amoroso trata um filho comprado pelo Seu sangue precioso. Ele não permitirá que você pereça ou seja arrebatado das Suas mãos (Jo 10:27-29). Ele é o Bom Pastor que encontra cada uma das suas ovelhas perdidas, tirando-as do charco de lodo do pecado, e as coloca sobre os seus ombros e leva-as para casa.

Deus se agrada em te dar a fé dos Seus eleitos (Tt 1:1). Que os já salvos sejam como Paulo, que disse: "tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna." (2Tm 2:10).

Autor: Pr Wayne Camp

sexta-feira, 4 de março de 2011

"Ministros de plástico"

POST EM REFORMULAÇÃO, DESCULPE O TRANSTORNO!