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sábado, 29 de maio de 2021
Bizarrices da Gospeladia - #002
Cresci lendo HQ’s (histórias em quadrinhos). O primeiro e preferido até aos 9-10 anos foi o Chico Bento. Em seguida vieram os personagens Disney e aos 13 anos conheci os super-heróis, os quais acompanho atualmente nas produções cinematográficas, não mais colecionando revistinhas semanais, que sabia exatamente o dia e hora em que o carregamento poderia chagar nas bancas do calçadão de Nilópolis - RJ (cidade natal).
Naquela época, inicio dos anos 90, era constante o desejo de alterar a realidade e mudar tudo o que eu não achava bom ou proveitoso… voar também foi uma habilidade muito desejada… coisa de criança mesmo…. ESSE É O PONTO!
Assim como o “eu determino”, o “eu rejeito” expressa o cosmovisão daquele que foi um dos maiores, talvez, o maior precursor do que ficou conhecido como “Movimento Palavra de Fé” foi Kenneth Hagin (1917-2003), inspirado por E. W. Kennyon (1867-1948). Em minha humilde opinião, nada além de gnosticismo requentado e cristianizado.
Em poucas palavras, o tal movimento afirma que o crente verdadeiro não pode ter dificuldades (doenças, distúrbios, desacertos e estaria imune às vicissitudes da vida) e tem o poder em suas palavras para trazer à existência o que se declara com a boca. Segundo Hagin, em 1993 Jesus o visitara e o curara de um defeito cardíaco e do câncer (importante informar que o mesmo faleceu vitima deste último).
O maior de todos os problemas começou quando uma experiência pessoal serviu de “óculos” para interpretação bíblica e não o contrário. Lembre-se disso: NUNCA, sob nenhum aspecto, a bíblia pode estar sujeita às experiências pessoais. Mas, sujeite a experiência pessoal ao ensinamento bíblico. Caso contrário, o resultado será uma fé imatura, inventora de doutrinas e práticas carentes de base escriturística e lógica, senão vejamos:
A vida de Jó é uma escola de sofrimento, da graça de Deus e de restauração. Ainda que assolações inomináveis o afligissem, não se vê em nenhum dos 1070 versículos algo parecido com “eu rejeito”. Ainda que a esposa o fustigasse, sua resposta elucida, expõe a mente de um crente maduro: “Mas ele lhe respondeu: Falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios.” (Jó 2. 10)
O que dizer de Jesus no Getsêmani? “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres” (Mateus 26.39).
Procure neste e em quaisquer outro versículo dos Evangelhos, Jesus recusando-se ao calvário… não encontrará!
Se nem o Verbo Divino pelo qual tudo veio a existir, Aquele cuja a Palavra trouxe a existência toda a criação, curou, salvou e trouxe de volta do mundo dos morto pessoas como eu e você, se nem Ele ousou tais termos, POR QUÊ nós faríamos?
Pouco depois, quando os soldados chegaram para O prender, Jesus repreende Pedro por lutar contra Malco e decepar-lhe a orelha. Poderia ordenar anjos para O defender, decretar a morte dos guardas pretorianos que ali estavam, mas não o fez. Antes, submeteu-Se ao Pai.
“Mas Jesus disse a Pedro: Mete a espada na bainha; não beberei, porventura, o cálice que o Pai me deu?” (João 18.11).
Um dos grandes mistérios da Bíblia segue sendo o “espinho na carne” do Apóstolo Paulo. Embora muita especulação tenha sido feita e continuem surgindo, não sabemos do que se trata o tal “mensageiro de Satanás” citado por Paulo. Entretanto, fato é, não existe entre as epístolas paulinas o que possa ser interpretado como uma recusa ao revés. Se já se aplicou aos seus escritos, sabe que não faltou dificuldade na vida deste valoroso homem de Deus e nem por isso leu algo como “eu rejeito”.
Observe: “Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12.8–9).
Paulo não ‘determinou’ a mudança de status, ‘rejeitou’ a situação adversa ou ‘profetizou’ (Bizarrice #003) para si o triunfo. Antes, disse: “três vezes PEDI ao Senhor que o afastasse de mim”. Pediu, entendeu?
De Jó a Bíblia afirma: “Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal.” (Jó 1.1).
Jó foi um homem fiel a Deus em tudo, Jesus é o próprio Deus encarnado e Paulo, certamente foi o apóstolo mais proeminente.
Para nenhum deles faltou fé, fidelidade, intimidade com Deus ou autoridade, não é mesmo?
Isso desmonta a tese de que se o crente está no aperto, deve usar tais termos e se a realidade não for transformada como no desejo de uma criança fã de HQ’s, o problema seria um dos citados acima.
Nesse caso, como orar sem parecer patrão do Todo Poderoso?
Simples: Ore a Bíblia! A única maneira de orar conforme a Vontade de Deus é “plagiar” a oração de Jesus em Mateus 26.39, Marcos 14.36 e Lucas 22.42. Ou seja, deixe claro o seu PEDIDO, mas SUBMETA-O ao eterno decreto do Senhor.
Só não dê uma de criança mimada rejeitando o que Deus, graciosamente te proporciona de bom ou ruim.
“Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos.” (Salmos 119.71)
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Servo do Altíssimo desde 1994;
Casado, pai atípico e atípico também!
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Aprendiz eterno!
Bizarrices da Gospelandia - #001
Em "Bizarrices da Gospelandia" vou comentar frases, práticas e músicas que, embora em uso, são desprovidas de base bíblica e portando deveriam ser abandonadas.
Mas, até que ponto "o cachimbo deixa aboca torta"?
Veremos isso partindo das reações e comentários em cada novo post.
Se você já me conhece, não estranhará abordagens irônicas, bem humoradas e reflexivas. Caso contrário, tenha paciência comigo... Por favor!
A bizarrice de hoje é sobre os "mandões de Genezius".
Acompanhe:
O sujeito não determina ao patrão, nem à esposa... Imagine só: -- "Muié" eu determino que você faça isso ou aquilo! Num pede com jeito não pra vê no que dá!
Às vezes, o cara não determina nem a cueca que usa, a "santa" que escolhe pra ele.... Mas quer determinar ao Rei do Universo.
Tome tento "homi"! Precisa de algo da parte de Deus? Ore, peça humildemente, Ele é Pai Zeloso que cuida dos seus. Agora, esqueça essa história de determinar.
Se eu dissesse algo assim pro meu pai, certeza que ele viraria minha cara pra trás!!
Se nunca fiz isso com o meu pai, por quê faria com Deus?
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sábado, 12 de dezembro de 2020
"Determine a benção e Deus fará!" (Atualizado)
Nada me deixa tão assustado quando o vocabulário adotado no meio "golspe"(quem lê, entenda) ou melhor, "gospel". Sai de tudo um pouco. É gente determinando que Deus faça algo em seu favor como se fosse obrigado, e gente rejeitando uma situação desagradável como se isso pudesse mudar alguma coisa. Percebi algo muito claro na já conhecida artimanha do CÃO; É bem simples, consiste em pôr um pouco de verdade, no todo mentiroso, ou ainda distorcer a verdade até que esta minta. Explico:
No afã de validar seu pseudo-cristianismo, os pa$tores das benção$ viraram vorazes leitores da Bíblia. A grande questão está no objetivo de tal busca. Ao invés de buscarem conhecer o propósito de Deus revelado nas Escrituras, buscam qualquer fragmento descontextualizado que respalde seus devaneios teológicos. Dizem com todo o gás: "A Bíblia diz que..." ou ainda "Assim diz o Senhor..." Não há pudores ou escrúpulos, apenas o objetivo importa. Afinal, o que esperar de uma 'fé' tão pragmática?
Infelizmente, vivemos numa época de 'crentes' preguiçosos, que não se importam mais em buscar conhecimento diretamente da Fonte, as Escrituras Sagradas, mas de seus 'líderes', e esses, cada vez mais exaltados. Na contra-mão do preceito bíblico, o pa$tor recebe status de semi-deus, o infalível, acima de qualquer suspeita, o irrepreensível, enfim, o cara! Suas palavras são seguidas como se o próprio Deus falasse. Sei que Deus fala através de nós pastores, mas os vendilhões também sabem disso e entram de carona com seus absurdos. Porém, entendo que o questionamento é algo bom, desde que embasado licitamente nas Escrituras, e é justamente isso que a corja tenta abafar!
Agora prezado leitor, pergunto: Estaria Deus manietado ao meu pedido? Estaria o Soberano do universo cativo aos meus caprichos? Estaria o Criador e provedor de tudo, legado à posição de servo? Acaso seriamos Deus? A resposta é um retumbante NÃÃÃÃO!
Somos servos, eternamente devedores, dependentes em tudo, até mesmo para respirar!
Que fique bem claro meu irmão: Deus não é dissuadido ao que não quiser fazer! Nem de longe se parece com a crença popular no "santo casamenteiro" que precisa ser deixado de cabeça pra baixo, imerso num copo com água para que atenda um encalhado (é nisso que muitos creem).
Portanto, ao invés de ofender a soberania do Pai com seu egoísmo, dependa Dele apenas. Ele conhece sua necessidade e no devido tempo agirá com provisão.
A Bíblia não ensina a 'decretar', seja por palavra de ordem ou 'ato "morfético", digo 'profético'. Mas ensina a trabalhar duro, suportar a luta com resignação e fé, depender e esperar em Deus.
Aprenda com Jesus, mesmo em tremenda agonia, sabendo da terrível morte que o esperava, não determinou em benefício próprio, não determinou nada, apenas submeteu-se a vontade do Pai e em oração disse "... seja feita a Tua vontade..."
Se Cristo fez assim, por quê eu faria diferente?
Em quê eu sou melhor?
Pense nisso!
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Eu e Deus
Um servo indignado com a palhaçada em vigência no meio cristão (cada vez mais místico).
Atualmente pastoreando a Congregação Presbiteriana em Itaguaçu - ES. Evangelista/missionário, formado em 2009, pelo IBEL (Instituto Bíblico Eduardo Lane), onde pretendo lecionar no futuro. Bacharelando em Teologia pela Faculdade Unida de Vitória - ES.
Cidadão, músico, apreciador da boa música, aficionado por astronomia e jogos eletrônicos (Xbox360 Live - a terapia) e admirador de bichos (perceberão). Ainda creio 100% no casamento e no valores familiares(devo falar sobre isso também). Enfim, alguém que, mesmo sabendo de suas limitações, é extremamente grato a Deus por ser usado no Ministério Santo.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Batalha Espiritual e a paranoia dos "ex"
Estou bem atarefado com alguns trabalhos, mas não deixaria de compartilhar alguns pensamentos. É sobre a demonização... outra vez!
É difícil aturar esse povo falando mais do Diabo do que da Salvação, mais de legalidade que alguém supostamente possa abrir para a atuação do mal, do que da graça e misericórdia de Deus. Chega gente, já deu essa palhaçada!
A batalha espiritual é um assunto importante demais pra cair nessa infantilidade. A Bíblia é clara quanto a realidade desse assunto e tem prescrições bem específicas, e nada que vejo nas Escrituras passa perto do que andam ensinando.
Virou clichê essa história de "ex-bruxo" 'converter' e descrever como são as coisas por lá, trazendo-as como se funcionasse assim na vida de um crente, lavado e remido pelo Sangue de Jesus. Tenha dó, Jacó!
E como o brasileiro é místico... fica vidrado, interioriza uma pá de idiotices e busca sempre mais da vertente. Já fizeram uma pesquisa do quanto essa literatura vende? Não? Eu já! Geralmente, livros que escritos por "ex-bruxo", vendem muito mais do que devocionais, comentários bíblicos ou de estudo dirigido. Vendem até mais do que material para Escola Bíblica. O resultado é facilmente percebido... cristianismo frágil e desprovido de real conhecimento de Deus, Suas Obras e Atributos.
Vou exemplificar o grau de loucura desse povo, transcrevendo um e-mail que acabei de receber:
"Conversando com uma professora da faculdade que trabalho, olha só a proposta de trabalho que um aluno queria apresentar no final do curso de Computação:
desenvolver um robô, microscópico, para ser colocado no corpo humano, e identificar quais pessoas teriam o número 666 no DNA...
tem cada maluco nesse mundo!felizmente essa minha colega conseguiu convencer o aluno a mudar de ideia."
Perceberam o grau de insanidade que alguém bem instruído pode chegar, se crente nessas ideias?
O problema de quem lê constantemente ex-satanista, ex-bruxo e ex-tudo quanto há nesse ramo, é exemplificado em uma série de evidências observadas que podem ser resumidas em uma só expressão, vejamos:
*Ficam supersticiosos;
*Vêem Diabo em tudo;
*São sincretizadores;
*Sofrem surtos paranoicos coletivos (histeria);
*Baseiam-se em escritos extra bíblicos ou bíblicos, porém fora do contexto;
*Geralmente, sensores da espiritualidade alheia;
Enfim, a leitura de ex-satanista tem produzido uma horda de crentes medrosos onde tudo dá vantagem ao Diabo, onde são esquecidas passagens como, "E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai." (João 10:28-29); "Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo[...]Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas." (1 Pedro 1:5, 9); "Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles." (Hebreus 7:25); "Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. [...] Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor." (Romanos 8:33-34, 38-39); "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós." (João 14:16-17); "E farei com eles uma aliança eterna de não me desviar de fazer-lhes o bem; e porei o meu temor nos seus corações, para que nunca se apartem de mim." (Jeremias 32:40); "Mas fiel é o Senhor, que vos confirmará, e guardará do maligno." (2 Tessalonicenses 3:3); "E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão." (João 10:28); "Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca." (1 João 5:18).
Resumindo: EMBURRECEM!
Quer ler algo bom sobre batalha espiritual?
Leia "O que você precisa saber sobre Batalha Espiritual"
Deus os abençoe!
Galinha pintadinha é do diabo
Ui, Maldição hereditária
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quinta-feira, 1 de março de 2012
Ui, maldição hereditária!
Pr. Laerton
O alvo do nosso estudo será a falsa doutrina do Evangelho da Maldição, que é um dos produtos da confissão positiva Neo-Pentecostal, e que é também chamado de Quebra de Maldições, Maldições Hereditárias, Maldição de Família e Pecado de Geração.
- Conceitos Heréticos Sobre Maldição Hereditária
Definição de Maldição Hereditária: "A maldição é a autorização dada ao diabo por alguém que exerce autoridade sobre outrem, para causar dano à vida do amaldiçoado... A maldição é a prova mais contundente do poder que têm as palavras. Prognósticos negativos são responsáveis por desvios sensíveis no curso da vida de muitas pessoas, levando-as a viver completamente fora dos propósitos de Deus... As pragas se cumprem." Jorge Linhares, em Bênção e Maldição, Pg. 16.
Resumindo – Essa teoria antibíblica tem a maldição como uma entidade em si mesma que precisa apenas que alguém desencadeie o processo inicial, que é um pecado cometido por uma pessoa num passado remoto ou recente; depois disso, passa a agir com total independência. Não Lega em conta a responsabilidade pessoal. Diz Marilyn Hikey, em seu livro Quebre a Cadeia da Maldição Hereditária: "...mas a maldição da sua terra não foi transmitida pelo pecado pessoal deles ou mesmo dos ancestrais, mas pelos habitantes anteriores (os índios sioux)."
A maldição, segundo a doutrina em questão, opera cegamente atingindo qualquer um ao seu alcance; vai se transmitindo indefinidamente através do tempo, até que um especialista em quebra de maldições a quebre; usa como meio receptor e transmissor um local, um objeto, uma pessoa, uma família, uma cidade, um país etc...; como uma energia maligna invisível, vai se espalhando [conforme os milhares de "testemunhos" baseados em experiências subjetivas e desmentidas pela Bíblia]. A maldição em certas circunstâncias parece operar por si mesma, como um mal invisível que tem personalidade própria e poder de se autodeterminar; já em outras circunstâncias parece ser uma energia maligna operacionalizada por demônios, que são chamados de "espíritos familiares". Essa maldição tem que ser quebrada pela intervenção humana num ritual que difere de especialista para especialista.
Os diferentes elementos do ritual herege da quebra de maldição:
- Busca de palavras de conhecimento e de revelações extra-bíblicas para se descobrir a causa específica das maldições hereditárias. Na busca das causas da maldição, vale até entrevista com demônios. Marilyn Hickey conta: "Certa vez expulsamos um espírito mau de uma mulher. Perguntamos a ele: ‘Quando você entrou aí?’ Ele respondeu com alguma coisa jocosa. Então indagamos: ‘Por que você está aí?’ Ele respondeu: ‘Porque se eu a peguei, pego também o filho dela!’ Aquela mulher foi liberta!"
- Declaração de que não se aceita os problemas porque são fruto de maldição;
- Oração a Deus e Profissão de Fé ao Diabo. Marilyn Hickey narra um caso desses: "Amado Pai Celestial, Tu me amas! Tu enviaste Teu Filho para quebrar esta maldição... Tenho o Seu Nome... Nome que protege. Seu sangue me purifica de imediato. Estou liberto pelo sangue. No Nome de Jesus, amém. Agora, em voz alta, faça esta profissão de fé: ‘Satanás! Tu e os teus maus espíritos do alcoolismo ouviram a oração que acabo de fazer! Tiveste a tua chance, mas o teu poder está quebrado... Em Nome de Jesus, a tua maldição está quebrada... Por isso, diabo, afasta-te daqui e não tornes nunca mais!".
- Exorcismo com palavras de ordem amaldiçoando a Satanás para amarrá-lo e livrar a geração por ele amaldiçoada. Marilyn Hickey diz: "O diabo é o valente. O que temos de fazer a ele? Amarrá-lo. E depois? Nós lhe tomamos a casa – ou aquela geração! Nós dizemos: Ei, diabo, espere um minuto! A minha geração não pertence a você porque eu o amarrei em Nome de Jesus, e você não vai fazer isso! É isso que fazemos: Rompemos a maldição em Nome de Jesus."
- Aqui encontramos uma maneira simplista, mística, ilusória, e ineficiente de se enfrentar problemas causados por pecado. Essa é uma fantasiosa vitória sobre o pecado. A fórmula correta de vitória sobre o pecado é arrependimento contínuoque conduz a uma vida de piedade caracterizada por temor a Deus, desejo de Deus e amor a Deus, ou seja, um sincero e humilde cultivo da santidade na dependência do Espírito Santo e obediência da Bíblia.
- Mudança no Conceito de Pecado: Pecado passa a ser mais uma coisa que herdamos de nossos ancestrais e portanto não somos culpados, do que uma coisa na qual somos responsáveis diretamente.
- Arrependimento não bíblico: Depois de ser protagonizado e ensinado todo esse confuso e anti-bíblico ritual acima, Marilyn Hickey insatisfeita e insegura de sua metodologia acrescenta a única coisa que era necessária desde o início: "O que quebra a maldição é o arrependimento." – Bastaria o arrependimento, e nada das invenções seria necessário.
2. Heresias Específicas da Doutrina da Maldição Hereditária
a) Antropocentrismo e o Poder Onipotente das Palavras Humanas: Anulação da soberania divina e caos na terra.
- O poder divino das palavras humanas - As palavras do Evangelho da Maldição têm poder em si mesmas: São comparadas às sementes, que tem dentro de si mesmas o poder para germinar. – "As palavras são como sementes que, caindo em solo próprio, achando as condições favoráveis, germinam, crescem, frutificam..." "Nossas palavras podem alimentar ou anular a ação de Satanás." "Convidei-a para orarmos juntos. Pedimos a Deus a solução dos conflitos emocionais e depois, de comum acordo, quebramos e anulamos a maldição das palavras de zombaria. Naquele momento, o Senhor a libertou." Jorge Linhares, Pgs. 16, 11, 12.
- Incoerência – Pedem a Deus a solução do problema e depois como se fossem oniscientes e onipotentes decretam a solução desse mesmo problema.
- Humanismo Mal Disfarçado: O homem é que coloca maldições mediante suas palavras de praga e outro homem, mediante palavras de oração a Deus e repreensão do diabo, quebra essas maldições. Deus entra apenas como ator coadjuvante, com um papel secundário e quase dispensável.
- Um exemplo de Heresia: Mãe define o futuro da filha por dizer-lhe palavras impensadas – "Quando você se casar e tiver filhas não haverá paz em sua casa. Eles serão contenciosos e a discórdia será uma constante. Depois de algum tempo ela se casou. Vieram os filhos, e a maldição cumpriu-se plenamente. A casa virou um inferno... tivemos um tempo de aconselhamento e oração, e a maldição foi quebrada." Linhares, Pg. 15
- Teoria Que Implica Caos do Universo – No caso das palavras duras da mãe em relação ao futuro da filha, se é verdade que o lar da moça se tornou um inferno por causa da maldição da mãe, isso seria terrível, pois isso implicaria que o destino das pessoas e do universo estariam no poder das palavras de pecadores inconseqüentes, falíveis e imprevisíveis. Isso geraria um caos e um descontrole total da vida na terra. Isso anularia a própria soberania de Deus no Universo. Isso tiraria o governo das mãos de Deus e o colocaria na boca dos homens. Isso é ridículo, antropocêntrico e anti-bíblico.
b) Deus Depende das Palavras Humanas Para Agir?
- Um Deus dependente do homem – Este é o Evangelho da Confissão Positiva e do Evangelho da Maldição – "Palavras produzem bênção... [ou] maldição... Palavras negativas... dão lugar a opressão demoníaca... ...Palavras positivas (confissão positiva), amorosas, de fé, de confiança em Deus, liberam o poder divino para desfazer a opressão..." Linhares, Pg. 16, 18
- Uma caricatura do Deus da Bíblia – Essa afirmativa deixa Deus dependente das palavras humanas para liberar seu poder. É quase como se Deus precisasse de autorização humana para agir. Esse não é o Deus da Bíblia, é, sim, uma grotesca caricatura do Deus da Bíblia. De fato, um Deus destronado pelo homem, que proclama as suas pretensões à divindade quando imagina que suas palavras podem fazer tudo acontecer.
- Psicoterapia Freudiana Mistificada – ou Doutrina da Transferência de Culpa do Pecador para seus ancestrais. Consiste na transferência da culpa e da responsabilidade do comportamento pecaminoso pessoal de alguém para parentes, amigos, professores etc... que no passado disseram algo impensado.
- Tentar ajudar alguém, aliviando a sua culpa por transferi-la para "maldições" herdadas da família é apenas uma variação maligna da técnica criada pelo ateu Sigmund Freud, que, em vez de usar "maldição", usa os termos "complexos" e "doença mental" para explicar comportamentos anormais e erros das pessoas, lançando a responsabilidade de seus pecados e crimes em seus parentes e professores de um passado distante..
- O Evangelho da Maldição é um Processo Sutil de Transferência de Culpa – Seus mentores atribuem todos os pecados à maldição hereditária: "...comecei a perceber nos testemunhos de prostitutas, homossexuais, ladrões e assassinos, que quase sempre seu envolvimento nesses tipos de vida irregular fora precedido por palavras de maldição, proferidas principalmente pelos pais." Linhares Pg.29
Marilyn Hickey diz: "Essas coisas que nos perturbam e apoquentam são, realmente, maldições de famílias ou de gerações – problemas que começaram com os nossos ancestrais e vieram até nós. E o que é pior: eles não vão parar aqui; podem ser transmitidos aos nossos filhos e aos filhos dos nossos filhos!"
O pecador que pela sua natureza decaída já gosta de arrumar desculpas para os seus pecados lançando ou transferindo a sua culpa para outros, encontra nesta teoria diabólica um meio fajuto de aliviar sua consciência por lançar sua própria culpa sobre os outros. Adão, após a queda, transferiu sua culpa para Eva, e Eva, para a serpente (Gn 3).
O tremendo mau que o ateu Freud fez através da psiquiatria no mundo secular os defensores da maldição hereditária de família estão fazendo no meio evangélico, criando um bando de gente irresponsável pelos seus próprios pecados.
- O Evangelho da Maldição usa os ancestrais como bodes expiatórios das culpas presentes dos pecadores. Deus abomina essa inversão maligna: "O que justifica o perverso e o que condena o justo são abomináveis para o Senhor, tanto um quanto o outro." Pv 17.15. A seguir damos exemplos do que acabamos de falar:
Culpar os pais por comportamento homossexual – "depois de ser tanto amaldiçoado, acabei me envolvendo com homossexualismo". (Linhares, Pg. 13).
Confrontação invertida – Mais adiante no livro, Linhares confronta o pai de um jovem homossexual com as seguintes palavras: "...ele [o gay] é homossexual por sua culpa [do pai]... O senhor como pai o amaldiçoou desde pequeno, chamando-o de mulherzinha." Pg. 31.
Responsabilidade invertida – Na confrontação acima ainda diz para o pai: "Tudo pode mudar. Depende de você [se referindo ao pai]." (Pg. 31). O ridículo e anti-bíblico nessa confrontação invertida e absurda de pecados é que Linhares diz que a mudança da situação de homossexualismo do jovem gay depende do pai por quebrar a maldição proferida por ele, e não do rapaz em pecado.
Arrependimento, e não quebra de maldição – Em vez de ficar procurando um bode expiatório no passado para lançar a culpa do pecador, deve-se seguir o processo bíblico de levar o pecador a assumir pessoalmente toda a culpa por seu comportamento pecaminoso, iniciando assim um processo genuíno de arrependimento e restauração.
c) O pacto com o diabo à revelia do consentimento da pessoa. Essa doutrina coloca o diabo como centro de todos os problemas humanos. Podemos fazer um pacto com o diabo entregando outra pessoa a ele? Isso sem que aquele que fez o pacto e o que é entregue saber ou fazer isso conscientemente?
- O caso de entrega de uma pessoa ao diabo motivada pela maldição da mãe. – A mãe disse para a filha: "Sua burra, preguiçosa, o diabo que te carregue." Em seguida Linhares diz: "Mesmo sem intenção, [essa mãe] entregara a filha ao diabo.(Livro "Benção e Maldição, Pg. 19).
O homem de Corinto é entregue a Satanás por causa de seus próprios pecados, e não porque alguém com raiva dele decidiu fazer isso (1 Co 5.1-5). A decisão de entrega espiritual de vida tem de ser algo individual e intransferível.
Essa pseudo-guerra contra o diabo é um espetáculo de supervalorização dele com desvalorização da soberania de Deus. Deus é o soberano absoluto do Universo, o sumo bem, e faz o que lhe apraz (Sal 135:6).
d) A Palavra de Deus versus as Palavras do Homem.
As palavras humanas têm poder em si mesmas para realizar aquilo que dizem? A resposta é não. As palavras que têm poder em si mesmas são as palavras de Deus, escritas na Bíblia.
Quanto poder têm as palavras humanas? Somente o poder que Deus queira lhes dar conforme o Seu propósito. A palavra humana que tem poder é aquela que é falada em nome de Deus, como no caso dos profetas bíblicos, ou dos pregadores da Palavra escrita na Bíblia.
"Assim veio a Palavra do Senhor por intermédio do profeta Jeú, filho de Hanani, contra Baasa e contra a sua descendência." 1 Re 16.7 - "disse a Elias: Nisto conheço agora que tu és homem de Deus e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade." 1 Re 17.24
A palavra que não volta vazia sem cumprir o seu propósito é a palavra de Deus e não a palavra dos homens: "assim será a palavra que sair da minha boca: Não voltará para mim vazia mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei." Is 55.11.
O poder e efeito das palavras do homem são como a flor que murcha, mas a palavra de Deus é diferente: "seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente." Is 40.8. Portanto, não é a palavra dos homens que devemos temer, mas a Palavra de Deus.
Quanto poder tem a "Palavra de Fé" ou pronunciado com fé, conforme Marcos 11.21-24? – O que é de errado com a "confissão positiva"?
"Então, Pedro, lembrando-se, falou: Mestre, eis que a figueira que amaldiçoaste secou. Ao que Jesus lhes disse: Tende fé em Deus; porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz assim será com ele. Por isso, digo-vos que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco."
Os defensores da Confissão Positiva interpretam mal esse texto, como se Deus estivesse dando total soberania e poder irrestrito às palavras do homem (poder para conseguir qualquer coisa, bastando para isso pronunciar, declarar ou confessar o que se quer], e a chave dessa soberania seria a fé. Mas o que seria essa fé em Mc 11.21-24? É fé centralizada em Deus: "Tende fé em Deus." (v. 22); é fé que não carece de sinais visíveis (Jo 20.29; II Co 5.7).
O que essa fé não é: não é fé na fé – ou seja, como se a fé fosse algo em que se deva confiar. Não se deve confiar no poder da fé, mas na pessoa de Deus (Mc 11.22); não é fé no homem – "Maldito o homem que confia no homem." – isso é confiar em si mesmo. (Jr 17.5); não é fé que funciona independentemente da vontade de Deus – "E esta é a confiança que temos para com ele: que se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade ele nos ouve." 1 Jo 5.14.
Conclusão – Um confronto entre verdade e erro.
Os autores dos livros examinados dão várias fórmulas para se quebrar a maldição hereditária de famílias. Essas fórmulas contém coisas bíblicas, outras anti-bíblicas, e ainda outras inventadas simplesmente por incredulidade dos autores, que gostam de andar pela vista e não pela fé.
É verdade – Que o pecado gera maldição [castigo] na vida do sujeito autor desse pecado. "a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do Senhor [pecado], vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno..." "Aquilo que o homem semear ele ceifará." (Gal. 6:7,8)
Exemplos de pecados específicos causadores de maldição ou castigo divino ao pecador: Gostar de amaldiçoar, praguejar, e desejar mal aos outros (Sl 109.17; Rm 12.14); idolatria (Dt 27.14,15); Feitiçaria (Dt 18.10-14); Rebeldia contra os pais (Dt 27.16); Mudar os marcos da terra (Dt 27.17); Crueldade com deficientes (Dt 27.18); Imoralidade Sexual (Dt 27.20-23) etc...
É mentira – Que a maldição de outra pessoa, conseqüência dos seus pecados, seja transmitida como herança a seus familiares; cada um dará conta do seu pecado. "Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus." Rm 14.12
É verdade – Que as conseqüências do pecado de alguém afetam indiretamente seus familiares e conhecidos, pois ninguém peca para si só. As conseqüências atingem a todos. "No seu caminho há destruição e miséria." Rm 3.16.
É mentira - Que os problemas (espirituais, psicológicos e de saúde) dos filhos são conseqüência de maldição herdada dos pais. Por exemplo: a sífilis em uma criança pequena é resultado da maldição ou castigo da prostituição do pai, porém, não é a maldição em si mesma, mas sim é resultado da maldição dos pais. E neste caso a sífilis da criança não é uma maldição a ser quebrada, mas uma doença a ser curada. "A alma que pecar essa morrerá." - e não outra que não pecou. (Ez 18.4)
É verdade – Que as palavras humanas podem se tornar muito destrutivas. Joseph W. Stowell resume bem o poder destrutivo das palavras: "as palavras podem ser destrutivas em três aspectos. Elas podem destruir (1) nosso relacionamento com Deus, (2) nosso relacionamento com aqueles que amamos e até (3) nosso relacionamento conosco mesmo." Depois acrescenta: "Ter uma língua é como Ter dinamite entre os dentes: é preciso pensar nisso." [O Controle da Língua – Pg.14 – Editora Batista Regular].
Tiago nos adverte: "a língua é fogo; é mundo de iniqüidade... contamina o corpo inteiro... põe em chamas toda a carreira da existência humana, como é posta ela mesma em chamas pelo inferno." Tg 3.6. Não que elas tenham um poder místico nelas próprias para destruir, mas que podem promover destruição pelos efeitos causados pela reação negativa e anti-bíblica de pessoas muito sensíveis.
Minha esposa (Carmita) diz algo muito sábio acerca de agressões verbais. Ela diz: "quem é dono de sua boca diz o que quer; eu sou dona dos meus ouvidos e escuto o que quero." Em resumo, as palavras humanas de maldição só terão poder em quem vier a escutá-las com temor, e venham a se deixar impressionar psicologicamente pelas mesmas. Vejamos Eclesiastes 7.21,22 – "Não apliques o coração a todas as palavras que se dizem, para que não venhas ouvir o teu servo amaldiçoar-te, pois tu sabes que muitas vezes tu tens amaldiçoado a outros."
Charles Spurgeon também aconselhava as pessoas a terem um ouvido surdo, e dizia: "Não dês o coração a todas as palavras ditas – não as leve ao coração ou não lhes dê importância, não atentes para elas, nem procedas como se as tivesse ouvido. Você não pode deter a língua das pessoas; portanto, a melhor coisa é deter os seus próprios ouvidos, e não ligar para o que digam. (Lições aos meus alunos – Pg. 174 – Publicações Evangélicas Selecionadas)
Outra mentira é dizer que as palavras de maldição têm poder em si mesmas. As palavras dos amaldiçoadores são como eles próprios: "vento" (ocas, vazias ou sem poder em si mesmas), porém voltarão para eles como um bumerangue, pois quem deseja o mal aos outros está desejando para si mesmo. – "Até os profetas não passam de vento, porque a palavra [de Deus] não está com eles; as suas ameaças [maldições] se cumprirão contra eles mesmos." Jr 5.13.
Ainda as palavras e as maldições dos prognosticadores ou profetas que não são inspirados por Deus são consideradas como PALHA – sem nenhum valor, ou possibilidade de se cumprir – Jr 23.28-31.
Aqueles que amaldiçoam o seu próximo estão ignorantemente se colocando em curso de colisão com a própria maldição que proferem, não porque as suas palavras tenham poder em si mesmas, mas porque Deus os fará colher a maldição que está plantando para outros. – "Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois tudo aquilo que o homem semear também ceifará." "Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam assim fazei-o vós a eles." (Gl 6.7; Mt 7.12).
Ainda é mentira dizer que o homem tem a prerrogativa de autorizar o diabo a cumprir maldição de suas palavras na vida de outros.
Aqui há uma inversão conceitual, pois conforme a Bíblia é a humanidade que "jaz no maligno" e não "o maligno jaz na humanidade". O mínimo que um homem pode fazer é "dar lugar ao diabo" em sua própria vida, ou seja, fazer ou dizer coisas que darão progressivo controle de Satanás sobre sua vida. Porém, a Bíblia nunca diz que podemos autorizar o diabo a executar maldições na vida de outros. (1 Jo 5.19; Ef 4.27).
Essa definição veio da feitiçaria e da bruxaria. Na feitiçaria lançar feitiço eqüivale a lançar malefício ou maldição de feiticeiro.
De fato, não há real base bíblica e teológica para as definições e práticas da maldição hereditária. Quando Jorge Linhares, Marilyn Hickey e outros defensores dessa heresia usam versículos da Bíblia, usam textos que falam do poder das palavras, e de maldições, mas tirando-os do contexto, manipulando-os e adulterando o sentido da Palavra de Deus, e, para apoiar a sua doutrina insustentável biblicamente, usam um grande número de supostos testemunhos, com interpretações subjetivas e falaciosas. O fato é que os textos usados por eles não dá respaldo à teoria humanista e mística da maldição hereditária da família defendida por eles e por muitos outros.
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
O Protestantismo é soberbo e os crentes são otários"
OTÁRIO: adj. e s.m. Bras. Gír. Que ou o que se deixa enganar facilmente; ingênuo, simplório, bobo.
Guardem a definição, será de suma importância na conclusão.
É meus irmãos, prometi não entrar em polêmicas, mas não posso ver tão grande adulteração da Palavra de Deus e permanecer calado. Não farei nada diferente de defender a Bíblia. Você pode me questionar... Pr. Max, ele falou da nossa fé, você não vai dizer nada? Não meu irmão, não direi nada, precisamos entender que cegueira espiritual é uma doença causada pela falta de discernimento, que por sua vez é causada pela ausência do Espírito Santo. Oremos para que Deus tenha misericórdia desse pobre homem. Mas uma coisa é certa, vou bater firme na "EXEGEGUE" do tio, que nada mais faz, a não ser defender o que a Bíblia não diz. Veja o vídeo... comentarei em seguida:
*A historinha começa com uma apologia de Maria, insinuando que tenha algum poder intercessório. Detalhe, sem qualquer apoio bíblico, apenas baseado na tradição papal. Se você não notou, nas palavras de senhor à cima, não é o Espírito Santo que move no cristão para que esse faça o que Deus quer, mas é Maria!
*Em seguida, o batinado em questão afirma ser orgulhoso quem afirma não precisar da "medianeira" e cita o princípio protestante como tal.
*Mostrando que não há a menor possibilidade de arrependimento ou de retorno da Igreja de Roma ao princípio bíblico e demonstrando o "legitimo cristianismo bíblico", chama os protestantes de otários, isso mesmo, O-TÁ-RIOS. Chupa essa manga meu irmão. E sabe por quê, segundo ele você é um otário?
Porque segundo ele você baba e bufa quando cita 1 Timóteo 2:5,6: "Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos."
*Aqui é que começa o maior show de prostituição bíblica dos últimos tempos, maior até do que as promovidas pelos profetas e apóstolos da prosperidade. Ele foi capaz de omitir a palavra "HOMEM" que está logo após a vírgula. Isso mostra o quanto ele confia na ignorância dos seus ouvintes que agem passivamente a sua manipulação do Texto Sagrado; confia tanto que não haverá investigação, afinal, qualquer católico que pela graça de Deus agir como bereano e conferir a procedência do que dizem seus líderes e sua igreja, naturalmente os deixará.
Voltemos ao texto: Ele diz: "...um só mediador... Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos..."
Não se faz necessário recorrer a qualquer comentário bíblico para notar que a ordem das palavras mostram um objetivo específico do texto, tirar qualquer dúvida acerca do MEDIADOR.
Todos os que possuem conhecimento bíblico mínimo estão cientes de que CRISTO quer dizer "UNGIDO" ou "MESSIAS". São palavras utilizadas para ratificar o caráter singular de Jesus, aponta para o protoevangelho em Gn. 3.15, onde um nascido de mulher, O PROMETIDO, O MESSIAS, O UNGIDO, esmagaria a cabeça da serpente. Sabemos que Jesus esmagou a cabeça da serpente (diabo) quando, após suas vida terrena sem pecado, assume o nosso lugar de pecador, recebe sobre si todo o pecado da humanidade, morre, apagando o escrito de dívida que havia contra nós e ressuscita ao terceiro dia.
O texto distorcido pelo clérigo deixa claro que O MEDIADOR se entregou em resgate da igreja. É nesse ponto que a inteligência mínima atua (srsrsr). Vejamos: Se o Texto afirma que a igreja precisou de um mediador é justamente porque não há nela qualquer possibilidade de mediação. Será que é tão difícil entender isso? Se recorro a Deus diretamente é porque a Bíblia assim ensina. Além do mais, entendo que recorrer a um pecador semelhante a mim, é como ter fome e pedir comida a quem está morrendo de inanição, tão faminto quanto eu. Maria sabia que não se salvaria sozinha ou recorrendo a qualquer outro diferente do MESSIAS. Por isso, ela o chama de seu SALVADOR (ver Lc. 1. 46-56). Se ela entendia dar a luz ao SALVADOR de sua alma, entendia também que era, como todos nós, exceto Jesus, miseravelmente pecadora. Se não fosse assim, não necessitaria ser salva, ela mesma resolveria a questão.
A outra palavra que aponta claramente para a pessoa de Jesus e não para a igreja como mediadora entre nós e Deus é "HOMEM". Na minha humilde opinião, opa, humilde não, o tio aí falou e eu corrijo, na minha arrogante e soberba opinião, aqui está a cereja do bolo. O apostolo Paulo se referiu a Jesus HOMEM, pessoa de Cristo e não ao corpo místico de Cristo, a Igreja.
Mais uma vez Roma apela para os velhos e conhecidos contos de velhas caducas dos quais Paulo afirma: "Mas rejeitas as fábulas profanas e de velhas caducas. Exercita-te a ti mesmo na piedade."
(1 Tm 4:6-7)
Termino implorando não só ao lacaio de Roma, mas a todos os visitantes desse blog, LEIAM A BÍBLIA!
O povo vitimado de PERSEGUIÇÃO não é bem o ROMANO.
Enquanto lutamos pela verdade bíblica, nos deparamos com a "religião humilde" que, sendo "dona da verdade", cirurgicamente retira da Bíblia o que os reprova.
OTÁRIO: adj. e s.m. Bras. Gír. Que ou o que se deixa enganar facilmente; ingênuo, simplório, bobo.
QUEM É OTÁRIO MESMO?
Perguntinha de reflexão:
Como pode não ser orgulhosa uma religião que rebaixa a Bíblia, fazendo-a subserviente da tradição ROMANA, como pode ser humilde uma confissão de fé que quando se vê confrontada pela Palavra de Deus, 'pula no mato' e inventa uma interpretação segundo o santo umbigo do VATICANO?
"O meu povo peca por falta de conhecimento"
(Os. 4.6)
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Senhor, purifique Sua Noiva!
Observando a "toada" do evangelicalismo brazuca, vejo que a onda entorpecedora saída da Europa, passou pelos EUA e finalmente chegou por aqui. Chamo de onda entorpecedora a falsa concepção e percepção do cristianismo, que faz o indivíduo imaginar que, confortavelmente instalado em uma comunidade local, está bem, é cristão, quando, na verdade está muito longe de Deus, mesmo tendo vivido uma vida inteira enfurnado na igreja. Com o próprio umbigo como auferidor de medida, jamais perceberá o quão longe está de Santo Evangelho, e consequentemente, do céu.
A pulverização do Evangelho fez surgir o "evangelho popular", esse, nunca é fiel às Escrituras, mas objetiva agradar e satisfazer os desejos da maioria, que a esta altura está tudo, menos correta. A essência foi tão corrompida que pode ser conceituada da seguinte forma: "deus a serviço do HOMEM".
É estranho notar que ninguém questiona o fato de professar uma fé anômala que cultua o HOMEM sobre todas as coisas. Mais estranho é o fato de ninguém se importar com isso e querer mais que tudo, ser servido por Deus.
Tenho chorado diante de Deus constantemente, pois vejo pessoas que objetivamente rebelam-se contra as autoridades constituídas, que faccionam a Noiva (Igreja comprada com o Precioso Sangue de Cristo), plantam contendas no seu seio, mentem, dissimulam e ainda assim, se dizem "cristãs". Isso é ainda mais claro e triste quando trata-se da velha-guarda (chamo assim todo o que teve o enorme privilégio de nascer em lar cristão ou tem a conversão datada da infância e caminha com Cristo a mais tempo que eu, aproximadamente 17 anos).
Sinceramente, é muito difícil não se preocupar com o número cada vez maior de pseudo-crentes. Sei que nada posso fazer, até porquê identificar o joio nessa história é papel de Deus. Mas sigo consciente de que o percentual de inconversos dentro da atual igreja visível é crescente e o processo parece irreversível.
Por isso oro pedindo ao Pai que purifica sua Noiva... Que Ele tenha misericórdia de nós!
Sinceramente, é muito difícil não se preocupar com o número cada vez maior de pseudo-crentes. Sei que nada posso fazer, até porquê identificar o joio nessa história é papel de Deus. Mas sigo consciente de que o percentual de inconversos dentro da atual igreja visível é crescente e o processo parece irreversível.
Por isso oro pedindo ao Pai que purifica sua Noiva... Que Ele tenha misericórdia de nós!
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Um servo indignado com a palhaçada em vigência no meio cristão (cada vez mais místico).
Atualmente pastoreando a Congregação Presbiteriana em Itaguaçu - ES. Evangelista/missionário, formado em 2009, pelo IBEL (Instituto Bíblico Eduardo Lane), onde pretendo lecionar no futuro. Bacharelando em Teologia pela Faculdade Unida de Vitória - ES.
Cidadão, músico, apreciador da boa música, aficionado por astronomia e jogos eletrônicos (Xbox360 Live - a terapia) e admirador de bichos (perceberão). Ainda creio 100% no casamento e no valores familiares(devo falar sobre isso também). Enfim, alguém que, mesmo sabendo de suas limitações, é extremamente grato a Deus por ser usado no Ministério Santo.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Vende-se um cantor gospel
Como muitos já sabem, tenho verdadeiro horror ao que se tornou a música gospel. Por isso tenho escutado cada vez mais, músicas "das antigas". Entre esses, cito o autor do artigo, que gentilmente permitiu esta publicação, falo de um desconhecido para a galera do "iê, iê, iê de jizuiz", mas um antigo conhecido para os que sabem que música para Deus é bem mais que um refrão ou mantra grudento; falo do irmão e parceiro no Ministério Santo, Marcos Goes. É alguém que vive de música sim, mas não precisou prostituir suas convicções ou vender-se. Creio que é por isso que fala com tanta propriedade.
Que o Senho abençoe sua leitura:
'Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras.' Ezequiel 28:16
Eles estão por toda a parte e são fáceis de achar. Para todos os gostos e estilos, são capazes de trazer entretenimento a todo o tipo de pessoa ou culto, quer tradicional ou pentecostal. Contextualizados e treinados nos “chavões” e no “evangeliquês” convincente, eles contagiam de maneira eletrizante as multidões e são capazes de envolver a muitos numa atmosfera religiosa em nome de Deus. Para contratar os seus serviços não é tão simples assim, requer o cumprimento de uma gama de exigências, procedimentos inimagináveis que contando é impossível de se acreditar. Grandes somas em dinheiro, toalhas brancas, carros conversíveis ou limusines, hotéis do mais alto padrão e número exigido em cada culto, para que a audiência não seja medíocre, são algumas das exigências solicitadas (não generalizando) por grande parte deles. Num resumo bem rápido, é este o perfil dos cantores “gospel” que perfazem nosso cenário musical evangélico do Brasil.
Conheci o meio da música cristã em tempos remotos, lá pelo final da década de 70 e início da de 80, através de um cara magro, camisa semiaberta mostrando o peito cabeludo, com uma única mochila nas costa e um violão: Janires era o nome dele. Este veio a ser mais tarde um dos meus mentores e também meu padrinho da casamento. Líder do Rebanhão, toda a semana eu viajava com ele para as maiores aventuras que já vivi na vida em termos de evangelização comprometida com o Reino de Deus. Saíamos à noite em cima de um caminhão cheio de caixas de som rumo aos teatros do Rio de Janeiro para fazermos um culto. O que eu fazia? Eu era o carregador de caixas: põe no caminhão, desce do caminhão...
Eu fazia isso muito feliz. Janires e o Rebanhão, juntamente com Helena Brandão (ex-Darlen e Glória), iam aos teatros falar do amor de Deus não só para o povo mais simples, mas, principalmente, para os artistas. Na plateia vi muitas vezes artistas renomados chorando ao ouvir a música e também o forte testemunho daquela mulher. Eu chorava também! Num canto do auditório, às vezes na penumbra, ficava imaginando se algum dia teria a oportunidade de fazer aquilo através da musica, falando do amor de Deus, e constatar muitos se entregando ao Senhor Jesus através do meu testemunho e da manifestação do Senhor Jesus usando a minha vida.
Percebeu o contraste? Entendeu qual o sentimento que habitava no coração de alguns dos principais iniciantes da música evangélica em nosso país? O amor era o combustível e a motivação. Ministério não é negócio, não é emprego! Não se negocia, não se vende, não se troca o Reino nem o dom que vem da parte de Deus! Coloquei o versículo de Ezequiel acima para alertar sobre a “multidão do comercio” a que o profeta se refere. A profecia contra o rei de Tiro do capitulo 28 é nada mais nada menos que direcionada ao próprio satanás, e porque ele negociou o que Deus lhe deu e caiu, pereceu. Sempre entendi e tenho muito temor a isso.
Não critico aqueles que recebem ofertas ou vendem os seus CDs nos eventos, pois também faço isso para manter o ministério e também sustentar a minha família. Mas transformar isso numa barganha, num mercado de venda do “quem dá mais”, na disputa do reconhecimento humano e da melhor performance, a fim de ganhar o mercado e assim obter maior lucro e status... Acho extremamente perigoso!
Continuarei guardando, Senhor, a tua palavra em meu coração (Salmos 119:11) e também a imagem dos olhos, palavras e atitudes de Janires, e perseverarei (ainda que venha a ser o último) a viver sem me corromper, sendo um eterno devedor, e não vendedor, desta misericórdia maravilhosa que um dia também me alcançou.
Em Cristo,
Pr. Marcos Góes
Que o Senho abençoe sua leitura:
'Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras.' Ezequiel 28:16
Eles estão por toda a parte e são fáceis de achar. Para todos os gostos e estilos, são capazes de trazer entretenimento a todo o tipo de pessoa ou culto, quer tradicional ou pentecostal. Contextualizados e treinados nos “chavões” e no “evangeliquês” convincente, eles contagiam de maneira eletrizante as multidões e são capazes de envolver a muitos numa atmosfera religiosa em nome de Deus. Para contratar os seus serviços não é tão simples assim, requer o cumprimento de uma gama de exigências, procedimentos inimagináveis que contando é impossível de se acreditar. Grandes somas em dinheiro, toalhas brancas, carros conversíveis ou limusines, hotéis do mais alto padrão e número exigido em cada culto, para que a audiência não seja medíocre, são algumas das exigências solicitadas (não generalizando) por grande parte deles. Num resumo bem rápido, é este o perfil dos cantores “gospel” que perfazem nosso cenário musical evangélico do Brasil.
Conheci o meio da música cristã em tempos remotos, lá pelo final da década de 70 e início da de 80, através de um cara magro, camisa semiaberta mostrando o peito cabeludo, com uma única mochila nas costa e um violão: Janires era o nome dele. Este veio a ser mais tarde um dos meus mentores e também meu padrinho da casamento. Líder do Rebanhão, toda a semana eu viajava com ele para as maiores aventuras que já vivi na vida em termos de evangelização comprometida com o Reino de Deus. Saíamos à noite em cima de um caminhão cheio de caixas de som rumo aos teatros do Rio de Janeiro para fazermos um culto. O que eu fazia? Eu era o carregador de caixas: põe no caminhão, desce do caminhão...
Eu fazia isso muito feliz. Janires e o Rebanhão, juntamente com Helena Brandão (ex-Darlen e Glória), iam aos teatros falar do amor de Deus não só para o povo mais simples, mas, principalmente, para os artistas. Na plateia vi muitas vezes artistas renomados chorando ao ouvir a música e também o forte testemunho daquela mulher. Eu chorava também! Num canto do auditório, às vezes na penumbra, ficava imaginando se algum dia teria a oportunidade de fazer aquilo através da musica, falando do amor de Deus, e constatar muitos se entregando ao Senhor Jesus através do meu testemunho e da manifestação do Senhor Jesus usando a minha vida.
Janires morreu! O “pão com mortadela” (nossa janta muitas vezes), a boleia do caminhão, as caixas de som JBL pesadíssimas... Tudo isso se passou, mas algo ficou gravado com fogo dentro de mim: o forte testemunho daquele homem de Deus somente com as suas atitudes. Todas as vezes em que olhei para Janires, vi que ele não se preocupava com nada para si, as pessoas a sua volta vinham em primeiro lugar. Ao conversar com ele, você sentia sua enorme gratidão pela salvação de sua vida dada pelo nosso Deus, e por isso ele não parava de pregar esta maravilhosa salvação e graça sem requerer nada em troca. Sem casa para morar e muitas vezes dormindo lá em minha casa, sem sequer saber o que, e como, iria almoçar ou jantar no dia seguinte, ele foi para mim um grande exemplo de total dependência, compromisso e sinceridade no servir ao Senhor. Sem comprometimento com os homens, somente com Deus.Num canto do auditório, às vezes na penumbra, ficava imaginando se algum dia teria a oportunidade de (...) constatar muitos se entregando ao Senhor Jesus através do meu testemunho
Percebeu o contraste? Entendeu qual o sentimento que habitava no coração de alguns dos principais iniciantes da música evangélica em nosso país? O amor era o combustível e a motivação. Ministério não é negócio, não é emprego! Não se negocia, não se vende, não se troca o Reino nem o dom que vem da parte de Deus! Coloquei o versículo de Ezequiel acima para alertar sobre a “multidão do comercio” a que o profeta se refere. A profecia contra o rei de Tiro do capitulo 28 é nada mais nada menos que direcionada ao próprio satanás, e porque ele negociou o que Deus lhe deu e caiu, pereceu. Sempre entendi e tenho muito temor a isso.
Não critico aqueles que recebem ofertas ou vendem os seus CDs nos eventos, pois também faço isso para manter o ministério e também sustentar a minha família. Mas transformar isso numa barganha, num mercado de venda do “quem dá mais”, na disputa do reconhecimento humano e da melhor performance, a fim de ganhar o mercado e assim obter maior lucro e status... Acho extremamente perigoso!
Continuarei guardando, Senhor, a tua palavra em meu coração (Salmos 119:11) e também a imagem dos olhos, palavras e atitudes de Janires, e perseverarei (ainda que venha a ser o último) a viver sem me corromper, sendo um eterno devedor, e não vendedor, desta misericórdia maravilhosa que um dia também me alcançou.
Em Cristo,
Pr. Marcos Góes
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Se a moda pega...
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
IURD e o modelo Neopentecostal
Em minhas leituras:
Neopentecostalismo e sociedade
“Encabeçado pela Igreja Universal, o neopentecostalismo é a vertente pentecostal que mais cresce atualmente e a que ocupa maior espaço na televisão brasileira, seja como proprietária de emissoras de TV, seja como produtora e difusora de programas de televangelismo. Do ponto de vista comportamental, é a mais liberal. Haja vista que suprimiu características sectárias tradicionais do pentecostalismo e rompeu com boa parte do ascetismo contracultural tipificado no estereótipo pelo qual os crentes eram reconhecidos e, volta e meia,estigmatizados. [...]
De modo que seus fiéis foram liberados para vestir roupas da moda, usar cosméticos e demais produtos de
embelezamento, freqüentar praias, piscinas, cinemas, teatros, torcer para times de futebol, praticar esportes
variados, assistir a televisão e vídeos, tocar e ouvir diferentes ritmos musicais. Práticas que, nos últimos
anos, também foram sendo paulatinamente permitidas por igrejas pentecostais das vertentes precedentes, com exceção da Deus é Amor, que manteve incólume a velha rigidez ascética. Em todas as vertentes permanece, porém, a interdição ao consumo de álcool, tabaco e drogas e ao sexo extraconjugal e homossexual.”
(MARIANO, R. Estudos Avançados, 18, 2004, p. 124).
“Sem perder necessariamente sua distintividade religiosa, as igrejas neopentecostais revelam-se, entre as
pentecostais, as mais inclinadas a acomodarem-se à sociedade abrangente e a seus valores, interesses e
práticas. Daí seus cultos basearem-se na oferta especializada de serviços mágico-religiosos, de cunho
terapêutico e taumatúrgico, centrados em promessas de concessão divina de prosperidade material, cura física e emocional e de resolução de problemas familiares, afetivos, amorosos e de sociabilidade. Oferta sob medida para atender a demandas de quem crê que pode se dar bem nesta vida e neste mundo recorrendo a instituições intermediárias de forças sobrenaturais. [...]
Com tal estratégia, empregada também nos evangelismos pessoal e eletrônico, atraem e convertem
majoritariamente indivíduos dos estratos pobres da população, muitos deles carentes e em crise pessoal,
geralmente mais vulneráveis a esse tipo de prédica. Não obstante o apelo sistemático à oferta de soluções mágicas configure uma prática usual nas religiões populares no Brasil, observa-se que, no caso neopentecostal, tal procedimento, diferentemente do que ocorre no catolicismo popular, por exemplo, é orquestrado pelas lideranças eclesiásticas e posto em ação nos cultos oficiais e por meio do evangelismo eletrônico.” (MARIANO, R. Estudos Avançados, 18, 2004, p. 124).
«Assim, o ponto de partida da IURD é o pentecostalismo de alguns televangelistas norteamericanos, porém a sua flexibidade é própria de uma entidade que se posiciona bem num ambiente pluralista e concorrencial. A sua identidade é construída por meio das referências aos concorrentes (católicos, afro-brasileiros e kardecistas), com os quais ela se envolve em renhidas lutas simbólicas. A IURD é um empreendimento que nasceu sob a égide da «guerra santa», cuja separação maniqueísta entre Deus e o diabo divide todas as suas atividades e estratégias.» (CAMPOS, L. S. Lusotopie 1999, pp. 355-367).
Teatro
«A Igreja universal é um teatro, onde atores (pregadores e fiéis) participam dramaticamente de um espetáculo de fé. Em seu palco um pastor/ator tangibiliza as forças sagradas diante de uma multidão que, como em um teatro de arena, também participa da encenação, com gestos, no manejo de objetos corriqueiros transformados em cúlticos, na movimentação das pessoas pelo espaço, no balancear dos corpos, nas palmas ritmadas, nas cenas de exorcismo e nas dramatizações de episódios bíblicos. [...]
Com isso reconstrói-se, no interior de uma cultura secularizada, novas ilhas carregadas daquela dinâmica
que emerge do sagrado, integrando ao mesmo tempo as forças que vêm do inconsciente coletivo e se manifestam em uma vida cotidiana tão carente de sentido e significado. A transformação do culto religioso num espetáculo de fé revitaliza o serviço religioso do protestantismo tradicional, quase sempre calcado em
práticas racionalizantes. Dessa forma substitui-se nesse espetáculo o pastor-doutor, ou professor, pelo pastor-ator que se sobressai através do sucesso de suas técnicas de persuasão, recrutamento de adeptos e levantamento de ofertas.» (CAMPOS, L. S. Lusotopie 1999, pp. 355-367).
Templo
«A IURD mantém uma certa atitude dessacralizadora para com o local do culto, pois, Deus habita nas pessoas e tal ligação se expressa por meio de ritos carregados de emoções. Por isso há nessa Igreja uma concepção de templo que difere de outros grupos religiosos de origem protestante. O templo é um «espaço energético» carregado de forças divinas atribuídas ao Espírito Santo. Nele o espaço foi consagrado à Deus e traz as marcas de sua ação vitoriosa sobre as forças do caos e da desordem demoníaca, que vêm da rua. O templo é a «casa de Deus», o lugar «onde um milagre espera por você», como afirma um de seus slogans. [...]
Assim, num mundo habitado por demônios, o templo se apresenta como um território sobre o qual os
demônios não tem poder. Adentrar-se a um templo iurdiano já é meio caminho andado em direção à
obtenção de um milagre desejado. À semelhança do mesmerismo ou das teorias kardecistas, na IURD crê-
se que do templo irradia um «fluído vital» canalizado pelas ondas hertzianas em direção aos receptores de
rádio ou de televisão, materializando-se no copo de água posto sobre o receptor de televisão, que por
causa da «oração forte» do pastor está carregado de um poder de cura vindo do próprio Deus. [...]
A IURD regula os espaços, tempos e movimentos, em ritmos e cadências programados racionalmente,
dentro da concepção urbana de tempo. Os dias e horas são padronizadas, e arbitrariamente divididos
em «correntes» e «campanhas» especiais. A unidade de tempo mínima de seu calendário é o dia e para
cada um deles há uma corrente, que segmenta o público conforme suas necessidades e desejos. Essas
correntes se repetem todas as semanas, enquanto as campanhas e «semanas especiais» são atividades
sazonais, realizadas conforme as exigências e circunstâncias locais.» (CAMPOS, L. S. Lusotopie 1999, pp. 355-367).
Mercado
«A Igreja universal possui uma refinada perspectiva de marketing, pois procura conhecer o seu público,
padronizar os «produtos», transformar as pessoas em participantes do processo de «produção», segmentar
a audiência, oferecendo-lhes exatamente o que se pensa precisar e desejar naquele momento. Isto é, ela
não se contenta em oferecer um «produto genérico», que é o principal benefício esperado pelo consumidor.
Muito pelo contrário, ela oferece um «produto ampliado», o qual é desdobrado em outros produtos como cura, prosperidade, comunidade de apoio e outros mais. [...]
Nos templos da IURD os consumidores religiosos escolhem aqueles produtos que mais se relacionam com
suas necessidades e arquiteturam em sua própria cabeça o produto desejado, conforme as suas aspirações.
Isto é, a Igreja universal oferece um kit contendo os ingredientes de um produto retrabalhado no imaginário
do «consumidor». O preço a ser pago para a satisfação dos desejos na IURD é monetarizado. Daí a importância em sua pregação de temas como «sacrifício do dinheiro», «ofertas de amor», pois «dar o dízimo é candidatar-se a receber bênçãos sem medida», repete o seu fundador.” (CAMPOS, L. S. Lusotopie 1999, pp. 355-367).
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Um pequeno Raio-X do "neo-pentecostalismo"
Concluindo meus trabalhos de convalidação, tive a oportunidade de conhecer um trabalho de pesquisa do Dr. Júlio Paulo T. Zabatiero, o qual reproduzo em parte. Na esperança de que algum neopentescostal leia e sendo convencido pela própria inteligência, mas principalmente, pelo Santo Espírito de Deus, seja por Ele convencido, oro para que o texto abaixo cumpra tal propósito.
Origens
O neopentecostalismo tem suas origens nos EUA, anos 1940 e bem sucedido a partir dos anos 1970; Lá é chamado, variadamente, de: Health and Wealth Gospel (Evangelho da Saúde e Prosperidade), Faith Movement (Movimento de Fé), Faith Prosperity Doctrines (Doutrinas da Fé e Prosperidade), ou Positive Confession (Confissão Positiva).Confissão positiva é um título alternativo para a teologia da fórmula da fé ou da doutrina da prosperidade promulgada por vários televangelistas contemporâneos, sob a liderança e inspiração de Essek William Kenyon. A expressão “confissão positiva” pode ser legitimamente interpretada de várias maneiras. O mais significativo de tudo é que a expressão “confissão positiva” se refere literalmente a trazer à existência o que declaramos com nossa boca, uma vez que a fé é uma confissão.
Neopentecostalismo e pós-modernidade
Enquanto o protestantismo histórico e o pentecostalismo são expressões modernas da fé cristã, o neopentecostalismo é uma expressão tipicamente pós-moderna da fé cristã. O neopentecostalismo conforma-se com algumas das principais marcas do pósmoderno: individualismo consumista, hipervalorização da saúde e do dinheiro, espetacularização da crença, espacialização concentrada e temporalidade hiperacelerada.
Características identitárias gerais
Individualismo consumista: a fé é vivenciada como um mecanismo estratégico para alcançar, de forma mágica, bens simbólicos e, especialmente, corpóreos e materiais; A reunião cúltica não visa primariamente a
comunhão, mas o fortalecimento da fé individual, mediante o testemunho do sucesso da fé de outros indivíduos em suas lutas contra a falta de saúde, o fracasso matrimonial e a busca do dinheiro e bens.
Hipervalorização da saúde e do dinheiro: o culto secular ao corpo é reencantado, de modo que o corpo se torna a sede da luta espiritual: contra os demônios que dele tentam se apossar e contra as
doenças (efeitos demoníacos) que o fazem incapaz de alcançar a felicidade plena.
O culto secular ao dinheiro é espiritualizado, de modo que este se torna um meio mágico para alcançar a sua auto-multiplicação na bolsa celestial de valores mediante a contribuição/investimento.
Espetacularização da crença: assim como a sociedade pós-moderna é espetacular, o culto e a crença neopentecostais são espetaculares: a crença é teatralizada na liturgia, mediante os exorcismos (ritos de passagem-libertação), os testemunhos (ritos de confirmação da fé), o miseen-scène do pregador em sua captação da fé=recursos financeiros do freqüentador do Templo – captado, por sua vez, mediante o uso
inteligente e massivo da mídia.
Espacialização concentrada: o Templo é o não-lugar que assume a característica do lugar-por-excelência.
Enquanto a propagação da crença neopentecostal se dá através da mídia, especialmente a TV, é no templo que o crente neopentecostal experimenta o sagrado enquanto uma catarse, uma libertação, que o capacita para enfrentar a sociedade concorrencial do capitalismo neo-liberal.
Temporalidade hiper-acelerada: enfim, como na identidade pós-moderna secular, o crente neopentecostal experimenta uma hiperaceleração do tempo - nas campanhas religiosas bem orquestradas, nos rituais de
passagem e purificação (especialmente o exorcismo), nos ritos confirmatórios (testemunhos) – a bênção é alcançada imediatamente, o tempo é reencantado – subjugado ao poder da fé e centrado na hostilidade contra as forças do mal.
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Reforma Protestante: Comemorar o quê?
Quero deixar aqui apenas uma possibilidade de sensata reflexão sobre o evangelicalismo atual e a Reforma Protestante. Sou reformado e tenho sim, como muitos irmãos, razão para me alegrar pelo ocorrido em 31 de outubro de 1517. Mas essa não é a realidade de todos os que se dizem cristãos.
Dê sua opinião, comente!
Hoje é um dia muito especial, dia em que evangélicos comemoram a Reforma Protestante, quando seguindo a trilha deixada por Wycliff, Hus, Savanarola e outros anônimos, mas não menos importantes, Lutero, questionando a validade e eficácia das indulgências, iluminado pelas Escrituras Sagradas e esclarecido pelo Espírito Santo de Deus, afixou nas portas da capela de Wittenberg as famosas 95 teses. Quem já as leu, percebeu que Lutero era frontalmente avesso à cobrança de dinheiro para a obtenção de quaisquer favor divino.
O que me intriga é o fato de estarmos cercados de cobradores de indulgências modernos, mas o indulto de hoje não é mais a "graça de ter a alma liberta do purgatório ou do inferno", não, realmente não é preciso oferecer mais que prosperidade. A "cristandade" atual é tão pueril que se contenta com coisas. Aliás, coisas à parte de Cristo.
Embora falem o tempo todo de Deus, Jesus e Sua Palavra, os "Tetzel's" são demasiadamente ardilosos, deslocam o texto de seu contexto original, fazendo-o contradizer o todo da Bíblia, fundam igrejas e disseminam ensinos demoníacos, onde a graça de Deus, a fé, o sacrifício perfeito e vicário de Cristo nunca bastam, é sempre preciso mais. Afinal, os vendilhões sempre querem mais, mais dinheiro, mais mansões, mais helicópteros, mais aviões, mais canais, querem sobretudo, mais notoriedade. É é por isso que se autodenominam pastores, bispos, apóstolos, patriarcas, querubins, substitutos de Cristo ("vicarius filii dei") ou o próprio Cristo, sem evidentemente o ser!
Falar de Reforma Protestante é sem dúvida, falar de mentes inquiridoras, pensantes, é falar de criticidade, é duvidar do que não parece biblicamente plausível... é ser bereano! Onde estão os conhecedores dos "5 Solas"? Onde estão os investigadores do nosso tempo? Grande parte se tornou estéril, cegados por idiotices "gospel", que pelo uso do citado adjetivo, dispensam crítica, foram manipulados e perderam a capacidade analítica de tal forma que não perceberam o momento em que transformaram-se em MERCADO, ao mesmo tempo consumidor de baboseiras e também, produto de seus mestres "- É gospel, é de Deus!" "O apóstolo fulano é uma benção!". Não consigo imaginar o que diria Lutero vendo as "predações" do Morris Cerrulo, Malafaia, Macedo, Valdomiro, e todos esses "profeteiros das graças urgentes".
Entendo que comemorar o dia de hoje só faz sentido para quem não perdeu o "fio da meada", para os que semelhantemente a Martinho Lutero, rejeite ensino espúrio, tendencioso, manipulador e anti-bíblico, portanto, os que não se dobraram a Baal.
A grande maioria dos "crentes" comemora algo que não tem a mínima ideia do que seja, não sabem dos esforços empreendidos, dos irmãos que deram suas vidas para que hoje houvesse uma igreja bíblica, espelho de Cristo e liberta do "toma lá, dá cá" de Jesus.
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sábado, 30 de julho de 2011
Topa tudo por dinheiro (2) - R$ 911,00
Até quando terei que suportar isso?
Senhor Jesus, me leve embora!
Acabei de ver uma das coisas mais grotescas já apresentadas, um show de prostituição bíblica com fins monetários. Me entristece o coração ver o quão longe da Palavra de Deus a ganância pode levar alguns líderes. O dinheiro é mesmo muito sedutor. Peço sempre a Deus que me mantenha longe do afã pelas cifra$, me fazendo satisfeito com o que tenho e que faça o mesmo com você!
Antes de mais nada, digo que não fico procurando essas coisas, não tenho costume de ver tele-evangelista.
Minha igreja tem um programa, sempre estou acordado no horário, mas raramente o vejo. Foi algo casual, ou melhor, providencial... Pegando a linguagem do "povo", Deus me dirigiu até a o Programa do "Malafeita". E lá quem estava? O "Mestre dos magos" da prosperidade, o "Jedi" guardião da "unsão" de Deus, o maior pedinte gospel vivo na atualidade, o sedutor e mentor do "Malafeita", Morri$ Cerullo. Esse, cada vez mais parecido com apresentador de programa sensacionalista. Usa a técnica de manter as pessoas grudadas com uma frase de suspense, uma pergunta, "vocês estão prontos?"
Pois bem, o "mentor" iniciou sua prédica afirmando que Deus havia falado que tinha uma unção especial para os brasileiros e que a derramaria através dele. Como pano de fundo usou alguns textos bíblicos que estendeu até seus propó$ito$ e falou que a crise financeira mundial é um sinal que do que Deus ira fazer. Segundo Morri$, Deus está tirando o dinheiro dos impios e dando as santos. Nesse ponto ele usa a palavra discernimento, e afirma: "vocês precisam entender isso, Deus está tirando dos ímpios e dando aos crentes". "está chegando, posso sentir, uma medida extraordinária".
Antes de lançar o de$afio, e na tentativa de destruir o a capacidade crítica do ouvinte, afirmava: "O povo tem que agir rápido, quanto mais rápido agimos, mais fé demonstramos. A hesitação é como pecado". Ou seja, não pense, não reflita, aja por impulso e apenas dê! É assim que a Bíblia nos ensina a agir, ou essa é a vontade do vendilhão em questão? Olhe o Texto Sagrado, "Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado" (Provérbios 19.2).
Depois de alguns minutos "cozinhando o galo" ou melhor os "patos", o cara teve a "pachorra" de mais uma vez e em rede nacional, pedir dinheiro em troca de benção.
Para que ninguém estranhe, usa a palavra que ensinou ao "Malafeita", o termo "semear". No entendimento do$ profeta$ da pro$peridade, se você quer algo especial de Deus é preciso $emear, dar dinheiro, e sempre numa quantia que ele, o "Jedi" estipula.
Dessa vez o valor pedido foi R$ 911,00 (é, comparando com sua última aparição no programa, houve um "ágil santo" por conta do "discernimento" que teria recebido a cerca do número 11 (onze). Que discernimento é esse, heim? Faz até ajuste inflacionário!
Por vária vezes apelou para a "espiritualidade" do telespectador. "pra você entender, Deus terá que abrir os teu olhos, Deus terá que abrir olhos espirituais dos que tem medo" Creio que o objetivo aqui foi nada menos que mexer no brio de quem já estava hipnotizado. A neurolinguística do "homi" tá afiadinha!
E finalmente deixa bem claro: "Você tem que semear R$ 911,00 para que Deus derrame essa medida extra!"
Agora pensemos um pouquinho:
*Será que as pessoas não questionam o fato de que toda vez que que o Cerullo aparece, tem grana da hi$tória?
E pra fechar o pacotão da benção, o "pofreta" disse: "Jesus teve 12 apóstolos e Deus me diz que está levantando 12 pessoas que irão ligar com uma oferta de (pasmem!) R$10.011,00 (dez mil e onze reais). Sei que existem pessoa que podem doar para a obra até muito mais. Como exemplo, uso um servo de Deus, o qual me dou o direito de reservá-lo no anonimato, mas que sabendo da construção de uma igreja nossa, fez a seguinte oferta: "O que a igreja conseguir arrecadar num tempo determinado, eu darei cinco vezes mais". O final dessa história? Mais de R$ 500.000,00 e a igreja quase prontinha!
O irmão generoso sabe que Deus não está obrigado a dar a ele o que doou para a construção, mas Deus o abençoa, não porque ele dá generosamente, e sim porque não espera nada em troca!
Segundo Silas "Malafeita", eu sou um bobalhão da internet que não tenho o mesmo tempo que ele ou o Cerullo e por isso estou desqualificado para dizer algo que vá contra o que eles fazem. Posso até ser bobalhão e tenho prazer nisso. Acabo de me lembrar do pastor que acompanhou em 96, o meu processo de conversão, o Lúcio. Certa vez, esquentadinho como eu era, disse ao pastor: se o fulano olhar torto pra mim mais uma vez, eu vou encher de pancada. Olhando pra mim com um sorriso de canto de boca, o Pr. Lucio me disse: "Max, agora você é um bobo!". Entendi que como ovelha eu deveria ser manso e ter uma forma diferente de ver, afinal, nem tudo girava em torno de mim! Aos defensores do "Malafeita", essa é pra vocês, prestem atenção!
Sou novinho, tenho só 32 anos de idade, 15 de Evangelho e 7 de ministério, mas cresci o suficiente para discernir hipócritas e vendilhões que por muito dinheiro prostituíram a fé, mudando "mi$terio$amente de posição. Fico bobo (srsrsr) de ver o quanto o conteúdo da pregação mudou. O referido, foi de taxativo repudiador da teologia da pro$peridade para seu maior proclamador no país. É tão estranho, que parecem duas pessoas.
O vídeo a baixo é uma compilação do antecessor, tirado do youtube por reclamação de direitos autorais por parte de terceiros que não o envolvido. Estranho né?.
Eu realmente sou um manézinho, não entrei na "onda", não cindi igreja, não sou bom escritor, não tenho programa de televisão, não tenho editora, não tenho um império, não enriqueci na "obra", não sou pastor de mega-igreja, em fim, não sou famoso. Sou apenas mais uma voz somada a tantas outras que já não aguentam mais ver tanta bobagem.
Como disse, não sou famoso, mas prego o mesmo Evangelho desde que comecei, minha palavra não mudou devido uma "nova onda" ou "ventos de doutrinas".
Sigo o meu trabalho com as ovelhas que me foram confiadas e com a certeza de alimentá-las com bem mais do que apenas "leite".
Aos que tomaram o mesmo caminho dos "Jedi'$ da$ cifraS ou acham o máximo essa palhaçada, tenho orado para que o Senhor, misericordiosamente, os restitua a sanidade, pois estão loucos!
Que o Senhor nos livre!
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Um servo indignado com a palhaçada em vigência no meio cristão (cada vez mais místico).
Atualmente pastoreando a Congregação Presbiteriana em Itaguaçu - ES. Evangelista/missionário, formado em 2009, pelo IBEL (Instituto Bíblico Eduardo Lane), onde pretendo lecionar no futuro. Bacharelando em Teologia pela Faculdade Unida de Vitória - ES.
Cidadão, músico, apreciador da boa música, aficionado por astronomia e jogos eletrônicos (Xbox360 Live - a terapia) e admirador de bichos (perceberão). Ainda creio 100% no casamento e no valores familiares(devo falar sobre isso também). Enfim, alguém que, mesmo sabendo de suas limitações, é extremamente grato a Deus por ser usado no Ministério Santo.
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