Partindo da observação dos fatos, tenho insistido em dizer que a teologia e prática neo-pentecostal tem fomentado uma geração inteira de crente imaturos. Pessoas que pela pregação triunfalista foram aliciados a entender que, se estiverem com Deus e sem pecado, (como se isso fosse possível aqui) mal algum lhes alcançará.
"A prosperidade material seguirá os que crêem". O que dizer daquele senhor que cata latinhas pra viver? Segundo os defensores de tal "teologia", o irmão, coitado, está em pecado. Se não tiver o carro do ano e a casa pretendida, há algo de errado da vida do indivíduo (um encoxxxto). Se a doença lhe abater, dizem eles: faltou fé ou há pecado não confessado. Note que o argumento é muito interessante, pois lança toda a culpa no coitado do crente. Não quero aqui, minimizar a pontencialidade destruidora do pecado, sabemos que o pecado gera a morte (Rm 6.23). Mas isso não quer dizer que todo pecado vai gerar alguma doença, caso contrário, não haveria ímpio na terra, concorda?
Assim, o pobre do crente, subjugado no nicho em questão, começa a questionar o motivo da aflição. Onde teria errado para que tal ocorresse?
É nesse ponto que constatamos o pior. A pressão psicológica gerada, não só pela liderança, e membresia que passa a ver o irmão como um menos santo, de menos valia, alguém fraco ou sem fé, mas também, cobrado por si, que depois de sondar-se e não detectando o "ponto fraco", encontra-se na mais terrível das crises, a existencial. O grande perigo aqui é seguinte, não encontrando o motivo em si, Deus é o culpado.
Nossa responsabilidade estará na fidelidade ao expor as Antigas Doutrinas da Graça, em mostrar-lhes que espiritualidade vai muito além de obedecer regras morais ou condutas denominacionais e principalmente, demonstrar a beleza da liberdade cristã a quem pensando ser livre, viveu em cadeias.
Se o irmão tem algo a somar, compartilhe, faça uma comentário, critique, só não finja que não leu!
Que o Senhor nos ajude!
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